Um dos mais assíduos participantes do Jogo das Estrelas do Novo Basquete Brasil (NBB), Guerrinha aprovou a edição de 2015, realizada pela primeira vez em conjunto com a Liga de Basquete Feminino (LBF). A uma semana do Final Four da Liga das Américas, o técnico do Bauru sonha decidir o título com o Flamengo.
O Jogo das Estrelas foi disputado na cidade de Franca, tradicional polo de basquete no interior paulista. Na preliminar, as brasileiras venceram as estrangeiras por 78 a 73. Em seguida, os donos da casa repetiram o triunfo (131 a 100), com o armador Ricardo Fischer, do Bauru, como MVP.
“Essa edição do Jogo das Estrelas para mim foi a melhor de todas, e não apenas por ser realizado em uma cidade que respira basquete. Achei muito interessante a junção do basquete masculino e feminino. Não sei se existe outro evento nesses moldes no exterior”, elogiou Guerrinha.
Em Franca, o treinador teve a companhia de Robert Day, Fischer e Alex – Rafael Hettsheimeir também participaria, mas foi cortado por lesão. Após o evento festivo, o grupo de Bauru passa a pensar no Final Four da Liga das Américas, marcado para o próximo final de semana, no Rio de Janeiro.
No sábado, o Bauru enfrenta os argentinos do Peñarol e o Flamengo pega os mexicanos do Pioneros de Quintana Roo. Se vencerem seus respectivos confrontos, os times brasileiros brigam no domingo pelo título da Liga das Américas, que garante o direito de disputar o Mundial.
Comandado pelo técnico Guerrinha em Bauru, Alex participou da vitória dos brasileiros no Jogo das Estrelas - Credito: William Lucas/Inovafoto
“Temos que continuar fortes. Desejamos uma final brasileira, porque isso asseguraria mais um representante nosso no cenário internacional. Sempre que um time sai do país, traz valores agregados quando retorna, o que se reflete em todas as equipes. Além disso, uma decisão nacional serviria para coroar o basquete local”, afirmou Guerrinha.
O Flamengo, defendido por jogadores como Marquinhos, Marcelinho, Herrmann e Laprovittola, é o atual campeão da Liga das Américas e do Mundial. No Rio de Janeiro, o time rubro-negro, dirigido por José Neto, ainda contará com sua numerosa torcida, algo que não desanima o jovem Fischer, destaque do Jogo das Estrelas.
“O Flamengo tem uma força gigantesca dentro de casa, mas nosso time conta com jogadores experientes, que sabem atuar nessas situações. Se você joga sem torcida, acaba ficando meio mole. Quando vejo os flamenguistas gritando, ganho motivação. Mas primeiro vamos pensar no Peñarol”, disse o jogador.
*O repórter viaja a convite da Liga Nacional de Basquete (LNB)