Na tarde desta terça-feira foi emitida uma nota em nome dos clubes e atletas da Liga de Basquete Feminino revelando o descontentamento com a maneira que a Confederação Brasileira de Basketball, a CBB, vem agindo na condução das ações da Seleção Brasileira. Uma das reclamações centrais é o tratamento desrespeitoso que representantes da CBB tem dado aos profissionais que compõem a Liga Nacional.
“Vale ressaltar que desde a última convocação da CBB para o feminino, realizada no
dia 04/12/2015, não representa o verdadeiro basquete feminino nacional. Membros da
comissão técnica da CBB, como o diretor de seleções Sr. Vanderlei Mazuchini, o atual
treinador da Seleção Feminina, Sr. Zanon, e o administrador de seleções, Sr. Bruno, têm
comprovado o desrespeito com atletas, técnicos, dirigentes, clubes e, acima de tudo, com os
seres humanos que estão em plena atividade na disputa da 6º edição da Liga Feminina de
Basquete”, explica um trecho do documento.
Entre as atitudes realizadas pela Confederação que configuram a falta de respeito ao qual a nota se refere, estariam diversas ameaças feitas por Luiz Zanon, atual técnico da Seleção, o diretor Vanderlei Mazuchini e demais membros da comissão técnica, alegando que as atletas podem sofrer punições caso não se apresentem para um evento-teste da equipe do Brasil para as Olimpíadas, que ocorrerá em janeiro.
“Com a justificativa de conversar com as atletas sobre convocação, eles passam
informações errôneas de punições caso as jogadoras não se apresentem ao evento-teste de
janeiro de 2016. De forma clara e desesperada, procuram desestabilizar este grupo através
de informações que não procedem. A insistência é tanta que procuram pelas convocadas
mais de uma vez ao dia, para pressioná-las. O mais interessante é que a maioria das atletas,
técnicos e dirigentes nunca recebeu tantas ligações da Confederação Brasileira como nas
últimas semanas”, reclama a nota.
A indignação dos atletas e dos clubes se dá pelo fato do evento-teste não fazer parte de uma data oficial da Fiba, portanto, uma punição para as atletas a defender a Seleção no ocorrido não seria cabível, e as equipes podem ter total autonomia para barrar as convocações, uma vez que estão focados na disputa da Liga Feminina de Basquete.
Os clubes que assinam a nota são o América de Recife, o Corinthians/Americana, Maranhão Basquete, Presidente Venceslau, Sampaio Correa e Santo André.