COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA

A convocação de Tite para a próxima data Fifa, assim como se esperava, nesta sexta-feira, foi recheada de novidades. Dentre os atletas ausentes, destaque para Neymar e os laterais absolutos, Marcelo e Daniel Alves, que vivem ambos grande momento. A comissão técnica, logo após o anúncio, explicou o porquê.

“Levando em consideração o aspecto saúde, eu não posso colocar em risco. É irresponsabilidade de uma entidade toda. É responsabilidade de seu técnico não expor os atletas a uma situação importante que possa causar um prejuízo maior em termos de saúde”, afirmou Tite em relação às importantes ausências.

Fábio Mahseredjian, preparador físico da Seleção, esteve ao lado de Tite para explicar ausências importantes (Foto: Pedro Martins/MoWA Press)

Em seguida, ainda sobre o assunto, o preparar físico da Seleção Brasileira entrou: “Vale a pena ressaltar que o Neymar desde 2013 não tem uma interrupção total. Foi a Copa das Confederações em 2013, Copa do Mundo 2014, [Copa] América 2015 e Olimpíada 2016. Então ele necessita de uma interrupção para que possa estar em plenas condições físicas para 2018 [Copa da Rússia]. Nós temos esta preocupação, volto a dizer, com a saúde do atleta, por isso levamos muito este aspecto em consideração”, ressaltou Fábio Mahseredjian.

Além do desgaste físico, o cansaço mental influenciou na escolha dos jogadores. Inclusive por isso Tite preferiu, com exceção de Alex Sandro, poupar os atletas que disputarão a final da Liga dos Campeões: Marcelo e Casemiro pelo Real Madrid e Dani Alves pela Juventus.

“Outro aspecto é o emocional. Ele nos absorve, nos drena. Se a gente pegar atletas que estão fazendo a final de Champions, final da Liga deles, a adrenalina está a milhão todo dia. E naturalmente você precisa de um descanso também mental. Aí vamos para jogo com alto nível de enfrentamento, até porque não existe jogos amistosos em clássicos, não existe jogo amistoso contra a Argentina. É jogo valendo”, assegurou o treinador.

A pedido do comandante, Fábio Mahseredjian complementou: “Correto. Você atua o ano todo sob pressão. Uma pressão que todo mundo deve ter. O nível de estresse não pode ser nem baixo nem tão elevado. Agora, evidentemente, com a sequência de jogos do ano, e jogos decisivos, como nossos atletas têm, por jogar nas maiores marcas do mundo, é importante que tenham uma pausa, uma interrupção, para que possam descansar não só o corpo, mas a mente também”, finalizou.



Apesar da Copa do Mundo do Catar ser apenas em 2022, o país do Oriente Médio já entregou o primeiro estádio para o evento. A Federação de Futebol do Catar anunciou que as obras de reconstrução do Estádio Internacional Khalifa, em Doha, foram concluídas em tempo recorde.

O primeiro estádio pronto que receberá jogos do Mundial de 2022 será inaugurado mais de cinco anos antes do começo do torneio no dia 21 de novembro. A primeira partida será a final da Copa Emir na sexta-feira. A instalação também receberá a Copa do Golfo em dezembro.

Estádio será inaugurado na sexta-feira (Foto: Karim Jaafar/AFP)

“A finalização do primeiro estádio para a Copa do Mundo de 2022 é um feito muito importante para o Catar e é reflexo do nosso compromisso de entregar todos os estádios que nos comprometemos entregar com muita antecedência”, afirmou H.E. Hassan Al Thawadi, Secretário Geral do Comitê Supremo de Entrega e Legado.

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O estádio em Doha foi objeto de diversas obras de modernização para permitir que ele fique dentro dos padrões exigidos pela Fifa e possa receber a Copa do Mundo de 2022, inclusive uma das quartas de final. Dentre das novidades na instalação estão um sistema de refrigeração para permitir que o ambiente fique em temperatura agradável para os jogadores e torcedores durante o ano inteiro e um museu esportivo.

Além disso, com a reconstrução, o estádio passará a ter uma capacidade de mais de 40 mil torcedores e toda a arquibancada é coberta por um telhado que, contando a estrutura de sustentação, pesa quatro mil toneladas.



Campeão mundial com a seleção da Alemanha em 1990, o ex-treinador da Alemanha e dos Estados Unidos, Jurgen Klinsmann, já tem um “favorito” para o Mundial de 2018, sediado na Rússia. Para o alemão, o craque Lionel Messi merece vencer uma Copa com a Argentina.

“Para Messi só falta ganhar um Mundial. Acredito que ele vai ganhar e talvez aconteça no próximo ano, na Rússia. Quero que Messi ganhe porque ele merece”, afirmou o treinador em entrevista ao site goal.com.

Klinsmann comandou os Estados Unidos na Copa de 2014 (Foto: Nelson Almeida/AFP)

Em 2006, quando treinava a Alemanha durante a Copa do mundo em sua casa, Klinsmann eliminou a Argentina de Messi nas quartas de final, nos pênaltis, por 4 a 2. O jogador do Barcelona, então com 21 anos, surgia como nova promessa argentina e pouco atuou na Copa.

“Admiro Messi, sempre o admirei, assim como a Maradona, contra quem joguei muitas vezes. Era um artista dentro do campo, sabia sempre o que fazer, mesmo antes de receber a bola”, acrescentou o ex-atacante, que enfrentou Maradona na grande final da Copa de 1990, vencida pela Alemanha por 1 a 0 com gol de pênalti de Brehme, já aos 40 do segundo tempo.

“Messi é diferente, é um perfeccionista. Vejo-o como um personagem fantástico, porque sempre foi humilde e é um jogador incrível”, completou Klinsmann, demonstrando toda sua admiração pelo camisa 10 da albiceleste.

Depois de assumir o comando técnico dos Estados Unidos em 2011, Klinsmann foi demitido em 2016, após duas derrotas no hexagonal final das Eliminatórias da América Central e do Norte para a Copa do Mundo de 2018.



No próximo dia 19, o técnico da Seleção Brasileira, Tite, convoca os jogadores para a próxima data Fifa, reservada para amistosos e marcada para acontecer entre os dias 5 e 13 de junho. O grande problema, neste momento, não é com resultado: esbarrando principalmente no calendário europeu, a comissão técnica brasileira ainda segue sem definir se irá poupar alguns atletas.

“A data, especificamente falando, entra em um período de férias dos atletas. Muitos podem estar de férias a cinco, dez dias. E convocar os atletas que já estão de férias para jogar em alto nível contra uma Argentina e uma Austrália é discutível. Vamos deixar eles parados ou dar treinos a eles nesse tempo?”, disse Edu Gaspar ao SporTV.

O coordenador técnico da Seleção ainda acrescentou: “Vamos abrir um pouco o leque de observação devido a oportunidade de estarmos classificados? Ou vamos colocar o time titular para preparar cada vez mais para a Copa do Mundo? É discutível também”, afirmou, indeciso.

Edu Gaspar admitiu que comissão técnica ainda não tem convocação definida (Foto: Kin Saito/CBF)

Por fim, Gaspar comentou sobre a importância de acompanhar possíveis convocados jogando em seus respectivos clubes, seja na Europa, onde as competições estão próximas de serem definidas, seja no Brasil, com as finais estaduais.

“É importante estarmos acompanhando, principalmente neste nível que chegou os campeonatos, fase final. Poder acompanhar in loco um jogo, uma final de alta competitividade, normalmente são clássicos, ver o desenvolvimento dos atletas, em que estágio eles estão, é uma grande ferramenta para que a gente possa mostrar, apresentar para o Tite fazer a próxima convocação”, finalizou.

O Brasil viaja para a Austrália para enfrentar a Argentina no dia 9 de junho, em Melbourne. Depois, no dia 13, no mesmo estádio, o Melbourne Cricket Ground, duela com a Austrália.



A partir de 2026, a Copa do Mundo contará com 48 seleções. Com isso, cada continente ganhará mais lugares na competição, em comparação ao modelo atual, no qual 32 países participam do evento. Nesta terça-feira, ficou definido que a Conmebol, que comanda o futebol na América do Sul, ganhará duas vagas.

Até o momento, o continente conta com quatro vagas diretas para a Copa, com o quinto colocado disputando uma repescagem em busca de um lugar. Para 2026, serão seis países entrando diretamente, com o sétimo tendo nova chance.

Conmebol ganhará espaço na Copa do Mundo (Foto: Norberto Duarte/AFP)

A informação foi confirmada pela própria entidade, em redes sociais, e deve ser oficializada em reunião da Fifa na próxima quinta-feira. O presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, comemorou em seus perfis virtuais.

“O futebol sul-americano conseguiu receber um reconhecimento maior no cenário mundial. A partir de 2026, serão 6,5 vagas para a Conmebol”, escreveu, no Twitter, o mandatário.

A Copa de 2026, ainda sem local definido, será a primeira da história com 48 times. O aumento foi defendido, desde o início, por Gianni Infantino, que assumiu a presidência da Fifa, em 2016, conseguindo emplacar sua ideia.



Dick Advocaat é o novo técnico da seleção da Holanda (Foto: AFP)

A Holanda anunciou, nesta terça-feira, a contratação do técnico Dick Advocaat. Aos 69 anos, o holandês fará sua terceira passagem como técnico desta seleção e sua missão será recuperar a equipe nas Eliminatórias da Copa do Mundo, já que a classificação para a Copa da Rússia em 2018 está complicada.

O treinador já chegou a comandar os holandeses entre os anos de 1992 a 1995 e 2002 a 2004. Desta vez, ele terá como auxiliar. o ex-capitão da própria seleção Ruud Gullit.

Atualmente, o técnico é responsável pela comissão técnica do Fernerbahçe e só assumirá o time da Holanda quando a temporada do futebol turco se encerrar, no mês que vem.

O próximo desafio que a equipe da Holanda terá que enfrentar será nas Eliminatórias para a Copa do Mundo, contra o Luxemburgo, no dia 9 de junho, sob o comando do novo treinador.

Advocaat entrou para substituir Danny Blind, que foi demitido após a derrota para a Bulgária na última rodada das Eliminatórias europeias, em março. Por enquanto, a equipe ocupa a quarta colocação do Grupo A com sete pontos e, se quiser a classificação, deverá assumir a ponta da tabela, já que somente os oito melhores da competição conseguem a vaga.



Estádio de Kazan receberá diversas seleções importantes na Copa das Confederações (Foto: Christophe Simon/AFP)

Se preparando para receber a Copa das Confederações neste ano e a Copa do Mundo de 2018, a Rússia realizou diversos exercícios antiterrorismo, nesta sexta-feira, com as equipes de bombeiros e ambulâncias da cidade de Kazan, que fica cerca de 12 horas de Moscou.

Dentro da simulação, havia pessoas com sangue falso e curativos sendo carregadas de um hotel local. As equipes de segurança trabalharam para tirar as vítimas feridas de um hotel até as ambulâncias e para garantir a segurança das áreas ao redor do prédio.

Em entrevista na semana passada durante uma visita ao país do Leste Europeu para ver como estão as preparações e os progressos das construções, Gianni Infantino, presidente da Fifa, afirmou que a Rússia irá sediar “a melhor Copa do Mundo da história”.

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“Pelo o que eu tenho visto até agora e particularmente após a visita, eu estou ainda mais convicto que essa será a melhor Copa do Mundo da história”, declarou Infantino. “E eu tenho algumas comparações com outras competições de meus trabalhos anteriores. Estou convencido que será um grande sucesso”.

A Rússia vem sendo muito criticada por não conseguir controlar o racismo e os casos de brigas entre torcidas organizadas entre adeptos dos times locais. Além disso, o Zenit passou a proibir a entrada de mochilas no seu estádio após recentes caso de atentado terrorista.

Na fase de grupos da Copa das Confederações, o estádio de Kazan receberá três partidas e seleções importantes no cenário internacional, como Portugal, México, Alemanha e Chile, além dos anfitriões do torneio.




A Copa do Mundo de 2018, que será realizada na Rússia, terá uma novidade tecnológica. Segundo o presidente da Fifa, Gianni Infantino, este será o primeiro Mundial a utilizar o árbitro de vídeo para analisar lances polêmicos.

“No Mundial de 2018 vamos ter árbitro de vídeo, porque até agora os resultados são muito positivos”, declarou o executivo durante discurso na abertura do Congresso da Conmebol, em Santiago, Chile, nesta quarta-feira.

“Não é possível que, em 2017, quase todo mundo no estádio ou em casa veja em segundos se o árbitro cometeu um erro, e o único que não possa ver seja o árbitro”, completou Infantino, que assumiu a presidência da Fifa em fevereiro de 2016.

Infantino assumiu a Fifa em fevereiro de 2016 (Foto: Claudio Reyes/AFP)

O uso do árbitro de vídeo já vem sendo testado em diversas competições na Europa, contudo o que era visto no replay não estava sendo comunicado para o juiz em campo. Além disso, no Mundial de Clubes de 2016 a tecnologia foi utilizada e chegou a ser efetivamente usada no confronto entre Atlético Nacional e Kashima Antlers, gerando alguma polêmica.

A entidade máxima do futebol pretender implementar o uso da tecnologia no esporte para tentar reduzir o número de lances polêmicos, permitindo que gols duvidosos, pênaltis mal marcados, expulsões erradas, entre outras jogadas sejam evitadas e não interfiram no decorrer da partida.

Antes do árbitro de vídeo ser utilizado na Copa do Mundo de 2018, a tecnologia será testada e colocada em prática na Copa das Confederações, competição que serve como teste para o Mundial.



Como sempre, Romário polemizou, gerou discórdia e provocou risadas ao emitir sua opinião sobre diferentes temas dentro do futebol de hoje e daquele jogador em sua época. Em entrevista ao Fox Sports na noite dessa segunda-feira, o Baixinho foi questionado se Neymar teria uma vaga na Seleção Brasileira de 1970, que conquistou o Tricampeonato Mundial e se consagrou com a melhor de todos os tempos. Na resposta, o hoje senador da república cobrou o atual camisa 10 do Brasil.

“Tenho consciência de quem ele tem que ganhar uma Copa para entrar primeiro na (Seleção) de 94, para depois pensar na de 70. Com todo respeito que ele sabe que eu tenho por ele, sou fã dele, acho ele um moleque maneiro, mas, tem que ganhar uma Copa para se colocar. Como o Messi. As pessoas falam: quem é melhor, Maradona ou Messi? Maradona continua sendo pelo o que ele fez com a camisa da seleção argentina”, opinou Romário, que nem por isso deixou de encher a bola do ex-santista quando o tema foi “melhor do mundo”.

“Eu acredito que está chegando a hora do Neymar. O Neymar, para mim, tem feito grandes partidas no Barcelona e na Seleção Brasileira. O Messi é o melhor? É o que tem mais qualidade? É. Mas, se colocar o que ele faz no Barcelona, que é um absurdo, e o que ele faz na Seleção argentina, que está longe de ser o que joga no Barcelona, isso tem que pesar. A forma como a Fifa escolhe, se continuar, aí talvez leve algum tempo para o Neymar. Mas, se fosse pelo o que se faz em Seleção e clube, eu daria (o prêmio) hoje para o Neymar”, cravou.

Romário vê Neymar à frente de Messi e Cristiano Ronaldo pelo brasileiro brilhar tanto no clube como também por sua seleção (Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)

Apesar de não esconder sua admiração pelo futebol de Lionel Messi e por toda a carreira de Maradona, Romário não fingiu falsa-modéstia e reafirmou que considera que foi melhor do que a dupla argentina quando o assunto é gol.

“Se for colocar dentro da área eu fui bem melhor que os dois. Dentro da área eu sou melhor que eles, sim, e bem longe, com todo respeito e humildade”, disse o melhor jogador do mundo em 1994.

Romário ainda foi além. Não titubeou em dizer que Bebeto foi seu melhor parceiro de ataque, apesar de ter atuado ao lado de grandes craques, e comparou tal entrosamento com aquela que se entende como a maior dupla de ataque de todos os tempos.

“Eu e Bebeto podemos ser comparados a Pelé e Coutinho. Tem gente que não gosta de ouvir, que não ouçam, mas, como dupla nesse nível, eu só vejo Pelé e Coutinho”, polemizou Romário, lembrando dos eternos gênios da bola que brilharam pelo Santos na década de 60.

A conversa ficou um pouco mais séria e ríspida quando Romário topou falar abertamente de algumas decepções e arrependimentos durante sua carreira como atleta. Entre outras coisas, o Baixinho deixou claro que até hoje não engoliu o fato de ter ficado de fora de algumas das maiores competições que o Brasil disputou na sua época de centroavante.

“Por vaidade, talvez babaquice dos treinadores, eu deixei de participar de duas Olimpíadas (1996 e 2000). Vanderlei (Luxemburgo) e Zagallo eram os treinadores. Essas eu tinha certeza, posso afirmar que eu tinha condição de participar. E a Copa de 98, quando me tiraram. E em 2002, que teve aquele monte de história que surgiu. Essas quatro competições eu tenho convicção que eu poderia ter participado”, contou.

Falando mais especificamente sobre o Mundial do Japão e da Coreia do Sul, Romário revelou um arrependimento por não ter tirado a limpo talvez a história que fez com que o técnico Luiz Felipe Scolari o deixasse de fora da lista de convocados. Na ocasião, existiu um boato de que Romário havia dormido com uma aeromoça na véspera de Uruguai e Brasil, pelas Eliminatórias Sul-Americanas, em março de 2001.

“Eu poderia ter conversado com o Felipão para perguntar por que ele não ia me levar. Se era verdade que o motivo era porque falaram que na noite anterior de Brasil e Uruguai eu tinha saído com uma aeromoça. Ou seja, não conversei com ele, não ‘comi’ a aeromoça e não fui para a Copa do Mundo. Me f… três vezes”, falou, entre risos e lamentação.

“Quem me ‘dedurou’, quem falou que eu fui e passei a noite com a mulher, foi um cara da Seleção, da comissão. E duas pessoas também falaram para o Felipão que eu não tinha feito isso. E, por eu não ter jogador nada e a gente ter perdido (1 a 0), talvez ele tenha acredito”, resumiu Romário.