Brasil chega perto de medalha, mas termina apenas em sétimo no Mundial

São Paulo, SP

30-10-2018 13:01:10

A Seleção Brasileira feminina de ginástica artística quebrou um jejum de 11 anos ao retornar a uma final por equipes, mas não conseguiu uma inédita medalha na manhã desta terça-feira. No Campeonato Mundial de Ginástica Artística de 2018, que está acontecendo desde 25 de outubro em Doha, no Catar, as brasileiras alcançaram apenas o sétimo lugar na classificação geral com 159,830 pontos e viram os Estados Unidos no topo do pódio, seguidos de Rússia e China.

O grupo, formado por Flavia Saraiva, Jade Barbosa, Rebeca Andrade, Lorrane Oliveira e Thaís Fidelis, terminou a terceira rotação na terceira colocação. No entanto, após muitas falhas nas barras assimétricas, o último aparelho, perderam pontos e também posições, ficando apenas na sétima posição geral. Estados Unidos, com uma Simone Biles pouco concentrada, Rússia, China, Canadá, França e Japão ficaram à frente das brasileiras, enquanto a Alemanha fechou em oitavo.

A primeira rotação foi nas traves. Jade iniciou bem, acertou a acrobacia que a atrapalhou no domingo, mas sofreu uma queda e somou a nota 11,466. Depois dela foi a vez de Rebeca, que cravou praticamente tudo e fechou sua nota em 13,300, um pouco menos que Flavinha, que alcançou os 13,600. A soma total do Brasil foi de 38,065 pontos, ficando na sétima colocação.

Depois foi a vez do solo. Jade iniciou com a nota 13,100, seguida de Flavinha, que praticamente cravou a série e fechou em 13,800. Thaís foi a terceira brasileira no solo, com 13,233, e ajudou a Seleção a somar os 40,133 pontos, ainda garantindo a sétima colocação. Os EUA seguiam disparados na liderança, enquanto a Rússia conseguiu obter uma vantagem sobre a China.

Na terceira rotação, o salto, o Brasil cresceu. Jade foi a primeira e obteve a ótima nota de 14,600, seguida de Flavinha com 14,443 e Rebeca, que fechou em 14,633. Com os 43,666 pontos somados, o sonho do pódio era real, já que as meninas pularam para a terceira posição. No entanto, o quarto e último aparelho, as barras assimétricas, foram o pesadelo da Seleção Brasileira. Jade começou bem, mas teve um desequilíbrio forte e perdeu muitos pontos (12,233), enquanto Flavinha atuou de maneira regular em sua série (12,466). Para finalizar, Rebeca caiu e terminou com 12,966.

A partir de quarta-feira começam as disputas individuais. Caio Souza compete na final individual geral masculina, enquanto na quinta, Flávia Saraiva e Jade Barbosa disputam na modalidade feminina.

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