Às vésperas do Mundial de futsal feminino, Luana relembra trajetória até a Seleção Brasileira

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Foto: Fabio Souza / CBF

A primeira Copa do Mundo de futsal feminino será disputada entre os dias 21 de novembro e 7 de dezembro, nas Filipinas. O Brasil está entre os 16 países classificados para o torneio e será representado por 14 atletas, entre elas, Luana Rodrigues, ala da Seleção.

“Eu confesso que não esperava. Meu nome foi o último entre as alas. Todo mundo na expectativa, nervoso… Quando saiu, foi uma explosão de alegria”, comentou Luana em entrevista à CBF TV.

Dificuldades no caminho

Para chegar à Seleção Brasileira, a jogadora precisou superar diversos percalços, inclusive dentro da própria família. Sua avó não via o futsal como uma alternativa de futuro e não apoiava que Luana seguisse carreira na modalidade.

“É legal olhar para trás e pensar, e se eu não tivesse tentado, se aquela Luana que era novinha tivesse ouvido o que as pessoas diziam na parte do preconceito, a questão da avó não apoiar, onde ela estaria, o que ela estaria fazendo? Mas eu fico muito feliz de olhar para trás e saber que eu tive persistência e perseverança e poder ver chegar onde eu cheguei”, disse a atleta.

“A minha avó não via esse retorno para eu conseguir ajudar em casa, então a forma que ela viu que eu poderia fazer isso é trabalhando, e deixando de praticar o futsal, mas eu consegui ir convencendo ela que era meu sonho, e ela foi respeitando a minha escolha”, completou.

Trajetória no futsal

Aos 16 anos, Luana teve a oportunidade de subir para o time adulto do Cianorte Futsal, onde atuava nas categorias de base. Foram seis anos no clube e, nesse período, conquistou títulos importantes, como a Libertadores e a Supercopa. Em 2021, aos 21 anos, realizou o sonho de vestir a camisa da Seleção Brasileira nos treinos da equipe.

“Era só para treinamento, mas não muda a emoção. Quando você veste essa camisa, já sabe que uma porta está se abrindo. Ver a bolsa personalizada, meu nome, meu tamanho de roupa. Foi mágico", afirmou Luana, que, dois anos depois, em 2023, estreou em competição oficial no Torneio Internacional de Xanxerê.

Favoritismo no Mundial

Sobre o rótulo de seleção favorita na Copa do Mundo, Luana mantém cautela.

“A gente sabe da nossa qualidade. Mas o favoritismo vem de fora. Aqui dentro, somos um grupo, valorizamos o coletivo. A gente não carrega isso com a gente, só a nossa responsabilidade e a força que a gente tem enquanto grupo.”

Gerações e gerações

Ao refletir sobre quem abriu caminho e sobre o legado que deseja deixar, a ala destaca a importância da luta por espaço no futsal feminino.

“Penso muito nas gerações anteriores. O quanto as mulheres lutaram para conquistar pequenos espaços. A gente só chegou aqui porque elas não pararam.”

“Minha mensagem é que as próximas gerações continuem lutando. Quando chegar a vez delas, que lutem pelas próximas. O Brasil é isso. Essa camisa é isso.”

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