Evitando polêmica por uso de substância, Simone Biles revela ter TDAH

São Paulo, SP

14-09-2016 09:03:39

Simone Biles tem apenas 19 anos e conquistou cinco medalhas no Rio 2016 (Foto: Emmanuel Dunand/AFP)
Simone Biles tem apenas 19 anos e conquistou cinco medalhas no Rio 2016 (Foto: Emmanuel Dunand/AFP)

Simone Biles procurou evitar polêmicas envolvendo seu nome após alguns dados confidenciais da Agência Mundial Antidoping serem publicados graças a hackers que invadiram a conta da entidade. Nos documentos digitais que os infratores tiveram acesso acusava que a ginasta norte-americana fazia uso de uma substância teoricamente proibida pelo Código Mundial Antidopagem.

Detentora de cinco medalhas nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, sendo quatro de ouro, Biles afirmou sofrer de TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) e por isso faz uso desse medicamento.

“Tenho TDAH e me medicar para tratar isso não é algo de que preciso me envergonhar ou ter medo que as pessoas saibam. Lido com o problema desde que era criança. Por favor, saibam que sou a favor do esporte limpo, que sempre segui as regras e seguirei assim porque é decisivo no esporte e muito importante para mim”, disse Biles.

Para que um atleta seja autorizado a fazer uso de um medicamento que contém alguma substância proibida é preciso que ele obtenha a Isenção de Uso Terapêutico. Essa isenção é solicitada junto à Agência Mundial Antidoping e deve ser entregue 30 dias antes das competições.

O TDAH é uma alteração de comportamento tratada com medicamentos psicoestimulantes e terapia. Inquietação, impulsividade, ansiedade e dificuldade de concentração são alguns dos sintomas.

Além da própria Simone Biles, o presidente da Federação de Ginástica dos EUA, Steve Penny, também se posicionou sobre o caso e reiterou a versão da ginasta. “A Federação Internacional de Ginástica, o Comitê Olímpico dos EUA e a Agência Antidoping dos EUA confirmam que Simone e todos do país acreditam na importância do esporte limpo, seguiram as regras e foram permitidos a tomarem as medicações que precisavam”.

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