Etiene comemora ouro histórico e diz: "Não somos movidos a pressão"

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Etiene Medeiros, ouro nos 100m costas, conquistou o primeiro título pan-americano da história da natação feminina brasileira na noite desta sexta-feira. A atleta, que ainda levou a prata nos 50m livre, comemorou o feito em Toronto e pediu que a quebra do jejum não provoque aumento de pressão.

“É muito significativo para mim e para a natação feminina. Isso não é só meu, é de todo o Brasil. A natação feminina está mostrando no Pan-Americano que realmente veio para mudar. Estamos querendo muito essa mudança. Sou feita de desafios e foi desafiador ouvir na mídia que eu poderia ser a primeira a ganhar ouro no Pan”, afirmou ao Sportv.

Para triunfar nos 100m costas em Toronto, Etiene Medeiros superou as norte-americanas Olivia Smoliga e Clara Smiddy. De quebra, a nadadora brasileira estabeleceu o novo recorde pan-americano da distância com a marca de 59s61, sexto melhor tempo do ano.

“Isso estava dentro de mim, sabe? Queria muito ganhar uma medalha. Aos poucos, fui acreditando que a de ouro seria possível, em uma prova que estou batalhando muito. Quem me conhece sabe que sempre fui meio preguiçosa para os 100m, mas hoje estou ganhando muita confiança”, contou.

A nadadora, primeira brasileira a ganhar uma prova individual no Mundial de piscina curta (50m costas em Doha 2014), não conseguiu conter o nervosismo em Toronto. O intenso contato com a psicóloga na véspera das finais desta sexta-feira funcionou, conta a jovem de 24 anos.

Etiene Medeiros é a única brasileira com medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos. Foto: Jim Watson

Etiene Medeiros é a única brasileira com medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos. Foto: Jim Watson - Credito: AFP

“Estava muito nervosa e consegui usar isso de forma positiva. Passei o dia todo conversando com minha psicológica”, revelou. “É claro que dei uma tremida na baliza, é normal. Mas tenho meu técnico, minha psicóloga e todo o pessoal da comissão técnica”, completou, já preocupada com os efeitos de sua façanha.

“Espero que a mídia veja isso como uma coisa boa, e não como algo ruim. Sem pressão, sabe? Não somos movidos a pressão, gente! Somos movidos por amor. É com amor que construímos essas coisas e estou muito grata por isso”, declarou a brasileira.

Após o título nos 50m costas, Etiene voltou à piscina em Toronto para ganhar a prata nos 50m livre com a marca de 24s55. Arianna Vanderpol-Wallace, das Bahamas, venceu a prova com 24s38 e a norte-americana Natalie Coughlin garantiu o bronze ao fazer 24s66.

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