O que é o HHC, nova substância derivada do cannabis?

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Uma substância monitorizada de perto chamada hexahidrocanabinol, conhecida pela sigla HHC, é o foco de de novos estudos promovidos e divulgados recentemente pelo EMCDDA (Centro Europeu de Monitoramento de Drogas).

Sintetizado a partir de canabidiol (CBD) extraído de plantas de cannabis com baixo teor de THC (cânhamo), o HHC é primeiro canabinóide semissintético (SSC) a ser relatado na União Europeia. Atualmente, sabe-se relativamente pouco sobre os efeitos da HHC.

De acordo com os especialistas, o HHC pode ser tão poderoso quanto o THC, mas com algumas nuances que o diferenciam. O HHC é extraído diretamente do canabidiol isolado, em sua forma sintética.

Ele também pode ser encontrado na casca da semente de cânhamo em sua forma natural, mas alguns testes complementares estão sendo feitos para confirmar a tese.

De acordo com um pequeno número de estudos laboratoriais, o HHC parece ter efeitos amplamente semelhantes aos do THC, a principal substância psicoativa da cannabis. Os efeitos farmacológicos e comportamentais do HHC em humanos não foram estudados, embora relatos recentes de consumidores indiquem que os seus efeitos podem ser semelhantes aos da cannabis.

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HHC proporciona uma sensação agradável quando o tomam. Algumas pessoas relatam efeitos semelhantes aos produtos convencionais de THC, mas não há dados suficientes para ter certeza se isso é verdade. Também não há dados suficientes para saber se pode haver efeitos colaterais ruins ou mesmo efeitos negativos a longo prazo ao tomar HHC.

Com o surgimento de novas substâncias, a presença da cannabis na sociedade é cada vez mais discutida. A legalização em setores diversos para além da medicina também é uma realidade, e isso incluir a prática esportiva.

Recentemente, um painel da NCAA, associação que regula o esporte universitário nos EUA, solicitou que os diretores da organização removam a cannabis de sua lista de drogas proibidas e de seus protocolos de teste.

Uma possível mudança na estrutura da NCAA pode ser muito significativa. A entidade supervisiona os esportes universitários em cerca de 1.100 escolas nos EUA e no Canadá. Mais de 500.000 estudantes atletas competem nas três divisões da NCAA. A associação iniciou o seu programa de testes de drogas em 1986 para garantir que as competições fossem justas e equitativas.

A reivindicação foi iniciada pelo Comitê de Salvaguardas Competitivas e Aspectos Médicos do Esporte da NCAA. Eles alegaram que os testes deveriam ser limitados a drogas que melhoram o desempenho e descobriu que a cannabis não melhora o desempenho atlético.

A NCAA tem reconsiderado lentamente a sua abordagem aos testes de cannabis. No ano passado, a associação aumentou o limite de THC, a substância tóxica da cannabis, necessário para desencadear um teste de drogas positivo.

Não é apenas a NCAA que tem mudado sua postura em relação à maconha. A Major League Baseball, principal competição de Baseball dos EUA, anunciou que estava retirando a maconha de sua lista de “drogas de abuso” em 2019. Enquanto isso, em 2021, a NFL interrompeu os testes de THC para jogadores durante o período de férias e sem jogos oficiais.

Apesar das movimentações, A Agência Mundial Antidoping não se submeteu à pressão externa e manteve a maconha na lista de substâncias proibidas para 2023. O cannabis segue tendo o status THC, por, na visão da Comissão Executiva da Wada, representar risco à saúde neurológica do atleta, violando assim o espírito do esporte.

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