Empresa explica suporte mecânico a ciclistas na 9 de Julho

José Victor Ligero - São Paulo,SP

04-07-2017 08:00:24

As provas de ciclismo costumam ter uma equipe de suporte com a incumbência de atender prontamente aos atletas que tiverem problemas mecânicos com suas bicicletas no decorrer da corrida. Não é diferente com a tradicional Prova Ciclística 9 de Julho, que celebrará a sua 71ª edição neste domingo, na cidade de São Paulo.

Pelo terceiro ano consecutivo, a Shimano, fabricante japonesa de peças para o ciclismo, disponibilizará dois carros equipados para prestar o auxílio aos corredores integrantes do pelotão de elite masculino e feminino. O desafio é consertar eventuais danos nas bicicletas ou até mesmo trocá-las ao longo do percurso e levar o atleta prejudicado de volta à disputa.

“O suporte neutro é oferecido a todos os atletas que têm um problema durante o percurso da prova, como um pneu furado. Nós fazemos a substituição da roda ou até mesmo a substituição da bicicleta dependendo do problema, para que o competidor consiga completar o desafio da 9 de Julho sem problema algum”, afirmou Matheus Ferraz, coordenador de marketing esportivo da Shimano, à Gazeta Esportiva.

Nesses casos, o procedimento se dá da seguinte maneira: “O atleta levanta a mão, indicando o problema, e, então, recebemos a informação pelo rádio ou por sinalização do comissário. A gente encosta, faz a substituição da roda - em média uma roda traseira leva uns 30 segundos para ser trocada, e a dianteira em torno de 20. Então, o atleta, após a troca, tem que tentar retornar ao pelotão para completar a prova”.

Para realizar o atendimento da forma mais célere possível, ambos os carros se posicionam à frente do pelotão, de maneira que facilite o seu deslocamento até o ciclista que solicitou o socorro. Além disso, os veículos são equipados com um jogo de ferramentas completo para qualquer tipo de conserto e carregam sobre si mais quatro bicicletas, caso haja necessidade de troca.

“Com isso a gente fica munido para dar toda a estrutura que o atleta precisa para cruzar a linha de chegada”, explicou Matheus. Nas situações em que o competidor não tem mais condições de seguir com a mesma bicicleta, a equipe da Shimano disponibilizará a que for mais adequada ao seu tipo físico. “Levamos bicicletas de diversos tamanhos, de acordo com a estatura do ciclista. Ele acaba fazendo o resto da prova com ela e nós ficamos com a avariada dele. Depois da corrida, a gente faz o retorno da mesma”, esclareceu.

Com 96 anos no ramo, a empresa está acostumada a prestar esse tipo de serviço em grandes eventos. “As bicicletas que vão estar disponíveis nos carros são as mesmas que usamos nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. Todos os ciclistas que estiverem na disputa da 9 de Julho terão um equipamento de primeira qualidade, caso seja necessário”, assegurou.

Antes da prova, haverá ainda uma tenda da Shimano próxima à linha de largada, onde ciclistas de todas as categorias poderão fazer pequenos ajustes em suas bicicletas graças aos equipamentos disponíveis, como “uma bomba para inflar pneu, e um lubrificante, caso o atleta ainda precise de algum suporte”.

Assim como nas duas edições anteriores, a largada e a chegada da 9 de Julho acontecerão na Avenida Lineu de Paula Machado, em frente ao portão do Jockey Club de São Paulo. Disputada desde 1933, a prova, organizada pela Gazeta Esportiva, é uma idealização do jornalista Cásper Líbero (1889-1943) para homenagear a Revolução Constitucionalista, ocorrida no estado de São Paulo em 1932.

Neste ano, a elite masculina, com largada às 9 horas (de Brasília), percorrerá um total de 113,5km, divididos em cinco voltas de 22,7km, enquanto a feminina iniciará a disputa dois minutos depois e dará uma volta a menos, contabilizando 90,8km de corrida.

Deixe seu comentário