Viviane Lyra bate recorde sul-americano e faz índice para o Mundial na marcha atlética

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Foto de: Gustavo Alves/CBAt

Neste domingo, Viviane Lyra e Max Batista venceram os 35.000 m da marcha atlética no 44º Troféu Brasil de Atletismo. Ela bateu o recorde brasileiro e sul-americano da prova e conquistou o índice para o Mundial de Tóquio, enquanto ele bateu o recorde nacional e somou pontos no Road to Tokyo, da World Athletics.

Viviane garantiu a vitória com o tempo de 2h46min36s2, um feito para provas realizadas na pista, sempre mais difíceis do que na rua, devido às curvas. Assim, a brasileira superou o índice de classificação para o Mundial, de 2min48s. Ela também está classificada para a prova de 20km.

"Foquei totalmente na minha performance e no meu relógio. Sabia o meu objetivo e onde queria chegar. Meu treinador (Luís Porto) estava ali junto comigo o tempo todo. Ajustamos tudo: o ritmo, a hidratação... Não erramos nada dessa vez. Deu tudo certinho. Estou muito confiante para o Mundial. Fazer uma prova muito boa, dar o meu melhor mais uma vez. Representar a nossa seleção é sempre um orgulho", disse.

O recorde brasileiro e sul-americano anterior era de 2h55min16s4, feito por Gabriela Muniz em 2024. Ela ficou com a prata (2h56min06s5) neste domingo e também está bem posicionada no ranking para o Mundial. Assim como Mayara Vicentainer (IABC/FMEBC-SC), bronze com 3h08min42s0.

Na prova masculina, Max bateu o seu próprio recorde nacional, com 2h31min57s3, melhorando a marca anterior em quatro segundos, além de ficar a 40 segundos do recorde sul-americano. Matheus Correa (AABLU-SC) também correu abaixo do antigo recorde brasileiro e ficou com a prata (2h34min01s1). Companheiro de equipe de Max, Klaubert França (CASO-DF) garantiu o bronze com 2h47min01s0.

"Acreditava que seria uma prova muito forte, devido aos resultados que a gente teve nos 20.000 metros. O Matheus fez o recorde pessoal dele. É um adversário forte, rápido e um amigo. Então, a gente já acreditava que seria uma prova forte. O clima ajudou bastante e a parte mental forte”, disse o marchador.

Max e Matheus estão bem classificados no ranking de pontos da World Athletics e devem fazer companhia a Caio Bonfim no Mundial do Japão, em setembro. "Espero conseguir minhas melhores marcas em Tóquio, que é a competição auge do ano. Poder representar de uma forma que eu dê orgulho para o Brasil, para a minha família, para os meus treinadores", disse Max, que foi pai de Levi há apenas dez dias.

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