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Confiança: brasileira acredita em ouro no boxe e “esquece” dinheiro

Tomás Rosolino e Marina Bufon - São Paulo , SP
25/07/2019 08:00:01

Em: Jogos Pan-Americanos, Lutas, Mais Esportes, Notícias

Convicção não só de vitória, como também de uma medalha de ouro. É assim que a estreante no Pan-Americano Beatriz Ferreira, de 26 anos, chega para a disputa do boxe (-60kg) em Lima, no Peru, a partir do próximo dia 26 de julho até 11 de agosto.

“Estou confiante pelos meus resultados, pelo que eu venho fazendo até hoje, por eu já ter lutado contra todas com quem vou competir. Eu estou numa fase muito boa, mas sei que o boxe é uma caixinha de surpresas. Estou fazendo tudo certo, o psicológico amadureceu bem também, estou bem confiante, não tem como dar errado”, cravou a boxeadora.

Boxeadora vem embalada por dois ouros em 2019 (Foto: Reprodução)

Bia Ferreira entra no ringue nos dias 28 de julho e 2 de agosto para sua estreia na competição. No entanto, apesar de debutante, ela não só conhece o boxe desde o berço, como também tem um currículo promissor. Filha de Raimundo Ferreira, bicampeão brasileiro e tricampeão baiano da modalidade, ela conquistou dois ouros neste ano, no Torneio de Strandja, na Bulgária, e no Grand Prix Usti Nade Labem, na República Tcheca.

Ainda que possa migrar para outras áreas do boxe, em busca de maior reconhecimento e/ou dinheiro, seu caminho está focado em apenas um destino final: medalha. E olímpica! “Tem uma galera que foi para o profissional. Olha, hoje em dia eu quero a minha medalha olímpica e, depois de Tóquio, continuo no boxe olímpico. Não almejo ir para o profissional”, revelou, convicta.

Caso essa medalha chegue, Bia será a segunda mulher brasileira a ganhar uma medalha no boxe. A primeira foi Adriana Araújo, bronze em Londres-2012. No entanto, totalmente focada no Pan e também nas Olimpíadas, ela disse que só vai pensar qual caminho seguir, olímpico ou profissional, a partir do ano que vem, após as férias que ganhará depois do período em Tóquio.

“Sei que tem que fechar com empresas que tenham nome, porque se ficar só aqui no Brasil não vai levar para lugar nenhum, não almejo isso, eu almejo conseguir meu dinheiro, conseguir ter uma vida financeira boa e, não sei, talvez umas férias talvez eu pense bem e continue no boxe”, finalizou.