Ganhador da categoria até 80 kg do Mundial de taekwondo disputado na China, feito inédito para o Brasil no masculino, Henrique Marques dedicou a medalha à mãe. Filho de Rosane, diarista de 58 anos, ele já tem um objetivo traçado.
"Ela sempre trabalhou em casa de família como diarista para me sustentar e sustentar toda a família. Por isso, a meta sempre foi dar uma vida melhor para ela. Quero transformar minha mãe de empregada em patroa", disse o atleta de 21 anos ao COB.
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Superação dentro e fora do tatame
Nascido em Vila Portuense, um dos bairros mais pobres de Itaboraí, Henrique contou com apoio da mãe para conseguir dar seus primeiros passos no taekwondo.
"O início de tudo foi muito difícil. Na época, meus pais não tinham condições financeiras para me manter no esporte. Mas minha mãe sempre acreditou e se virava para eu conseguir ir às competições e viagens", contou o atleta.
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Trajetória de Henrique
Henrique praticava jiu-jitsu e, aos oito anos, foi convidado pela atleta olímpica Íris Tang Sing a participar de seu projeto social ligado ao taekwondo. Em 2018, foi campeão brasileiro na nova modalidade, mas em 2023 descobriu uma arritmia cardíaca que quase o fez parar aos 19 anos.
O problema de saúde tirou Henrique do Mundial de 2023 e dos Jogos Pan-Americanos de Santiago. Recuperado após uma cirurgia, ele voltou às competições apenas em 2024, ano em que perdeu o pai e chegou às quartas de final das Olimpíadas de Paris.
Desde então, Henrique acumulou conquistas expressivas: ouro no Aberto do Rio de Janeiro, prata no Grand Prix de Muju, bronze na President’s Cup (Pan-Americano da modalidade), ouro nos Jogos Pan-Americanos Júnior de Assunção e, agora, título inédito no Mundial.