Felipe Piris, atleta amador, irá correr a Prova Ciclística 9 de Julho (Foto: Marcelo Ferrelli/Gazeta Press)
Os congressos técnicos que acontecem todos os domingos que antecedem a Prova Ciclística 9 de Julho fazem com que os atletas já comecem a ter uma noção do que irão enfrentar no dia da competição. O ciclista amador Felipe Piris irá competir pela primeira vez em uma prova de rua, mas justamente por pedalar pelas ruas de São Paulo para ir e voltar do trabalho acredita que não terá muitas dificuldades com as irregularidades no asfalto da cidade.
“Essa é a primeira prova que vou correr, já pedalo há dois anos e meio indo para o trabalho todos os dias. Estou animadíssimo, treino faz dois anos e meio indo e voltando do trabalho, pedalando 13 km por dia, subida na rua... Então chuva, buraco, essas coisas, já estou acostumado. Acho que o grande desafio mesmo vai ser me acostumar com uma bike de velocidade, porque a minha é mountain bike. Estou amarradão para disputar a prova, já estava querendo há um tempo”, comentou o atleta, que desta vez terá de percorrer um trajeto maior, de 28,3km.
Para a 9 de Julho, Felipe afirmou que irá correr com outra bicicleta, bem diferente da que ele está acostumado a se locomover por São Paulo. Segundo ele, o principal desafio será na adaptação da bicicleta do tipo speed, apropriada para corridas e com matérias mais sensíveis em comparação com os que constam em uma mountain bike.
“A minha dificuldade vai ser me adaptar com uma bicicleta speed, porque eu estou com uma mountain bike. Já passei em buraco, já passei em enchente com a minha magrela, agora com a speed não, com a speed é mais sensível, pneu mais fino, então meu problema vai ser esse, a adaptação para a speed. Mas eu estou tranquilo, pedalo já faz dois anos e meio, passo pela avenida 23 de maio, e pedalar em um lugar fechado vai ser legal, estou animado, muito ansioso”, completou.
Felipe ainda comentou sobre a importância dos congressos técnicos antes da competição, que, segundo ele, dão as dimensões exatas do que será a 70ª edição da Prova Ciclístia 9 de Julho.
“Essa é minha primeira prova, então tem coisas que a gente não vivencia, como correr uma prova com três mil ciclistas do seu lado. É um lance meio inédito para mim, tem que ter mesmo instrução de hospitais, caso alguém sofra um acidente. É muito importante, porque as vezes a gente fica com o foco só na corrida, de ganhar, fazer o melhor tempo, e esquece da segurança, que é uma coisa fundamental. Esse lance de que você tem que primeiro pensar em completar a prova é muito interessante, porque eu mesmo já estava pensando em vencer, fazer um bom tempo, mas agora já estou querendo completar a prova e chegar em segurança”, finalizou.