Gazeta Esportiva

Brasil fecha participação no Mundial de Ginástica de Trampolim com os melhores resultados da história

São Paulo, SP

21/11/22 | 18:11

A delegação brasileira que competiu na 36ª edição do Mundial de Ginástica de Trampolim, em Sófia, na Bulgária, retorna ao País com a satisfação de ter registrado os melhores resultados de sua história. Pela primeira vez, o Brasil emplacou presença em uma final.

Neste final de semana, no sábado, Alice Hellen e Camilla Gomes conseguiram a sétima colocação no sincronizado. A dupla teve problemas na execução da série e acabou ficando com uma nota bem abaixo da obtida na classificatória. Naquela fase, as duas conseguiram registrar 48.640. Com esse resultado, teriam conseguido a medalha de prata.

Na semifinal individual feminina, que pela primeira vez teve duas brasileiras, elas chegaram bem perto da final. Alice foi a 12ª colocada, com a nota 53.480, a poucos décimos da neozelandesa Madaline Davidson, que conseguiu a oitava e última vaga na final com 54.150. Camilla ficou com a 13ª posição, bem perto da conterrânea, com 53.410.

Na avaliação de Tatiana Figueiredo, coordenadora da Seleção Brasileira de Ginástica de Trampolim, a participação na competição na capital búlgara deixa o grupo otimista quanto às perspectivas para 2023. Pela primeira vez, o Brasil tentará obter classificação em quadra para os Jogos Olímpicos. No Rio-2016, Rafael Andrade pôde ser inscrito porque o País foi o país-sede.

Foto: Divulgação/CBG

“O próximo ano será importantíssimo para a nossa Ginástica de Trampolim. Teremos as etapas da Copa do Mundo, que darão vagas olímpicas e o próprio Mundial Pré-Olímpico de Birmingham (Inglaterra), em novembro, sem dúvida a principal competição no nosso calendário. Além disso tudo, teremos os Jogos Pan-Americanos de Santiago, uma competição muito especial para nós”, disse Tatiana.

"Este Mundial de Sófia nos encheu de confiança. Ficamos muito felizes, tanto com os resultados individuais como com os do sincronizado. A Alice e a Camilla estão sempre se mantendo entre as 15 melhores do mundo, em posições muito expressivas. Na final do sincronizado, tínhamos muitas chances, mas infelizmente tivemos alguns problemas, e o trampolim é isso – tem que executar ali na hora. E o Rayan (Dutra) competiu aqui de uma forma fantástica. Ele passou por uma cirurgia na coluna poucos meses atrás e se superou, o que nos deixa muito esperançosos”, completou.

Camilla, sexta colocada na fase classificatória no Mundial de 2021, em Baku, é uma atleta que ainda poderá proporcionar muitas alegrias ao Brasil, segundo Tatiana. “A Camilla tem um potencial enorme. É uma atleta muito forte, bem conhecida pela arbitragem. Ela faz uma série de 15 pontos, de altíssimo nível. Tem boa execução, alto nível de dificuldade, TOF (tempo de voo) alto. Se, na hora da competição, ela conseguir replicar tudo o que faz nos treinos, poderá sem dúvida realizar uma excelente série”, arrematou a treinadora.

Confira os resultados do Brasil no Mundial de Ginástica de Trampolim:

FINAL - SINCRONIZADO FEMININO

1º - Japão (Hikaru Mori e Megu Uyama) – 50.590

2º - França (Marine Jurbert e Lea Labrousse) – 46.140

3º - México (Mariola Garcia e Dafne Loza) – 45.260

4º - China  (Xinxin Zhang e Yicheng Hu) – 45.130

- Canadá  (Sarah Milette e Sophiane Methot) – 43.660

6º - Estados Unidos (Cheyenne Webster e Nicole Ahsinger) – 10.160

7º - BRASIL (Alice Hellen e Camilla Gomes) – 5.590

8º - Grã-Bretanha (Isabelle Songhurst e Bryony Page) – 5.340

 

CLASSIFICATÓRIA – SINCRONIZADO MASCULINO

1º - França 2 – 52.130

2º - Japão 2 – 51.330

3º - Alemanha 2 – 50.640

4º - Japão 1 – 50.620

5º - Dinamarca 2 – 50.540

- Itália 1 – 50.490

7º - Portugal 1 – 50.310

8º - Estados Unidos 2 – 50.140

9º - Estados Unidos 1 – 49.710

10º - Espanha 2 – 49.430

11º - Alemanha 1 – 49.330

12º - Grã-Bretanha 1 – 49.300

13º - Cazaquistão 1 – 49.150

14º - Áustria 1 – 49.100

15º - França 1 – 49.060

16º - Grécia 1 – 48.610

17º - BRASIL 1 – 48.210

18º - Colômbia 1 – 47.520

19º - México 1 – 47.060

20º - Holanda 1 – 46.940

21º - Holanda 2 – 46.770

22º - Portugal 2 – 44.240

23º - Austrália 2 – 42.940

24º - Uzbequistão 1- 40.920

25º - Ucrânia 1 – 40.830

26º - Polônia 2 – 38.820

27º - Austrália 1 – 32.180

28º - Canadá 2 – 29.450

29º - Nova Zelândia 1 – 23.240

30º - Ucrânia 2 – 16.000

31º -China 2 – 15.770

32º - Turquia 1 – 15.570

33º - Polônia 1 – 14.840

34º - Colômbia 2 – 14.130

35º - República Checa 1 – 13.500

36º - Espanha 1 – 10.190

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