Velocista bate recorde e sonha com revezamento no Rio-2016

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Animado com o bom desempenho no Campeonato Mundial de atletismo de menores, encerrado na noite deste domingo, em Cali, na Colômbia, o velocista Derick de Souza Silva faz plano ousado sonha com uma das vagas na equipe de revezamento dos 4x100m para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016.

“Eu vou lutar muito para conseguir lugar na equipe brasileira e disputar as Olimpíadas. Tive uma ótima semana aqui e agora é me dedicar para seguir evoluindo”, comentou o carioca de 17 anos, destaque do país no Mundial.

Em Cali, Derick conquistou medalha de prata nos 100m e estabeleceu o seu recorde pessoal na prova dos 200m, com 20s85, o que lhe rendeu a quarta colocação. Todos os seus adversários da final dos 200m, neste domingo, melhoraram suas marcas. O japonês Adbul Hakim Sani Brown confirmou favoritismo e conquistou ouro com 20s34, recorde do Campeonato. O bronze foi para o sul-africano Kyle Appel (20s57), seguido pelo norte-americano Josephus Lyles (20s74). Kyle e Josephus também estabeleceram novos recordes pessoais.

O brasileiro Derick de Souza Silva estabeleceu o seu recorde pessoal na prova dos 200m, com 20s85

O brasileiro Derick de Souza Silva estabeleceu o seu recorde pessoal na prova dos 200m, com 20s85 - Credito: AFP

Derick havia conseguido a classificação com sua melhor marca (20s92) e acusou dor na coxa esquerda ao final da disputa. Na final, não sentiu nada e saiu contente com o desempenho. “Foi uma corrida boa, bem disputada. Eu deveria ter aumentado a passada nos últimos metros. Vim para a Colômbia com a expectativa de melhorar as minhas marcas. Fecho a competição com uma medalha de prata e dois recordes superados. A avaliação é muito boa, estou bastante satisfeito”, avaliou.

No último dia do Mundial, em Cali, outro brasileiro finalista, Daniel Ferreira do Nascimento ficou na oitava colocação nos 2.000m com obstáculos, com 5min46s05. O queniano Vincent Kipyegon Ruto foi ouro com 5min27s58, seguido pelo etíope Wogene Sebilibe (5min29s41) e Geofrey Rotich, também do Quênia, com o tempo de 5min30s16.

Além da prata nos 100m de Derick, o Brasil ganhou mais duas medalhas em Cali, ambas de bronze, com Eberson Matucari da Silva (salto em distância) e Luís Fernando Pires (800m). Agora o país acumula 13 medalhas na história das nove edições do Mundial (três de ouro, quatro de prata e seis de bronze).

Pela primeira vez realizado na América do Sul, o Campeonato Mundial de Atletismo de Menores recebeu nos cinco dias 1.323 atletas (649 homens e 674 mulheres) atletas de 16 e 17 anos, de 151 países.

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