O treinador e chefe da delegação brasileira, Fernando Roberto de Oliveira, avaliou como positiva a participação dos atletas no Campeonato Mundial de atletismo de menores, encerrado domingo, em Cali, na Colômbia. Foram sete finais e três medalhas. Mas ele adverte que há espaço para a base do atletismo nacional evoluir muito mais.
“Tudo o que imaginávamos se concretizou neste Mundial. O Derick (de Souza Silva) conquistou a medalha nos 100m e bateu seu recorde nos 200m, nossos atletas conseguiram melhorar suas marcas. As surpresas foram as medalhas de bronze conquistadas nos 800m e no salto em distância. O Eberson (Matucari da Silva) e o Luís (Fernando Pires) fizeram provas muito boas”, comentou o treinador paulista de 50 anos.
Para Fernando, Heitor Roque Coelho, 6º nos 110m com barreiras com a marca de 13s57, também merecia lugar no pódio. “Ele fez a melhor marca da sua vida e não conseguiu a medalha por detalhes”.
A equipe recebeu elogios do chefe. “Toda a delegação demonstrou foco, determinação e disciplina. São atletas comprometidos e de ótimo comportamento. Eles têm tudo para crescer no esporte”, disse.
Para conseguir a evolução, de uma forma geral, Fernando aponta que é necessário melhorar a canalização dos investimentos. “Todos os atletas possuem bons técnicos, bolsa e vários benefícios. Outros países não oferecem os mesmos recursos e conseguem um melhor retorno, casos de Cuba, Iraque e Índia. Faltam pra gente a detecção, seleção e promoção dos talentos”.
O treinador comentou que a CBAt até faz o seu papel, mas é preciso mais: “Não podemos esperar os atletas nos procurarem. Temos que ir busca-los, descobri-los. Precisamos ser mais agressivos nesse aspecto”, apontou o ex-atleta de 400m com barreiras, que fez doutorado na Espanha.
Foi a melhor campanha do Brasil na história dos nove Mundiais. O país igualou em quantidade de medalhas à campanha realizada no Marrocos, em 2005 (três de bronze), mas superou em qualidade, já que em Cali foram conquistadas uma medalha de prata e duas de bronze. No total, agora são 13 medalhas brasileiras (três de ouro, quatro de prata e seis de bronze) na principal competição internacional para adolescentes de 16 a 17 anos.
Entre os medalhistas do País em Mundiais anteriores, vários atualmente estão na Seleção Brasileira que disputa os Jogos Pan-americnanos em Toronto, no Canadá. São os casos da carioca Rosângela Santos (100m e 4x100m), do paranaense Júlio César de Oliveira (lançamento do dardo) e da paulista Franciela Krasucki (4x100m).
Confira a lista de medalhistas e finalistas brasileiros No Mundial de Cali 2015:
Derick Silva - 100m, 2º lugar (prata)
Eberson Matucari da Silva - salto em distância, 3º Lugar (bronze)
Luís Fernando Pires - 800m, 3º lugar (bronze)
Derick Silva - 200m, 4º lugar Heitor Coelho - 110m com barreiras, 6º lugar
Paulo Camilo de Oliveira - 100m, 8º lugar
Daniel Ferreira do Nascimento - 2.000m com obstáculos, 8º lugar
Márcia Henkels - arremesso do peso, 11º lugar
