Último reforço apresentado, Fellype Gabriel desafia 'azar' da camisa 30

William Correia - São Paulo,SP

29-07-2015 08:00:53

Fellype Gabriel foi o 24º e último reforço apresentado no Palmeiras nesta temporada, e, além da concorrência, terá que superar um problema particular de sua camisa para vingar no clube. O meia adotou o número 30, que vem acompanhando contratações sem sucesso desde a saída de Kleber, em 2011.

A camisa 30 virou uma marca do atacante, chamado de Gladiador, no Palmeiras. Ele a usou em sua primeira passagem, na qual teve sucesso, em 2008. No ano seguinte, sem Kleber, o paraguaio Ortigoza teve atuações e carisma para alegrar a torcida, mas não a ponto de prosseguir no clube por mais de uma temporada.

O número voltou a ter dono quando o próprio Kleber retornou ao Verdão, no segundo semestre de 2010. O atacante cumpria as expectativas até se desentender com diretoria, comissão técnica, médicos e torcida e ser negociado com o Grêmio no fim de 2011. A camisa 30 só foi retomada no clube em 2013, e quem a usou esteve longe do sucesso.

Em 2013, Diego Souza, meia que se destacou nas categorias de base do clube, recebeu o número e pouco entrou em campo. No ano passado, Bruno César era a contratação que mais despertava esperança e ficou com a 30, mas pouco jogou mesmo em um time quase rebaixado no Brasileiro. Em 2015, a camisa chegou a ser de Alan Patrick, liberado para o Flamengo após seis meses, 13 jogos, um gol e duas lesões no Verdão.

Mais do que com o histórico recente de frustrações da camisa 30, Fellype Gabriel desafia a concorrência interna por uma vaga entre os titulares. E o técnico Oswaldo de Oliveira, responsável por indicá-lo para a diretoria acertar com o meia até maio de 2017, não está mais no clube.

“O Oswaldo já me conhecia. Ainda não tive a oportunidade de trabalhar com o Marcelo Oliveira, mas depende do meu dia a dia, no treinamento, e já fui muito bem recebido, já estou enturmado. É me esforçar ao máximo para estar no nível deles o mais rápido possível”, falou Fellype, que ainda busca melhor condicionamento físico e não tem data de estreia prevista, mas já usa sua polivalência como trunfo.

“Eu me acostumei a jogar mais dos lados do campo, como o Dudu, o Rafael Marques e o Kelvin, só que atuei pelo meio nos Emirados Árabes Unidos. Joguei em alguns clubes em várias posições e isso ajuda bastante porque, em algum momento do jogo, o técnico nem precisa tirar o jogador, é só mudar de posição. Temos aqui o Robinho e o Cleiton Xavier que podem ser meias e volantes. Estou pronto da forma que o Marcelo optar”, apontou.

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