Desde que foi demitido do Atlético-PR, em julho deste ano, Eduardo Baptista segue sem trabalhar. Tido como um dos principais treinadores da nova geração, o filho de Nelsinho Baptista comentou sobre as poucas oportunidades que profissionais brasileiros possuem fora do país e revelou, inclusive, que faz parte de um movimento para que a licença de técnicos obtida no Brasil seja válida também pelo mundo afora.
“Para a Europa o treinador brasileiro não pode ir trabalhar hoje, porque a licença que é dada pela CBF impossibilita a gente de treinar um time europeu. Tem um movimento dos treinadores para que a CBF junto com a Conmebol consiga fazer com que a minha licença sirva para trabalharmos lá”, disse Eduardo Baptista ao programa Mesa Redonda, da TV Gazeta.
Eduardo Baptista foi um dos convidados do programa Mesa Redonda deste domingo (Foto: Reprodução/TV Gazeta)
O treinador, que também comandou o Palmeiras, no início do ano, admitiu que o idioma também é uma grande barreira para os técnicos brasileiros. Eduardo Baptista, no entanto, pretende ser uma grande exceção no nicho.
“Eu falo japonês, falo inglês e estou estudando outras línguas. Lá fora a língua talvez seja mais importante do que a parte tática. Existe essa dificuldade e esperamos vencer o mais breve”, completou.
Outro tema abordado por Eduardo Baptista foi a troca de experiências com os treinadores estrangeiros que vêm ao Brasil trabalhar. Depois do técnico do Botafogo, Jair Ventura, se mostrar contra a vinda de forasteiros, Eduardo enxerga esse intercâmbio como algo positivo para o futebol do país e aproveitou para tecer elogios a um desses nomes: Juan Carlos Osório, ex-treinador do São Paulo e atualmente na seleção mexicana.
“Acho que a troca de experiências é fantástica. Tive um relacionamento com o Osório muito bom. Treinamos no São Paulo, não consegui ficar com ele por muito tempo, mas o conhecimento que ele me passou de futebol eu tenho comigo até hoje. Acho interessantíssimo, mas a maioria deles não duraram muitos meses aqui”, finalizou.