A escolha dos países sede das Copas do Mundo de 2018 e 2022 aconteceu na gestão de Joseph Blatter (Foto: FABRICE COFFRINI/AFP)
A justiça suíça analisa 133 relatórios sobre atividades financeiras suspeitas ligadas à concessão das Copas do Mundo de 2018 e 2022, que serão realizadas na Rússia e Catar, respectivamente. Ambos os países negam qualquer tipo de irregularidade na escolha das sedes dos futuros eventos.
Segundo a agência de notícias Reuters, a procuradoria-geral suíça declarou que os informes sobre as atividades suspeitas iniciaram em uma inteligência financeira chamada Escritório de Informes sobre Lavagem de Dinheiro da Suíça. A investigação está sendo executada paralelamente com uma outra, esta, nos Estados Unidos.
Os procuradores norte-americanos focam as atenções nos trâmites financeiros realizados por bancos que podem ter ligações com contas da Fifa. O Financial Times divulgou a ameaça da procuradoria a alguns bancos, que poderão ser punidos por omitirem documentos.
Outras análises estão sendo feitas, entre eles se encontram 27 dirigentes acusados de esquemas de corrupção, incluindo pagamento de propina por direitos de marketing e de transmissão de eventos como a Copa do Mundo e Copa América.
A pedido dos Estados Unidos, autoridades suíças aceitaram colaborar com a promotoria norte-americana, compartilhando dados bancários. No entanto, essas informações ainda não foram trocadas pelo fato dos correntistas terem apelado da decisão. Nomes de bancos e envolvidos em escândalos não foram divulgados, mas o Credit Suisse, JPMorgan, HSBC e UBS estão sob suspeita.