Campeão olímpico dos 5000 m e dos 10.000 m em Londres 2012, Mo Farah não compareceu a dois controles antidoping antes da competição que o consagrou. Recordista europeu nos 1.500 m, o atleta britânico faltou ao primeiro teste no início de 2010, antes de começar a ser treinado por Alberto Salazar, relacionado recentemente a supostos usos de anabolizantes com seus comandados.
A informação foi divulgada nesta quinta-feira pelo periódico britânico Daily Mail. O jornal ainda agrega uma segunda falta ao controle antidoping em fevereiro de 2011, quando Farah afirmou não ter escutado a campainha de sua casa no momento em que os fiscais foram coletar o exame.
A publicação inglesa ainda afirma ter tido acesso a documentos oficiais que comunicam que o esportista e sua equipe apelaram ao organismo de antidoping britânico (Ukad), contra o segundo exame.
Em virtude da regulamentação do Ukad na época, qualquer atleta que não cumprisse com três controles antidoping durante um período de 18 meses (atualmente o prazo é de um ano) podia ser punido com uma proibição de competir por quatro anos.
Farah começou a trabalhar com Salazar no início de 2011. O técnico do britânico foi acusado pela BBC de dopar os seus atletas. O maior caso seria de Galen Rupp, prata nos Jogos Olímpicos de 2012, competindo nos 10.000 m, que teria começado a utilizar substâncias proibidas quando tinha apenas 16 anos, encorajado pelo seu treinador.
Há algumas semanas atrás, Farah disse estar sofrendo de stress emocional após as acusações contra Salazar. Como consequência, o britânico não competiu em uma corrida sediada em Birmingham, onde o atleta correria em uma prova dos 1.500 m.
