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Wellington Nem vê com bons olhos volta ao Brasil e lamenta insucesso no São Paulo

Pedro Nascimento * - São Paulo , SP
05/05/2019 08:00:35

Em: Futebol, Futebol Internacional, Notícias, São Paulo, Shakhtar Donetsk
Com contrato até o meio de 2020, Nem já sente saudades do Brasil (Foto: Divulgação/Shakhtar Donetski)

Após ótimas temporadas pelo Figueirense e pelo Fluminense, em 2011 e 2012, Wellington Nem foi vendido ao Shakhtar Donetski, da Ucrânia, em 2013, por 9 milhões de euros (cerca de R$ 40 milhões). Depois de uma passagem por empréstimo pelo São Paulo em 2017 e posterior retorno ao clube ucraniano no ano passado, o atacante afirmou, em entrevista exclusiva à Gazeta Esportiva, que vê com bons olhos uma volta ao Brasil

“Quando você fica muito tempo fora, claro que há uma saudades do país, dos familiares, dos amigos… Mesmo que eu tenha voltado uma vez, mas o Brasil é o meu país, o futebol brasileiro ainda tem grandes equipes, grandes jogadores e seria bom poder estar em casa novamente”, revelou o jogador.

Wellington Nem tem contrato com a equipe ucraniana até o meio de 2020. O jogador foi sondado por algumas equipes brasileiras no ano passado, dentre elas o Atlético-MG, o Vasco e o Botafogo, porém as tratativas não avançaram e o atacante permaneceu no Shakhtar para a disputa da atual temporada.

“Hoje, as empresas que cuidam da minha carreira são responsáveis por essas questões, eu sempre procuro só focar no campo, que é o que faço melhor. Me passaram que houve sondagens, mas nada se concretizou, então fiquei tranquilo, procurando ajudar o Shakhtar a conquistar as vitórias e, se Deus quiser, os títulos ao fim da temporada. Estou focado nessas competições e, depois, sentamos para ver o futuro”, garantiu o jogador.

Wellington Nem peça importante do Flu na conquista do título Brasileiro de 2012 (Foto: Nelson Perez/FFC)

O atacante, hoje com 27 anos, não se arrepende de ter se transferido para o clube ucraniano com apenas 21 anos. O Shakhtar é conhecido por ter muitos brasileiros em seu elenco desde que o treinador romeno Mircea Lucescu, admirador do futebol nacional, assumiu o comando da equipe em 2004. Mesmo após a saída do técnico em 2016, o time ainda possui doze brasileiros em seu elenco.

“Não me arrependo de nada. Na época foi bom para todo mundo, para o Fluminense, para o Shakhtar e para mim. Foi uma grande oportunidade na minha vida e uma ótima experiência profissional e pessoal. O Shakhtar sempre foi referência de ótimos brasileiros no elenco, muitos chegando à Seleção, conquistando títulos na carreira… Acredito que pude evoluir muito aqui”, analisou o atleta.

Wellington Nem vive bom momento na equipe ucraniana, sendo frequentemente titular. Na última partida, o atacante fez o único gol da vitória do Shaktar sobre o Mariupol na fase decisiva do campeonato nacional.

“Eu tenho conseguido ajudar, seja começando ou entrando no decorrer dos jogos, isso que é o mais importante. É claro que todo atacante quer fazer gol e pude ser feliz no último jogo. O Shakhtar, desde que cheguei, sempre está com equipes fortes e brigando por títulos. Esperamos conquistar os campeonatos que estamos em disputa para podermos fechar bem a temporada. Estamos no caminho para isso”, avaliou o atacante.

Passagem sem brilho no São Paulo

Pelo Tricolor, o jogador não atuou bem e perdeu espaço ao longo de 2017 (Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)

Wellington Nem foi emprestado ao São Paulo na temporada de 2017 e, apesar das expectativas positivas que o cercavam, não conseguiu repetir o bom futebol mostrado no Figueirense e no Fluminense. Para o atacante, seu desempenho foi atrapalhado pela série de lesões que sofreu durante aquela temporada pelo clube paulista.

“Acho que todos sabem que, infelizmente, algumas lesões impediram que eu tivesse uma sequência. Passei por cirurgia, foi muito difícil, todo jogador sabe quão sofrido é estar machucado e não poder fazer o que mais gosta”, lamentou o atacante. “Mas todo atleta está sujeito a lesões, temos que superar e dar a volta por cima. Sou grato por terem apostado em mim e por como me trataram durante o período em que defendi o clube”.

Naquele ano, Wellington Nem foi treinado por Rogério Ceni, que permaneceu como técnico do Tricolor até julho. O atacante, que era peça importante pela ponta-direita na montagem inicial do elenco, não economizou elogios ao ídolo são-paulino.

“Ele é um ícone, não só do futebol brasileiro, mas mundial. Um cara de grande história, no São Paulo tinha um conhecimento, uma liderança muito grandes. Todos sabem que é um cara vitorioso, que sempre está em busca das vitórias e cobra bastante por isso”, concluiu o jogador.

* Especial para a Gazeta Esportiva