Neste domingo, Ricardo Mendonça conquistou seu tricampeonato mundial na prova dos 100m da classe T37 (paralisados cerebrais), no segundo dia do Mundial de atletismo paralímpico, em Nova Déli, na Índia.
É ELE, É TRICAMPEÃO! 🥇🥇🥇
Pódio duplo garantido nos 100m T37! Ricardo Mendonça ganhou a medalha de OURO com o tempo de 11s16. 🇧🇷📣
QUE PROVA LINDA, É BRASIL EM DOSE DUPLA! 💚💛#NovaDeli #MundialDeAtletismo #BrasilParalímpico #Atletismo #Competição #newdelhi2025 @Caixa… pic.twitter.com/YxrwvQDiQ3
— Comitê Paralímpico Brasileiro (@BraParalimpico) September 28, 2025
“Muito feliz por esse tricampeonato. Mas eu prometo que ainda vou correr abaixo dos 10 segundos. Essa marca ainda não veio, mas vai vir. Agora é comemorar”, avaliou o velocista.
A disputa também contou com o primeiro pódio duplo do Brasil, já que o paulista Christian Gabriel completou a distância na segunda colocação com 11s23 e cravou sua melhor marca pessoal na prova.
Com a dobradinha, a Seleção Brasileira subiu ao pódio seis vezes no segundo dia na Índia: foram um ouro, três pratas e dois bronzes. Ao todo, a equipe brasileira soma 10 medalhas e lidera o quadro geral, com três ouros, cinco pratas e dois bronzes.
Outras medalhas para o Brasil neste domingo
A maranhense Rayane Soares conquistou sua sétima medalha em Mundiais ao terminar a prova dos 100m T13 (deficiência visual) na segunda colocação, com 12s07, sendo superada somente pela irlandesa Orla Comerford, que completou em 11s88.
A segunda prata do dia veio com o estreante de 17 anos João Matos Cunha, que terminou a prova dos 400m da classe T72 (que disputam a petra) em 1min07s23.
Já o rondoniense Kesley Teodoro conseguiu sua primeira medalha em Mundiais ao ficar com o bronze nos 100m T12 (deficiência visual), com um tempo de 11s01.
Outra brasileira envolvida em finais nesta manhã do Brasil, a paranaense Edileusa dos Santos, havia terminado na quarta colocação dos 400m T72 (também petra), com a marca de 1min22s68. Porém, após o término da prova, a espanhola Judith Vila, que havia ficado com o bronze na disputa, foi desclassificada por ter invadido a raia ao lado. Com isso, a Edileusa herdou a medalha da europeia em sua estreia em Mundiais.
Velocistas garantidas em finais
As potiguares Maria Clara Augusto e Thalita Simplício asseguraram seus lugares nas finais dos 100m T47 (deficiência nos membros superiores) e dos 400m T11 (deficiência visual), respectivamente. A primeira velocista correu em 12s33 e fez a sua melhor marca pessoal na prova, enquanto a segunda venceu sua bateria com 1min1s76.
A prova decisiva para Maria Clara será às 9h06 (de Brasília) desta segunda-feira. Logo em seguida, às 10h40, Thalita vai buscar seu tetracampeonato na prova ao correr a final dos 400m T11.