Irreverente, o Capetinha, pentacampeão em 2002, garantiu que faria diferente em 2014 (Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)
Famoso pela irreverência dentro e fora de campo, Edílson Capetinha nunca decepciona os amantes de entrevistas bem-humoradas e declarações polêmicas. Apresentado como reforço do Taboão da Serra aos 45 anos de idade, o atacante garantiu que, se estivesse com a camisa da Seleção Brasileira na fatídica tarde de 8 de julho de 2014, no Estádio do Mineirão, a história da semifinal da Copa do Mundo contra a Alemanha seria diferente.
“Se eu estivesse lá, não seria 7 a 1. Podia ser 7 a 6, qualquer coisa, mas 7 a 1 não”, brincou o Capetinha. “Quando eu fui (para a Copa do Mundo, em 2002) fui campeão, então não tem essa”, continuou.
Um dos homens de confiança de Luiz Felipe Scolari na Copa de 2002, Edílson remonta a uma época na qual o futebol brasileiro impunha respeito no resto do mundo e era conhecido por jogadores de habilidade nos pés e carisma fora do gramado. Para o atacante, fatores cada vez mais escassos no país.
“Eu acho que a irreverencia dentro de campo é o que falta no futebol brasileiro, talvez o Neymar hoje seja o único. Eu sempre fui esse modelo de jogador, que todo mundo sempre gostou, até torcedores adversários, e espero que apareçam outros jogadores assim. Falta irreverência, jogadores que driblem, que falem a verdade, falem o que estão sentindo”, avaliou o atacante.
No que depender do jogador, a tal irreverência não vai faltar em seu novo desafio com a camisa do Taboão da Serra na segunda divisão do Campeonato Paulista. “O presidente (Anderson Nóbrega) autorizou embaixadinha, carretel, e o treinador (Axel) também, desde que seja depois do meio de campo”, disse, em meio a risos, o Capetinha.
* Especial para a Gazeta Esportiva