Gazeta Esportiva

Novatos na 9 de Julho se superam e vencem a categoria Aspirantes

Bruno Calió - São Paulo,SP

09/07/17 | 10:55

A inexperiência na prova 9 de Julho não impediu que Renato Campos Ferreira e Evelyn Quilles Moura alcançassem a glória na manhã deste domingo. Na 71ª edição da prova ciclística mais tradicional do país, a dupla mostrou superação e venceu a categoria Aspirantes, unidos também pela dedicação em conciliar o trabalho com os treinos em cima da bicicleta.

Apaixonado pelo ciclismo desde a infância, Renato Campos Ferreira chegou a competir entre os atletas de elite, mas deixou as grandes provas de lado por conta do trabalho. De volta ao esporte, representa a equipe ETE, empresa onde o atleta trabalha e que fabrica roupas personalizadas para o ciclismo.

“Nunca tinha competido aqui na 9 de Julho, foi a primeira vez. A prova teve muitos atletas, vários iniciantes. Na primeira volta, ficou muito truncado, muita gente largou lá trás e queria ir para frente de qualquer maneira, então tivemos alguns encontrões. Mas na segunda volta uns 20 atletas já despontaram, que foram os que chegaram até o final. Foi uma prova muito rápida, quase 41km de média. Estou muito feliz com a vitória”, disse Renato, em entrevista à Gazeta Esportiva.


“(O ciclismo) é um hobby para mim, sou apaixonado por bicicleta. Desde criança, o primeiro presente que lembro de ter pedido foi uma bicicleta. Já competi na elite, mas tive que parar por trabalho e outras coisas e agora voltei com o ciclismo e graças a Deus estou podendo fazer o que eu gosto”, concluiu

Assim como Renato Campos Ferreira, Evelyn Quilles Moura também participou de sua primeira edição da prova ciclística 9 de Julho. A atleta, que vem tendo boas colocações em provas anteriores, inclusive fora do país, alcançou o luar mais alto do pódio pela primeira vez.

“Eu trabalho com auditoria, em horário comercial normal. Treino ciclismo normalmente de terça e quinta, às 4h da manhã. A gente acorda às 4h da manhã, o treino começa às 5h aqui na USP e termina às 7h. O corpo até acostuma (com o horário), mas agora no inverno confesso que chegar aqui para pedalar com um dígito de temperatura tem sido cada dia mais e mais difícil. E aos finais de semana treino nas estradas, basicamente três treinos por semana. Tem época que eu consigo fazer quatro ou cinco, mas eu tenho um problema muito sério nos joelhos, então eu equilibro muito meus treinos para que eu não sinta dores, para que ele não reclame”, disse a vencedora, antes de detalhar seus desempenhos anteriores.

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“É a primeira vez que eu participo da 9 de Julho. Venho vindo de uma crescente muito legal neste ano, eu fiquei em 15ª no geral feminino em Nova York, e em nona das 3h de Interlagos. E no geral, não só entre aspirantes. Tenho conseguido manter os treinos, manter toda a minha preparação com os fisioterapeutas, com meu treinador físico, com a minha nutricionista, então pensei ‘se eu der meu melhor hoje, talvez dê certo’, e a prova foi linda”, celebrou.

Evelyn ainda valorizou o evento promovido pela Fundação Cásper Líbero, TV Gazeta e GazetaEsportiva.com. Para a ciclista, a visibilidade da 9 de Julho pode atrair novos participantes para o esporte.

“A prova é linda justamente por ser no centro de São Paulo. Alguns amigos até falam ‘poxa, mas fecha ruas aqui’. A gente explica, mas as vezes eles não compreendem porque o ciclismo ainda é um esporte que não é tão popular. Mas o espaço que vocês dão, e até as redes sociais vão mostrando para as pessoas o quanto isso é bom. É um esporte que traz uma liberdade e um bem-estar muito grande”, concluiu.

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