Parte dos torcedores do Paysandu que estiveram no Arruda estariam envolvidos em briga (Foto: Reprodução/Facebook)
Em nota oficial divulgada nesta quarta-feira, o Santa Cruz revela certa imprudência do Náutico. Durante a tarde da última terça, o rival recebeu em sua sede integrantes da Terror Bicolor, torcida organizada do Paysandu que horas depois se envolveria em briga com torcedores corais.
O Santa revela ter avisado a Polícia Militar de Pernambuco sobre a periculosidade dos torcedores visitantes. A tentativa era, a exemplo do que acontece nos estádios do Pará, fazer com que “os membros da citada torcida fossem proibidos de entrar no estádio do Arruda”. A solicitação foi ignorada.
Além da reclamação com a PM, o clube coral ainda de mostra decepcionado com o tratamento dado pelo Náutico aos torcedores organizados. “Foi com surpresa que a diretoria do Santa Cruz tomou conhecimento de que a referida torcida, com um extenso histórico de violência, tinha sido acolhida na sede do Náutico durante a tarde de ontem (terça-feira)”, escreve em comunicado oficial.
A presença da Terror Bicolor no Recife criou uma praça de guerra em frente à sede do Náutico. Após a vitória do Paysandu por 2 a 1 no Arruda, torcedores do clube paraense se dirigiram à zona norte da cidade para, em aliança com a Fanáutico, entrar em confronto com uma organizada do Santa Cruz – a Inferno Coral.
Marcado por meio das redes sociais, o encontro interditou a avenida de sede do Náutico por cerca de uma hora até que a polícia retomasse controle da situação e a liberasse.
As brigas surgidas de alianças entre torcidas organizadas não são novidade no estado do Pernambuco. Foi assim que Paulo Ricardo Gomes da Silva acabou morto no Arruda, em maio de 2014, ao ser atingido por um vaso sanitário. Ele era membro da Torcida Jovem do Sport, que engrossava o coro do Paraná Clube em visita ao Santa Cruz.