Corrida de rua, rock and roll e cerveja se misturam em Santo André

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No próximo domingo (08) vai acontecer em Santo André, cidade da região metropolitana de São Paulo, uma prova inusitada. A primeira edição da Beer Run – Madalena Edition oferece a peculiar mistura de corrida de rua, música e cerveja. Os 500 inscritos irão percorrer 5 quilômetros pelo bairro Jardins, tradicional ponto gastronômico do munícipio, acompanhado por duas apresentações de bandas de rock, com três “paradas técnicas” para beber cerveja.

“São 200 ml na largada, no meio da prova outro copo com a mesma quantidade e no fim uma caneca com 400 ml de cerveja”, explica João Vicente de Moraes Neto, de 46 anos, proprietário da Xtry Marketing Esportivo, empresa responsável pela organização do evento. “Não é obrigatório tomar cerveja, ao longo do percurso há postos só com água”, salienta João, emendando: “A organização tem moldes de uma prova de corrida tradicional, mas o objetivo é se divertir e não competir”.

Imagem divulga prova nas redes sociais

Imagem divulga prova nas redes sociais - Credito: Divulgação

A nutricionista especializada em fisiologia do exercício e em nutrição esportiva, Vanessa Grioleto Pimentel, de 30 anos, aprova a associação da corrida de rua com a bebida. “Qualquer cerveja com álcool é recomendada aos corredores, pois é rica em complexo B, que ajuda na contração muscular, possui um alto potencial de reidratação e ainda tem muito potássio”.

Todavia, a especialista alerta: “Como qualquer outro remédio, tomado em excesso faz mal. No caso da corrida de rua, beber cerveja antes e depois é interessante”, completa Vanessa, que desde 2006 cuida da equipe de Iroman de São Caetano do Sul, onde prescreve aos seus atletas cerveja como pré-treino.

Na corrida em Santo André, será servida a Madalena American Lager, produzida pela Cervejaria Premium Paulista. “É uma cerveja feita sem nenhuma adição de conservantes com teor alcoólico de 5,0%”, esclarece Renan Leonessa, de 23 anos, diretor executivo da cervejeira. “O João nos procurou e foi uma parceria muito boa, há muito tempo tínhamos vontade de participar de eventos esportivos”, conta Renan, concluindo: “A medalha que todos os participantes vão receber é uma caneca de vidro confeccionada especialmente para a corrida”.

Não há mais inscrições para participar da corrida. No entanto, João garante que está trabalhando para criar novas edições em São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul e São Paulo. “A corrida foi formatada para acontecer em bairros gastronômicos e boêmios, que não recebem tradicionalmente esse tipo de prova”, explica. “Por isso o número de participantes é pequeno e a conversa com as prefeituras são difíceis, porém, já existem algumas negociações”.

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