Partida entre Guarani e Portuguesa foi marcada por polêmicas (Foto: Rodrigo Villalba / Memory Press / Guarani FC)
A duelo entre Guarani e Portuguesa, disputado na noite desta segunda-feira no Brinco de Ouro, em Campinas, está longe de acabar. A partida, válida pela 16ª rodada da Série C do Campeonato Brasileiro, foi marcada por polêmicas nos bastidores, que foram relatadas na súmula do jogo pelo árbitro Vinicius Gonçalves Dias Araújo (SP).
Segundo o documento, no intervalo da partida, torcedores do Guarani invadiram o camarote onde estava a diretoria da Portuguesa e agrediram alguns dirigentes lusitanos. O reinício do jogo na segunda etapa ainda foi atrasado, já que o supervisor da Portuguesa, Lucas Carvalho Magalhães, entrou no gramado para relatar as agressões.
Por fim, a súmula ainda relata que o vestiário destinado à equipe visitante ficou sem energia elétrica durante todo o jogo, que terminou com vitória do Guarani por 1 a 0 com gol do zagueiro Allan Dias. O resultado tirou a Lusa do grupo de classificados às quartas de final da competição, e reacendeu a esperança dos campineiros em uma vaga.
Em contato com a Gazeta Esportiva, o presidente do conselho da Lusa, Marco Antônio Teixeira Duarte, confirmou os incidentes e afirmou que a diretoria executiva do clube enviará uma denúncia à CBF nos próximos dias. O conselheiro lamentou o ocorrido e afirmou que a Portuguesa deveria ter se recusado a entrar em campo.
“Nosso único erro foi ter começado o jogo. Sem luz, sem água no vestiário, com aquele clima de guerra, com um time impedido de se preparar. Nem devia ter acontecido esse jogo”, declarou.
Nesta terça, a Portuguesa já se moveu e divulgou uma nota de repúdio aos ocorridos em seu site oficial. O comunicado diz que a equipe verde-rubra sofreu com "artimanhas do século passado", e que na próxima visita à casa lusitana, o Guarani "será recebido com respeito e cordialidade".
* Especial para a Gazeta Esportiva