Após boicote, intimados pelo STJD não comparecem a audiências na CBB

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O técnico Antônio Carlos Barbosa foi um dos que não compareceu à audiência desta quinta-feira (Foto: Divulgação/CBB)

A polêmica envolvendo o basquete feminino ganhou mais um capítulo. Nesta quinta-feira, os dirigentes, técnicos e jogadoras intimados para audiências pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) não compareceram às sessões na Confederação Brasileira de Basquete (CBB), alegando diferente razões para a ausência.

O único a marcar presença no local foi Paulo Valed Perry, auditor responsável pelo processo. Ele chegou às 10 horas, horário em que alguns depoimentos estavam agendados, e esperava ouvir Vanderlei Mazzuchini, diretor de seleções, Antônio Carlos Barbosa, técnico da seleção, e Ricardo Molina, presidente do Corinthians/Americana, uma das equipes da Liga de Basquete Feminino (LBF) que aderiu ao boicote.

“Aceitei as justificativas apresentadas e, até agora, não há risco de ninguém ser denunciado por não ter comparecido a esse depoimento. Vou analisar as ausências e, juntamente com as provas que tenho nos autos, farei um relatório. Ele será encaminhado para o presidente do STJD no próximo dia 27”, disse o auditor.

O técnico Antônio Carlos Barbosa foi um dos que não compareceu à audiência desta quinta-feira (Foto: Divulgação/CBB)

O técnico Antônio Carlos Barbosa foi um dos que não compareceu à audiência desta quinta-feira (Foto: Divulgação/CBB)

Já a audiência das atletas começaria às 13 horas – Adrianinha, Tainá Paixão e Tati Pacheco, todas do América de Recife, Gilmara e Joice, ambas do Corinthians/Americana, e Jaqueline e Tássia, as duas do Santo André, foram as convocadas para depor, mas também não compareceram. As sete jogadoras pediram dispensa da seleção após serem escolhidas para participar do evento-teste das Olimpíadas, na semana passada.

“As pessoas convocadas estariam vindo para prestar esclarecimentos sobre os fatos que estão em discussão. Era apenas para colaborar com a Justiça para apurar se realmente houve uma infração nesses casos”, afirmou Perry.

O clima de tensão entre a CBB e os clubes da LBF vem se estendendo desde os últimos anos, com as reclamações dos times sobre a pouca atenção dada pela entidade ao basquete feminino. O estopim aconteceu em novembro, quando dirigentes da instituição não compareceram ao evento de lançamento da liga.

A partir daí, a situação se agravou. Em dezembro, Luiz Augusto Zanon se demitiu do cargo de técnico da seleção, e a CBB escolheu Barbosa como treinador e a ex-atleta Adriana Santos para ocupar a função de coordenado da seleção feminina. Porém, a crise não retrocedeu. Os clubes decidiram boicotar a seleção e apenas dois times que tiveram jogadoras convocadas não aderiram ao protesto. A pivô Clarissa, do Corinthians/Americana, não apoiou a decisão da equipe, se apresentou e acabou sendo demitida.

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