O Atletismo Brasil apresentou, nesta quarta-feira, o design das medalhas e os troféus que premiarão atletas e clubes campeões na 44ª edição do Troféu Brasil Interclubes de Atletismo. Aída dos Santos, finalista olímpica e única mulher na delegação brasileira que disputou os Jogos de Tóquio, em 1964, estampa as cobiçadas medalhas que receberão os ocupantes do pódio.
A competição será realizada de 31 de julho a 3 de agosto, no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, em São Paulo, com entrada gratuita.
Onde assistir
O Troféu Brasil de Atletismo terá transmissão ao vivo no Time Brasil e Canal Olímpico.
Quem é Aída dos Santos?
Na delegação brasileira dos Jogos de Tóquio, havia apenas uma mulher. Era Aída: negra, criada na favela e com pouco apoio para crescer no esporte. Superou muitos desafios fora das pistas e desde sua qualificação para chegar ao Japão e obter o melhor resultado de uma mulher na história olímpica brasileira até então.
Antes dela, apenas Piedade Coutinho já havia disputado uma final, em Berlim 1936, em que foi 5ª nos 400 m medley da natação. Mas demorou para que Aída fosse superada. Na edição de Atlanta, 1996, o Brasil foi ouro com Jaqueline e Sandra no vôlei de praia, 32 anos depois de Aída. Posteriormente, Maurren Maggi ganharia o primeiro ouro feminino individual da história nos Jogos de Pequim-2008, no salto em distância.
Na capital japonesa, Aída foi para a pista sozinha, sem treinador e nem dirigente, usou o material que ganhou no Japão, uma sapatilha de velocista e o uniforme do Brasil. Quando precisou, foi atendida por um integrante médico da delegação cubana.
Aída jogava vôlei aos domingos, tinha grande impulsão, fez um teste no salto em altura, obteve 1,50 m e começou, no Fluminense Atlético Clube de Niterói. Competiu pelo Vasco da Gama e Botafogo.
Apenas no Brasileiro de 1961, saltou 1,60 m para ser campeã nacional pela primeira vez. Também foi campeã brasileira em várias outras provas. No Troféu Brasil de 1965, venceu no salto em altura (1,55 m), no lançamento do dardo (34,09 m) e no 4x100 m. Foi campeã nos 200 m (25.11), no salto em altura (1,60 m) e no dardo (33,20 m), em São Paulo.
Desde 2012, a Medalha Aída dos Santos é concedida a atletas que tenham resultados relevantes e contribuição para a história do Atletismo Brasil.