Pela primeira vez, a edição de 2015 do Jogo das Estrelas foi promovida de forma conjunta pela Liga Nacional de Basquete (LNB) e pela Liga de Basquete Feminino (LBF). Após o triunfo por 78 a 73 sobre o time das estrangeiras, as brasileiras aprovaram o modelo e pediram a sua continuidade.
Durante os últimos dias em Franca, sede do evento, a LBF teve a chance de pegar carona na repercussão do Novo Basquete Brasil (NBB), o campeonato masculino, que tem até uma parceria com a NBA. Na tarde deste sábado, na preliminar da partida entre os homens, as jogadoras disputaram seu jogo festivo com o Ginásio Pedrocão lotado e ampla presença da mídia.
“Essa junção é perfeita. O masculino sempre tem mais público do que o feminino. Desta vez, foi diferente. Está igual. Além disso, é importante se reunir. Eu nunca tinha participado de um evento junto com os homens e fiquei muito feliz. Espero que possa acontecer mais vezes”, disse Damiris.
Companheira de Damiris em Americana, Clarissa teve a oportunidade de participar do evento antes de viajar aos Estados Unidos para se juntar ao Chicago Sky após o final da LBF. Assim como a parceira, a jogadora, premiada como a melhor em quadra, aprovou a iniciativa.
“Foi maravilhoso, com todo o mundo defendendo o basquete brasileiro. Nesse momento, quanto mais, melhor. Tudo aquilo que vem para somar é válido. Acho que vai virar um padrão. O que dá certo deve ser mantido. Vamos trabalhar juntos para elevar o basquete brasileiro”, declarou.
No fim do jogo, como homenagem pelo Dia Internacional da Mulher, as jogadoras ganharam rosas dos atletas? - Credito: William Lucas/Inovafoto
Aos 36 anos, Adrianinha, medalhista de bronze nos Jogos Olímpicos de Sydney 2000, conhece profundamente o basquete nacional. Para a experiente ex-armadora da Seleção Brasileira, o que se viu em Franca prova que o segmento feminino da modalidade está em evolução.
“Vem melhorando pouco a pouco. Nesse ano, temos 10 times no campeonato e fizemos o Jogo das Estrelas conjunto com os meninos. Também já há o planejamento de montar uma liga de desenvolvimento, como no masculino. Melhorando um pouco em cada setor, vamos fortalecer a nossa liga como um todo”, afirmou.
Além de aprovar o Jogo das Estrelas conjunto, Damiris não desperdiçou a chance de comemorar o triunfo por 78 a 73 sobre as estrangeiras. “A derrota do ano passado estava engasgada. É uma partida festiva, mas a gente queria ganhar. Assim que saiu a convocação, falamos que não podíamos perder de novo”, contou.
*O repórter viaja a convite da Liga Nacional de Basquete (LNB)