O basquete brasileiro apresenta momentos distintos entre suas Seleções masculina e feminina. Enquanto os homens vivem uma fase de sucesso, conquistando títulos e avançando em competições internacionais, o feminino ainda busca se reerguer após anos de instabilidade. Fábio Deschamps, vice-presidente da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), comentou o momento de ambas durante o evento Melhores do Ano LBF.
A Seleção masculina garantiu a AmeriCup 2025, vencendo a Argentina por 55×47, e avançou até as quartas de final nos Jogos Olímpicos de Paris 2024. O desempenho evidencia frutos de um trabalho de reestruturação iniciado anos antes, consolidando um ciclo de crescimento contínuo.
Já a Seleção feminina, mesmo com a vitória histórica na Copa América de 2023 sobre os Estados Unidos por 69×58, não conseguiu a classificação para Paris 2024, sendo eliminada no Pré-Olímpico de Belém sem vitórias. A trajetória recente mostra que, apesar de avanços pontuais, a equipe ainda passa por um processo de reconstrução.
𝑷𝑹𝑰𝑴𝑬𝑰𝑹𝑶 𝑳𝑼𝑮𝑨𝑹 DO PÓDIO É BRASILEIRO! 🇧🇷🏆
Somos campeões da AmeriCup. Voltamos para o lugar mais alto das Américas.
O basquete brasileiro está onde deveria estar. No topo. pic.twitter.com/LOPOhmisA7
— Basquete Brasil - CBB (@basquetebrasil) September 1, 2025
"A Seleção de basquete feminina está passando por um momento de reestruturação. Estamos conseguindo resultados e temos novas atletas que surgiram e despontaram no cenário nacional. Algumas já estão jogando no exterior, isso mostra que o trabalho está sendo feito", declarou Fábio em entrevista à Gazeta Esportiva.com.
Entre as premiadas na noite da LBF, duas jogadoras que já integram a Seleção Brasileira reforçam esse cenário: a ala Vitória Marcelina, eleita MVP das finais e integrante do quinteto ideal, e Aline Moura, também escolhida para o quinteto ideal como pivô.
"Requer tempo, paciência e muito investimento. Isso a Liga (Liga de Basquete Feminino) está fazendo muito bem, e cabe à CBB ter algumas novas iniciativas e fazer a diferença. Obviamente os resultados do masculino, cuja reestruturação começou um pouco antes, já estão chegando. Não podemos esquecer que a feminina foi vice-campeã da AmeriCup, já teve resultado. É um trabalho passo a passo, a gente tem que ter paciência", completou.
Segundo o dirigente, o foco é consolidar a base feminina, ampliando oportunidades de competição e fortalecendo clubes e Liga, essenciais para formar equipes competitivas em todo o país. Apesar dos desafios, sinais de progresso indicam que a reconstrução está em andamento e que o futuro pode reservar novos resultados expressivos.