Onze anos atrás a Espanha finalmente deixava seu histórico de decepções para trás e ganhava a Copa do Mundo, batendo a Holanda na prorrogação com gol de Iniesta. A conquista na África do Sul foi o ponto alto de um momento histórico, que teve também os títulos da Euro de 2008 e de 2012, vencendo a Itália por 4 a 0 na final.
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Daquela geração poucos sobram (apenas Sergio Busquets) e desde lá as decepções voltaram: a humilhante eliminação na fase de grupos na Copa do Mundo de 2014, a eliminação nas oitavas de final para a Rússia em 2018 sendo que o caminho até a final estava aberto (e foi explorado pela Croácia) e uma campanha ruim na Euro de 2016.
Mesmo assim, quem acessar as melhores Casas de apostas e ver as opções de apostas futuras verá a Fúria no segundo ou terceiro escalão de seleções com menores odds para a conquista do título.
Quem quiser apostar pode fazer isso com segurança e tentar bons retornos por ainda faltar bastante para a bola rolar no Catar.
Palpitar que a Espanha conquistará o bicampeonato mundial em 2022 é uma boa aposta? Há razões para acreditar?
A era Luis Enrique
Depois de um período negro com a sucessão a Vicente del Bosque, treinador campeão do mundo e da Europa, a Espanha se achou novamente com Luis Enrique. O ex-jogador e treinador do Barcelona começou na seleção em 2018, mas teve que deixar o comando no ano seguinte por um drama familiar.
Sua volta seis meses depois recomeçou o trabalho de reconstrução da seleção, que se despedia de todos os campeões mundiais. Pouco a pouco foram acontecendo as despedidas ao longo dos anos: Puyol e David Villa logo se aposentaram, Pique preferiu não jogar mais pela seleção, Xavi também se aposentou, Iniesta segue na ativa, mas em uma fase diferente da carreira, jogando no Japão. Sergio Ramos seguiu como capitão, mas uma lesão o tirou da Euro 2020. Sergio Busquets, com 33 anos, é o único que permanece.
A campanha na Euro de 2020, que foi disputada em 2021, começou com dúvidas: pela primeira vez a convocação não tinha sequer um jogador do Real Madrid. O Barcelona tinha três representantes: o citado Busquets, Jordi Alba e Pedri, meio-campista de apenas 18 anos.
Os dois primeiros jogos não foram empolgantes, com empates com Suécia e Polônia. Mas o 5 a 0 contra a Eslováquia classificou a Fúria para as oitavas. Contra a vice-campeã do mundo Croácia o jogo foi incrível: o time saiu perdendo por 1 a 0, virou para 3 a 1, tomou o empate aos 40 e 45 minutos do segundo tempo, mas fez o quarto e o quinto na prorrogação para vencer por 5 a 3, em um jogo que com certeza poucos acertariam o placar antes dele acontecer.
Nas quartas de final contra a Suíça o empate se manteve no tempo regulamentar e na prorrogação, mas nos pênaltis o time passou para pegar a Itália na semifinal. Em Wembley o time mostrou força e após sofrer o primeiro gol reagiu e aos 35 min do segundo tempo empatou com Morata. Mas nos pênaltis Morata foi um dos que errou as cobranças e a Itália acabou se classificando e vencendo a final contra a Inglaterra.
É possível confiar na Espanha
A Espanha está voltando a figurar entre os melhores e terá a chance de voltar a conquistar um título com a fase final da Liga das Nações que será disputada em outubro. Uma nova geração de jogadores talentosos pode fazer o time ser campeão novamente, por isso o time segue sendo visto com confiança nas casas de apostas.
Pedri fará 20 anos durante a Copa do Mundo. Ferran Torres terá 22 anos. Gavi, outra revelação do Barcelona e que já ganha espaço na seleção, terá apenas 18 anos. Com alguns veteranos como Busquets, a dupla do Chelsea Azpilicueta e Marcos Alonso e jogadores já rodados apesar de não serem tão velhos (Rodri, Koke e Laporte), a base da Espanha é boa e pode sim surpreender seleções vistas como mais talentosas.