Presidente da Iaaf, Sebastian Coe, em coletiva de imprensa em Doha, no Catar, no último 22 de janeiro (Foto: STR/AFP)
Depois de a Adidas anunciar que rescindiu o contrato de patrocínio com a Iaaf (Associação Internacional de Federações de Atletismo), na última segunda-feira, outras empresas decidiram seguir com a instituição. A fornecedora de material esportivo havia declarado sua posição após o escândalo de doping protagonizado pela instituição em 2015.
Segundo a BBC britânica, o contrato com a marca alemã iria até 2019, e duraria 11 anos no total. Na época da assinatura, o contrato valia 33 milhões de dólares. A empresa considerou que o escândalo de doping viola o contrato firmado em 2008.
Enquanto isso, a Canon, cujo patrocínio dura até o fim deste ano, anunciou que não planeja se desligar da entidade. "Nós não temos nenhuma intenção de rescindir o contrato antes dessa data", declarou oficialmente. Outros parceiros, como a Toyota, Seiko, TDK, TBS e Mondo, ainda irão se pronunciar de maneira oficial. Segundo o jornal britânico The Guardian, a Toyota pode se pronunciar ainda nesta terça-feira.
Em um comunicado, o diretor executivo da Dentsu, parceira comercial da Iaaf, Kiyoshi Nakamura, reforçou a confiança da empresa na federação. "Temos plena confiança na nova liderança da Iaaf e em seu processo de reforma. O Iaaf World Athletics Series (competições da entidade) permanece uma propriedade importante dentro do portfólio de negócios esportivos da Dentsu", comentou.
A Nike ainda poderá se pronunciar sobre as especulações de que substituiria a Adidas. Tal decisão seria controversa, já que o atual presidente da entidade, Sebastian Coe, recusou uma posição de embaixador da empresa no ano passado, sob a alegação de conflito de interesses.