COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA
Nigerianos não poderão realizar seu tradicional ritual de superstição (Foto: Francisco Leong/AFP)

A torcida nigeriana foi proibida de realizar um de seus mais tradicionais rituais de superstição em apoio à seleção nacional na Copa do Mundo. Os africanos não poderão levar as “galinhas da sorte” ao Estádio de Kaliningrado, onde ocorrerá a estreia do país no torneio, contra a Croácia, neste sábado. De acordo com a tradição, levar galinhas aos jogos dá sorte ao time em campo.

“Torcedores nigerianos perguntaram se poderiam levar uma galinha ao estádio. Avisamos que não será possível”, afirmou o ministro da cultura de Kaliningrado, Andrei Ermak, em entrevista à agência russa Interfax. O ministro, porém, garantiu que o Ministério indicará aos torcedores áreas em que o ritual poderá ser efetuado.

Em 2010, na África do Sul, a torcida nigeriana também foi proibida de levar a galinha ao estádio. Na ocasião, a partida era contra a Argentina, no Ellis Park, em Joanesburgo.

A Nigéria enfrenta a Croácia às 16h (no horário de Brasília) deste sábado. Ainda pelo Grupo D, Argentina e Islândia travam o outro duelo da primeira rodada, às 10h, no Estádio Spartak, na capital Moscou.

 



Azarões do Grupo B da Copa do Mundo, Marrocos e Irã estrearam fazendo um jogo fraco na tarde desta sexta-feira. Em duelo disputado no Estádio Krestovsky, em São Petersburgo, o time asiático contou com um gol contra nos acréscimos do segundo tempo para vencer por 1 a 0 e encerrar uma série invicta de 18 partidas consecutivas dos africanos.

Com o triunfo, o seu segundo em Mundiais – o primeiro ocorreu diante dos Estados Unidos, em 1998 -, o Irã marcou três pontos e assumiu a liderança do Grupo B da Copa do Mundo. Favoritas da chave, as seleções de Espanha e Portugal empataram por 3 a 3 nesta tarde, em Sochi, e ficaram atrás dos asiáticos na classificação.

Na próxima rodada, na quarta-feira que vem, o Irã desafiará a Espanha a partir das 15 horas, em Kazan. Já Marrocos tentará se reabilitar diante de Portugal, do astro Cristiano Ronaldo, às 9 horas, em Moscou.

O Jogo –  Com postura agressiva, Marrocos começou pressionando e criou as primeiras chances de gol da partida. Aos 18 minutos, após lançamento na área e bate-rebate, a bola sobrou para o zagueiro Benatia, que chutou em cima do goleiro Beiranvand.

Depois do início promissor, os africanos diminuíram o ritmo e só voltaram a assustar aos 29 minutos, quando o meia Harit tabelou pela esquerda, invadiu a área, mas finalizou fraco, nas mãos do arqueiro iraniano.

O time asiático deixou para dar as caras no fim do primeiro tempo. Em rápido contra-ataque, Azmoun, conhecido como “Messi iraniano”, carregou a bola até a entrada da área, mas se atrapalhou e bateu em cima do goleiro marroquino, que fez nova defesa no rebote para o manter o placar zerado.

(Arte: AFP)

A etapa complementar, assim como a inicial, iniciou com Marrocos buscando mais o jogo e o Irã apostando no erro do adversário. Ambos os intentos, contudo, não foram adiante muito em função da quantidade excessiva de faltas e dos inúmeros erros de passes de ambas as equipes.

Na tentativa de mudar o panorama da partida, o português Carlos Queiroz, técnico do Irã, colocou o atacante Taremi na vaga do meia Shojaei. O treinador francês Hervé Renard respondeu com duas mudanças simultâneas: entraram o atacante Bouhaddouz e o armador Sofyan Amrabat.

O primeiro lance de perigo do segundo tempo ocorreu só aos 35 minutos, quando Ziyach, destaque do Ajax, arriscou de fora da área e exigiu grande defesa do goleiro iraniano, que seria decisivo no resultado do jogo. Isso porque, na tentativa de afastar bola após cobrança de falta pela esquerda, o atacante marroquino Bouhaddouz testou contra a própria meta, determinando o revés de seu país aos 49 minutos.

FICHA TÉCNICA
MARROCOS 0 X 1 IRÃ

Local: Estádio Krestovsky, em São Petersburgo (Rússia)
Data: 15 de junho de 2018 (Sexta-feira)
Horário: 12h(de Brasília)
Árbitro: Cuneyt Cakir (Turquia)
Assistentes: Bahattin Duran (Turquia) e Tarik Ongun (Turquia)
Público: 62.548 torcedores
Cartão Amarelo: El Ahmadi (Marrocos); Shojaei, Jahanbakhsh e Ansarifard (Irã)
Cartão Vermelho: –
Gol:
IRÃ:
Aziz Bouhaddouz (contra)

MARROCOS: El Kajoui; Achraf Hakimi, Medhi Benatia e Romain Saiss; Mbark Boussoufa, Hakim Ziyach, Karim El Ahmadi e Amine Harit (Manuel da Costa); Noureddine Amrabat (Sofyan Amrabat), Ayoub El Kaabi (Aziz Bouhaddouz) e Younes Belhanda
Técnico: Hervé Renard

IRÃ: Alireza Beiranvand; Ramin Rezaeian, Roozbeh Cheshimi e Morteza Pouraliganji; Karim Ansarifard, Omid Ebrahimi (Pejman Montazeri), Ehsan Hajisafi e Masoud Shojaei (Mehdi Taremi); Alireza Jahanbakhsh (Saman Ghoddos), Sardar Azmoun e Vahid Amiri
Técnico: Carlos Queiroz



Ambiente do jogo Egito x Uruguai, válida pela Copa do Mundo de 2018, no Museu do Futebo,l na capital paulista (Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)

Apesar de terem nascido a milhares de quilômetros de distâncias, uruguaios e egípcios estiverem muito próximos nesta sexta-feira. Isso porque o Museu do Futebol, localizado em São Paulo, realizou uma confraternização com o objetivo de reunir torcedores e nativos dos dois países para acompanharem a estreia das duas nações na Copa do Mundo. O placar de 1 a 0, gol do zagueiro Gimenez, fez com que os sul-americanos saíssem do recinto mais animados e esperançosos para o Mundial, porém não fez com que os africanos perdessem o clima de festa, presente desde o apito inicial.

Repleto de história da Seleção Brasileira e dos clubes nacionais, o Museu do Futebol reservou algumas horas para que Uruguai e Egito desem o primeiro passo no Mundial, tanto para um deles estar mais perto das oitavas de final, como outro mais próximo da eliminação ainda na fase de grupos. Depois do triunfo, os uruguaios agora encaram a Arábia Saudita, na quarta-feira, para se manterem ente os dois primeiros colocados do Grupo A. Já os egípcios terão que superar o quanto antes a sensação ruim de perderem nos minutos finais, já que um novo resultado negativo, desta vez diante dos anfitriões russos, na terça-feira, pode decretar a eliminação do time africano mesmo com apenas duas partidas disputadas.

Antes de começar o evento, pouco mais de dez uruguaios já estavam no local, animados com a partida da Celeste e sem esconder o nervosismo, já que a equipe não ganhava uma partida de estreia em Copas do Mundo há muito tempo. Com camisas e bandeiras brancas e azuis, pessoas de todas as idades conversavam sobre até onde a Seleção comandada por Óscar Tabarez poderia ir no Mundial. Para Javier Smejoff, uruguaio que está no Brasil há 30 anos, a expectativa é de que o time passe da primeira fase. “Acredito que nós temos todas as condições de avançar da fase de grupos. Depois teremos jogos difíceis contra Portugal ou Espanha, mas também temos chances de ganhar, mesmo nós não sendo favoritos, algo que é muito comum para nós uruguaios”.

Se no começo do jogo o público era paticamente sul-americano, os egípcios chegaram em grandes grupos, muitos deles famílias que estavam aproveitando o evento para conhecer o Museu do Futebol. Mesmo com a derrota, os egípcios não perderam o otimismo com a seleção e exaltaram o astro Mohamed Salah. Para Ramy Mostafa, o atacante é o grande nome do país desde que começou a se jogar profissionalmente, ainda no futebol egípcio. ”

O torcedor fanático dos maiores campeões africanos da história também aproveitou para homenagear um dos 2 convocados pelo técnico Tite para a Copa do Mundo, Para Mostafa, Roberto Firmino foi um jogador fundamental para que Salah tivesse um desempenho acima da média no Liverpool. “Queria agradecer o Firmino, Quando Salah chegou no Liverpool, ele cedeu sua camisa, seu número para ele. Quero agradecer ele por esse bonito gesto. Agora eles são amigos e se dã muito bem, isso é muito importante para nós”.

Bastante animado durante o jogo, Ramy também falou sobre seu carinho pela Seleção Brasileira. Mesmo só há quatro anos no Brasil, Mostafa lembra de jogadores brasileiros que marcaram sua paixão pelo futebol, esporte que acompanha desde pequeno. ” Eu sempre torcia pro Brasil, mesmo antes de chegar aqui no país. Eu tenho muito carinho, sou fanático pelo Brasil desde criança. Para mim, Ronaldo Fenômeno marcou época, era um jogador completo, um atleta diferente. Também não esqueço da Copa do Mundo de 1994, quando o Brasil conqustou o título Mundial depois de tanto tempo. Os atacantes Romário e Bebeto eram espetaculares, marcam minha paixão por esse país”.

Após o fim da partida, os torcedores deixaram de serem adversários para voltarem ao clima festivo que dominava o início do evento. Felizes e aliviadas, as crianças uruguaias se divertiam nos jogos interativos que o Museu dispõe para os vistantes. Com olhares mais entristecidos, a família egípcia se abraçava consolando um aos outros, enquanto que a garotinha recém nascida engatinhava pelo salão, seja por ainda não compreender o que seja o futebol ou porque já sabe, desde cedo, que o esporte serve para unir povos, ainda mais em uma Copa do Mundo.

* Especial Gazeta Esportiva 



Técnico encarou com bom humor entrevista coletiva (Foto: SAEED KHAN/AFP)

Em um grupo complicado, a Austrália estreia na Copa do Mundo neste sábado (16), abrindo o dia de jogos contra a França, uma das mais cotadas para vencer o Mundial. Com o favoritismo totalmente do lado europeu, o técnico do time da Austrália, Bert van Marwijk sabe que precisa jogar um futebol de muita intensidade durante o jogo inteiro.

“Vamos dar o nosso melhor. Será um jogo muito difícil e acreditamos muito em nossa equipe. Você não pode ir bem apenas 15, 20 ou 30 minutos. Temos que nos concentrar o tempo inteiro para não errarmos lances fáceis”, disse o comandante holandês.

Com bom humor, van Marwijk ainda arriscou dizer que sua seleção tem alguma chance de vencer o confronto com os franceses. O técnico é o mesmo que levou a Holanda à final da Copa de 2010 e ficou com o vice-campeonato diante da Espanha.

“Podemos surpreender. Normalmente, nós jogaríamos dez vezes com eles e perderíamos de oito a nove jogos. Mas podemos conseguir algo diferente. Pelo que treinamos para a Copa, eu diria que esse número diminuiria para seis vezes. Quando você se organiza e acredita em algo, você tem chance”, afirmou.




O técnico Tite, enfim, pôde elaborar uma atividade com a presença de seus 23 convocados pela primeira vez desde que a Seleção Brasileira iniciou sua preparação para a Copa do Mundo. Nesta sexta-feira, Fred, última peça do quebra-cabeça verde e amarelo que faltava, treinou normalmente com o restante do elenco, contudo, sua presença no confronto com a Suíça, no próximo domingo, ainda é incerta.

Após sete dias trabalhando à parte, Fred foi a campo com os demais companheiros no último treino do Brasil em Sochi antes da estreia no Mundial. O volante sofreu uma pancada no tornozelo direito no último dia 7 de junho, ainda em Londres, em uma disputa de bola com Casemiro e desde então estava trabalhando exclusivamente com os fisioterapeutas da Seleção Brasileira.

Antes de Fred, Douglas Costa, Fagner e Renato Augusto também já haviam desfalcado o elenco comandado pelo técnico Tite em algum momento. Os dois primeiros se apresentaram à Seleção com lesões no músculo posterior da coxa esquerda e direita, respectivamente, mas desde o início as chances de corte eram praticamente inexistentes.

Já o ex-jogador do Corinthians e atualmente no futebol chinês preocupou mais a comissão técnica por conta de uma inflamação no joelho esquerdo que o tirou de ação por seis dias. Tido como um dos homens de confiança de Tite, Renato Augusto, inclusive, não viajou a Liverpool para o amistoso contra a Croácia e só voltou a ficar à disposição depois de tensos seis dias.

A decisão em relacionar Fred contra a Suíça, no próximo domingo, em Rostov, deverá acontecer somente neste sábado, quando o Brasil realiza seu último treino, já no estádio em que acontecerá a partida. Fato é que o volante recém-contratado do Manchester United viaja com o restante do elenco nesta sexta para a tão esperada estreia da Seleção na Copa do Mundo da Rússia.

Nesta sexta-feira, o treino foi completamente fechado para a imprensa, porém, conforme os jornalistas puderam ver nas atividades dos últimos dois dias, a tendência é que o técnico Tite priorize o poder ofensivo de seus jogadores e coloque em campo uma equipe formada por Alisson; Danilo, Thiago Silva, Miranda e Marcelo; Casemiro; Willian, Paulinho, Coutinho e Neymar; Gabriel Jesus.




Ex-zagueiro assistiu à vitória do Uruguai direto de Ecaterimburgo (Foto: AFP)

Na manhã desta sexta-feira, a seleção uruguaia estreou na Copa do Mundo diante do Egito, e após pressionar muito, garantiu uma vitória suada por 1 a 0, gol marcado por Gimenez, de cabeça, aos 44 minutos do segundo tempo. Diego Lugano, superintendente de relações institucionais do São Paulo e ex-zagueiro do Uruguai, esteve nas arquibancadas da Arena Ecaterimburgo, e celebrou a vitória da equipe celeste.

Após a partida, o ex-jogador postou um vídeo do gol uruguaio filmado da torcida, com a seguinte legenda: “Tinha que ser assim! Que lindo! Excelente, rapazes! Uruguai e mais nada!”.

Tenía que ser así !!! Que lindo !!!! Excelente muchachos !!! uruguay nomaaaa

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O Uruguai integra o grupo A da Copa do Mundo, mesma chave de Rússia, Egito e Arábia Saudita, e com três pontos, divide a liderança com a anfitriã Rússia, que leva vantagem no saldo de gols. A próxima partida da seleção sul-americana será contra a Arábia Saudita, dia 20/06, às 12 (horário da Brasília), na Arena Rostov.



Eric Davis não se mostrou muito confiante com a seleção do Panamá contra a Bélgica (Foto: JUAN BARRETO

Estreante em Copas do Mundo, o Panamá teve suas ambições minimizadas logo no sorteio, que colocou adversários como Inglaterra e Bélgica, além da Tunísia, no caminho para a tentativa de uma inédita, histórica e improvável classificação. Cientes das chances, os jogadores e a comissão técnica definiram objetivos pontuais e o primeiro deles já foi anunciado: não sofrer goleada na estreia.

Em entrevista coletiva nesta sexta-feira, o lateral Eric Davis lembrou do placar elástico aplicado pela Rússia sobre a Arábia Saudita para corroborar o discurso de pouca empolgação e, primordialmente, a missão de correr o menor risco possível. Para isso, a proposta será jogar fechado e apostar nos contra-ataques.

“Copa do Mundo tem características peculiares. Assim como as equipes pequenas podem surpreender, elas também podem sofrer goleadas. Temos que tomar muito cuidado contra a Bélgica, porque é uma equipe de qualidade extrema e com ótimos destaques individuais”, disse Davis, que teve o discurso complementado pelo companheiro.

“Buscaremos fazer o nosso jogo. A Bélgica deve tentar fechar os espaços, então temos que ser eficientes no contra-ataque para tentar surpreender. Temos que acreditar”, analisou o atacante Abdiel Arroyo.

No Grupo G do Mundial, o Panamá estreia na próxima segunda-feira, em Sochi, contra os belgas, que tentam confirmar o favoritismo de sua geração. Cinco dias depois, o duelo é em Moscou, contra a Inglaterra. O último dos três confrontos da primeira fase é diante da Tunísia, partida que pode consagrar possivelmente um primeiro triunfo panamenho na Copa. As duas seleções se enfrentam dia 28, em Saransk.



Antoine Griezmann deu fim à novela nesta quinta-feira e anunciou sua permanência no Atlético de Madrid na próxima temporada, frustrando os planos do Barcelona em contratá-lo. A decisão foi confirmada apenas dois dias antes da estreia da França na Copa do Mundo da Rússia, contra Austrália, neste sábado. Para o técnico Didier Deschamps, a definição da situação do atacante, antes do Mundial, será proveitosa para a seleção.

“Duas coisas que me veem em mente: a lealdade com o Atlético de Madrid. E, o mais importante para nós, é que ele está bem tranquilo para disputar essa Copa do Mundo. E isso é algo muito positivo para nossa equipe”, afirmou o comandante da Les Bleus. “O mais importante é que ele se sentir bem, se sentir livre da pressão das últimas semanas”, completou.

Para Deschamps, Griezmann não jogará a Copa pressionado (Foto: FRANCK FIFE/AFP)

Sobre o fato ter sido noticiado por meio de um documentário na televisão francesa, o técnico se absteve. Para ele, a definição da situação é o que realmente importa. “O conteúdo foi o mais importante. Foi muito bom para nós. Foi bom para seu clube, claro, mas para nós também. Sobre o programa, não tenho a nada a ver com isso. Já tenho muito com que me preocupar”, finalizou.

França e Austrália se enfrentam às 7h (no horário de Brasília) deste sábado, em Kazan. O outro confronto de estreia do Grupo C será entre Peru e Dinamarca, às 13h, na Arena Mordovia, em Saransk.