Depois de 24 rodadas do Campeonato Brasileiro, o Santos encara a Ponte Preta neste domingo, com o sonho de voltar ao G4 da competição, feito que não acontece desde a 31ª rodada do Brasileiro de 2010. Mas, se hoje o clube curte sua boa fase, com 13 jogos de invencibilidade, o experiente volante Renato admite que existe uma lamentação a fazer. Para o jogador, caso Dorival Júnior estivesse no comando da equipe desde o início da competição, o Peixe poderia estar brigando pelo título nacional.
“Poderíamos estar lá em cima. Os quatro pontos que deixamos contra Sport e Ponte poderíamos ter ganhado. E claro que perdemos vários outros. Aí estaríamos brigando lá em cima”, afirmou Renato, lembrando de dois empates ainda nas primeiras rodadas, em duelos na Vila Belmiro.
Dorival evita concordar com a ideia de Renato e de quem mais acredite nesta tese, até por uma questão ética, já que Marcelo Fernandes e Serginho Chulapa seguem na comissão técnica do clube. Porém, os números do atual treinador realmente são muito bons. Já são 13 jogos sem perder, nove vitórias seguidas em casa, apenas uma derrota e uma 7ª colocação na tabela de classificação, com apenas um ponto a menos que o Flamengo, hoje o primeiro clube dentro do G4.
O volante Renato elogiou o trabalho do técnico Dorival Jr. no Santos (Foto: Ricardo Saibun/Santos FC)
Com Marcelo Fernandes, o time campeão Paulista sofreu seis derrotas, empatou quatro vezes e venceu apenas dois jogos até a 12ª rodada do Campeonato Brasileiro. Muito por isso, a equipe não pode pensar em título, já que está a 14 pontos do líder Corinthians. “O campeonato é assim. É difícil. Agora é no jogo a jogo. Depende do pessoal lá em cima tropeçar. Vamos fazer o nosso dever em casa e buscar os pontos”, avisou Renato, sonhando com a combinação de resultados que favoreça o Alvinegro Praiano.
Na 13ª rodada, quando Dorival estreou no comando do Santos, o time estava na 17ª colocação, dentro da zona de rebaixamento. Neste fim de semana, caso vença a Ponte Preta, em Campinas, e Flamengo, São Paulo e Atlético-PR tropecem contra Chapecoense (em Chapecó), Grêmio (em Porto Alegre) e Vasco (no Rio), respectivamente, o Peixe sacramenta sua reação com uma vaga dentro do grupo dos que vão à próxima Copa Libertadores da América, em 2016, após 13 rodadas sob o comando do treinador.