Presidente da Federação Francesa de Ciclismo, David Lappartient apoiou o uso da câmera termal (Foto: Thomas Samson/AFP)
Em coletiva realizada nesta segunda-feira, a organização da Volta da França anunciou medidas para combater o doping mecânico. Neste ano, pela primeira vez, câmeras térmicas serão utilizadas no torneio, a fim de detectar possíveis motores nas bicicletas dos competidores.
A câmera será disponibilizada pelo Comissariado de Energia Atômica (CEA) da França, a pedido de Thierry Braillard, ministro do Esporte no país. Ela é portátil, e poderá ser operada de motocicletas ou nas estradas, no trajeto das provas.
A nova tecnologia será utilizada juntamente da ressonância magnética de motores já em uso, operada pela União Ciclística Internacional (UCI). O presidente da Federação Francesa de Ciclismo, David Lappartient, afirmou que ficou satisfeito com a eficácia da engrenagem.
“O aparato havia sido usado durante campeonatos nacionais nesta semana, e estes testes foram conclusivos. Até mesmo um motor parado poderia ser detectado pelo mecanismo”, afirmou Lappartient à AFP.
A possibilidade de motores nas bicicletas dos ciclistas profissionais era um rumor desde 2010. Entretanto, o problema veio à tona pela primeira vez neste ano, quando a belga Femke Van Den Driessche foi suspensa por doping mecânico. A ciclista recebeu uma punição retroativa, que valerá de outubro de 2015, quando venceu o Campeonato Europeu de Ciclocross usando o mecanismo, até outubro de 2021.