Estrela nas Paralimpíadas, Clodoaldo Silva conta sua trajetória na TV Gazeta

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Foto: Beatriz Vecchi/Divulgação
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Potiguar, 37 anos, deficiente físico, nadador, 1,75m, 66 kg e mais de 700 medalhas conquistadas: esse é Clodoaldo Francisco da Silva, atleta que irá representar o Brasil nos Jogos Paralímpicos no Rio de Janeiro. O atleta visitou os estúdios da TV Gazeta onde participou do talk show “A Máquina”, programa que vai ao ar hoje (19) às 23h30.

Na entrevista, Clodoaldo contou que tinha tudo para dar errado, mas não deu. Devido à falta de oxigênio durante o parto, o atleta nasceu com paralisia cerebral, o que afetou o movimento de suas pernas e coordenação motora.

Hoje, coleciona centenas de medalhas, sendo muitas de Jogos Paralímpicos e Parapan-Americanos. “Não coloco todas no pescoço por recomendação médica: dá torcicolo”, brinca. Brincadeiras à parte, o medalhista fala com muito orgulho de suas conquistas. “É tão difícil de ganhar, que quando você ganha, você chora, dorme perto delas (medalhas)”.

E apesar de todas as dificuldades enfrentadas, Silva hoje é um dos grandes nomes entre os atletas paralímpicos do Brasil e no mundo. Nos Jogos Paralímpicos de Atenas, em 2004, conquistou seis medalhas de ouro e uma de prata em oito provas disputadas, tendo sido até mesmo comparado com o nadador americano Michael Phelps. “Tenho como inspiração minha família, minha mãe, meus irmãos”, faz questão de falar. “eles me carregavam para ir à creche e à escola”, conta.

https://www.youtube.com/watch?v=Q84dPvhn1qQ

Por conta de uma lesão, o atleta acabou não trazendo medalhas para o Brasil nas últimas Paralimpíadas de Londres, em 2012, fato que lamenta muito. “Eu perdi não para os outros competidores, mas para mim mesmo”, e completa: “todo esse problema fez com que eu me empenhasse muito mais, me esforçasse muito mais”. Hoje, bem fisicamente, o medalhista promete conquistar novas vitórias neste Rio 2016.

De todas suas conquistas, o atleta diz que a de maior valor sentimental para ele é a de Atenas, vencida em equipe. “É muito bom ganhar medalha sozinho, é muito bom bater recorde mundial sozinho, mas é muito melhor ganhar com a equipe”, enfatiza.

Sobre as lições que pode dar, ele ressalta a importância do esforço e do empenho para ir além. “O impossível é você que coloca para si”.

O programa ‘A Máquina’ vai ao ar terça-feira, 19/07, às 23h30, na TV Gazeta.

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