Jogadores do Amorim Tatuapé comemoram gol no PlayFC (Foto: Divulgação)
O sexto domingo de PlayFC Paz nas Escolas, o primeiro de disputas classificatórias, começou emocionante. Os jogos que abriram o dia mostraram algumas surpresas, gols e muita disputa por um lugar na próxima fase. Mesmo sendo um dia de votação na capital paulista, o público arrumou uma maneira de comparecer e acompanhar as partidas, e fizeram a festa juntamente com as equipes classificadas.
Um dos jogos mais aguardados do domingo aconteceu entre o invicto Amorim Tatuapé e o Palmares, categoria 15 – 17 anos masculino. Surpresa para quem achou que o jogo seria disputado, pois o colégio da zona leste paulista atropelou o Palmares por 8 x 0. Matheus Guilherme com três gols, Lucas (3), Mateus e Caetano Veloso, que fez gol mas não cantou, fizeram o placar para a equipe vermelha. Com a vitória o Amorim consolida sua posição entre os candidatos fortes ao título.
Se nessa partida faltou emoção, no embate entre Santo Américo e Nicolau Kerpen, categoria 13-14 anos masculino, a emoção acabou apenas com o apito do árbitro. O Santo Américo faz uma excelente campanha com times em praticamente todas as categorias, e entrou com uma pitada de favoritismo. E saiu fazendo 2 x 0, dando mostras de que iria golear. O Nicolau descontou, mas não teve forças para empatar antes do intervalo. Os times voltaram e o Santo Américo tratou de fazer 3 x 1. De repente, não mais que de repente, o Nicolau tomou conta da partida e logo fez o segundo. O Santo Américo se desarrumou e parou de jogar. O Nicolau foi pra cima e virou com dois chutaços de Cristian. Aliás, o camisa 10 foi o destaque da partida com três gols e classificação assegurada.
Na categoria 9-10 anos masculino, o jogão da vez foi entre Liceu Carvalho Pinto e Neolatino. O empate em 3 x 3 mostrou bem o que foi o jogo, com muita disputa, igualdade de forças e disputa de pênaltis para decidir quem continuava no torneio. Até os gols das equipes foram feitos todos por jogadores diferentes. Bryan, Gabriel V. e Gabriel M fizeram para o Liceu, enquanto André Luiz, Wilson e Gabriel Alves fizeram para o Neolatino. Na disputa de penalidades deu Liceu por 5 x 4, que segue no PlayFC Paz nas Escolas.
Goleiro Raphael foi o herói da partida(Foto: Divulgação)
Goleiro pega pênalti no último minuto e vira herói do jogo
Com o desenrolar do PlayFC Paz nas Escolas e a chegada do torneio a fases decisivas, heróis improváveis e jogos históricos serão vistos com mais facilidade nas quadras do Playball Pompeia. Mas existem também os heróis de sempre, o centroavante que faz o gol salvador, ou aquele meia canhoto com vocação ofensiva que deixa os adversários atarantados, ou ainda aquele goleiro que faz milagre em uma cabeçada ou chute a queima roupa.
No jogo entre Beit Yaacov e Magno, categoria 13-14 anos masculino, a disputa era intensa e as duas equipes não conseguiam se desgrudar no placar. O Beit fazia, o Magno empatava. E o embate seguia dessa maneira até o final. Nos minutos finais, o Beit vencia por 4 x 3, gols de Beny (2), Rafael e Rodrigo, mas algo dizia que o placar ainda não era o definitivo.
E parecia que mais um empate aconteceria na partida, quando o juizão apitou falta dentro da área para o Magno. A disputa dos pênaltis aparecia com força para as duas equipes, pois a igualdade era dada quase como certa. O atacante ajeitou com carinho, olhou firme para o goleirão e bateu forte para a defesa do goleiro Raphael. Ninguém acreditava no desfecho do lance, os jogadores do Beit se abraçavam e os do Magno lamentavam a chance desperdiçada.
Após muita comemoração e perplexidade, o juiz encerrou a partida. Era a chance do jogo, da disputa por penalidades, da passagem à próxima fase, mas Raphael defendeu e jogou seu colégio para as quartas de final. Na saída da quadra, Raphael explicou o sucesso no lance. “Após os treinos fico um tempo extra treinando cobranças de pênalti e parece que deu resultado”, revela feliz o herói do dia.
Ju Cabral foi jogadora da Seleção Brasileira (Foto: Divulgação)
Juliana Cabral, ex-jogadora do Brasil, é técnica dos times do colégio Pio XII.
Em mais uma das muitas partidas do PlayFC Paz nas Escolas, um em especial chamou a atenção do público. Não pelo futebol apresentado e nem pelos atletas, mas pelas técnicas que dirigiam as equipes. Andressa Campos, pelo Santa Bárbara, e Juliana Cabral, pelo Pio XII eram as responsáveis pelos times masculinos dos dois colégios. O Santa Bárbara saiu classificado, mas quem ficou para contar história foi a técnica do Pio XII.
Juliana Cabral, ou simplesmente Juliana, pra quem não se lembra, foi jogadora de futebol profissional durante 15 anos, sendo 10 só de seleção brasileira. Tinha como ponto forte a polivalência para atuar em diversas posições, mas começou a sua carreira, aos 15 anos de idade, como zagueira. Seu primeiro clube foi o Saad, onde atuou com figuras importantes do futebol feminino como Cici e Formiga, entre outras.
Após encerrar a carreira, formou-se em Educação Física e passou a ser comentarista esportiva tanto no rádio quanto na TV. É técnica de futebol do Pio XII há dois anos e já aprendeu, muito mais do que ensinou, nesse tempo todo à frente do time. “Entendi quando entrei no colégio o que era o futebol pra eles e o que era pra mim. Tive que mudar para chegar a algum lugar. O futebol para eles tem que ser diversão, nada mais do que isso”, ensina a ex-jogadora.
Juliana disse que o esporte, em especial o futebol, pode ser parte integrante de todo um processo educacional, e que ela mesma é um exemplo disso. “Perdi minha mãe muito cedo, comecei a me dedicar a isso muito cedo, e o esporte fez parte da minha formação. Aprendi a ganhar e a perder, muito mais perder do que ganhar, e isso é importante demais quando somos jovens”, finaliza Ju Cabral.
Barreira formada para evitar o gol do time adversário(Foto: Divulgação)
Um dos pontos altos de uma cobrança de falta, a barreira é alvo de debates.
O momento da falta em uma partida de futebol tornou-se nos últimos tempos um lance único. Do exato momento em que o juiz apita a infração até a hora em que a falta é batida, se vão longos minutos, entremeados de muito empurra-empurra, cartões, discussões e a formação da famigerada barreira. Qual é a distância? Quantos jogadores podem ficar? Tem falta sem barreira?
Primeiro de tudo, é certo dizer que a barreira não está determinada nas regras do futebol. Sabe-se que ela é determinada pelos famosos 9,15m, em tiros livres diretos e indiretos até que a bola entre em jogo. Outra pergunta feita é do porquê da distância ser quebrada, e explicado pelo fato do futebol ter vindo da Inglaterra. Lá se utiliza o sistema de jardas, e 9,15m nada mais é do que as 10 jardas britânicas.
Outro ponto que pouca gente sabe é que não há data para o surgimento da formação da barreira, o que se sabe apenas é que os jogadores ficavam a 10 jardas da bola no momento da cobrança de falta. E isso aconteceu para dificultar a cobrança dos jogadores mais habilidosos. E como se vê, não deu muito certo. Jogadores habilidosos passaram a marcar o segundo homem da barreira, de fora para dentro, como ponto para a bola passar por sobre a cabeça e morrer no fundo do barbante.
Outra tática utilizada no futebol atual é a barreira-falsa que alguns jogadores fazem, tendo como único objetivo a cobertura da visão do goleiro adversário no momento da infração. E aí voltamos ao começo do texto, falta, empurra-empurra, discussão, cartão para o homem-base, barreira-falsa, até que vem o “craque” do escrete e joga a bola na arquibancada. Ai que saudade do Rivelino, Aílton Lira, Neto, Marcelinho Carioca, Nelinho...