COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA
Domagoj Vida comemora a classificação da Croácia para a final da Copa do Mundo (Foto: Alexander NEMENOV / AFP)

Um dos principais zagueiros desta Copa do Mundo, Domagoj Vida pode estar de casa nova após a disputa da grande final do Mundial entre França e Croácia. De acordo com o jornal turco Fanatik, o defensor é um dos principais alvos do Liverpool para a próxima temporada do futebol europeu, sendo que os Reds estariam dispostos a pagar 20 milhões de euros (cerca de R$ 90 milhões) para que o jogador deixe o Besiktas, seu atual clube, e assine com o time inglês.

No entanto, o clube turco busca um aumento na oferta. De acordo com o jornal, o time, que atualmente tem no seu elenco o brasileiro Vágner Love e o luso-brasileiro Pepe, quer cerca de 35 milhões (aproximadamente R$ 150 milhões). Na última temporada, a equipe turca teve um bom retrospecto na Liga dos Campeões, quando foi líder do seu grupo e caiu nas oitavas de final para o Bayern de Munique.

Caso a transição seja concretizada, Vida dará o seu maior passo na carreira após mais de 10 anos jogando profissionalmente. O defensor começou sua trajetória no Osijek, da Croácia, e, após quatro temporadas, foi para o Bayer Leverkusen.

No clube alemão foram poucas partidas jogadas (sete no total) e a falta de espaço fez com que o atleta retornasse ao seu país de origem, mas desta vez, vestindo a camisa do Dínamo Zagreb. Depois, Vida foi para a Ucrânia jogar pelo Dínamo Kiev, onde ficou de 2013 a 2018, ano em que foi para o Beskitas, da Turquia.

Além da grande chance de jogar pelo atual vice-campeão da Liga dos Campeões, Vida poderá atuar novamente com um de seus companheiros de zaga na seleção da Croácia, já que Dejan Lovren, outro destaque deste Mundial, é titular do Liverpool e está no clube inglês desde a temporada de 2014.

 

 



Para muitos, o terceiro lugar da Copa do Mundo não representa uma grande conquista ou sequer um feito a ser exaltado. Porém, esse não é o caso da seleção da Inglaterra. Considerado um franco atirador desde o início, o time comandado por Gareth Southgate superou as expectativas e, mesmo derrotado na semifinal, tentará fazer valer o prêmio que será disputado no próximo sábado, em São Petersburgo.

Em entrevista coletiva nesta sexta-feira, o treinador do English Team não deixou de lamentar a derrota da última quarta-feira e assumiu o abatimento que ronda o vestiário, mas valorizou a disputa de terceiro lugar contra a Bélgica e reiterou o comprometimento ressaltando que só irá promover mudanças em relação aos atletas que não possuem condições físicas de atuar.

Southgate exaltou a campanha de sua seleção na Copa da Rússia (Foto: GIUSEPPE CACACE/AFP)

“Vamos decidir que pode entrar. Fisicamente é importante todos estarem bem. Claro que todo mundo quer jogar, mas não é sempre uma boa decisão entrar sem a energia correta. Não vai ser o mesmo time que começou antes, mas queremos fazer o mínimo de mudanças possíveis. Uma ou duas lesões, uma ou duas necessidades. Queremos ter uma grande performance e conquistar uma medalha”, disse Southgate.

Entre as mudanças que devem ser promovidas na equipe titular estão a entrada de Alexander-Arnold na vaga de Trippier, que deixou a semifinal lesionado, e as possíveis saídas de Henderson e Walker, muito desgastados com a sequência de jogos. Para seus lugares, devem entrar Dier e Cahill, respectivamente.

Questionado sobre o potencial da seleção da Bélgica, equipe que a Inglaterra já enfrentou na fase de grupos e saiu derrotada, o comandante revelou não temer e nem ter medo. Além disso, de forma bem-humorada, admitiu ser a chance de revanche, dessa vez valendo medalha.

“Não tenho medo de nada, nem do Lobo Mau. A Bélgica ganhou de nós, então queremos devolver isso”, ressaltou. “Queremos melhorar a cada jogo. As expectativas eram baixas quando chegamos aqui, a pressão não era grande, mas elevamos as expectativas. Aumentamos a alegria dos jogadores de defender a Inglaterra. Eles têm agora uma conexão com o país, com a torcida”, afirmou Southgate.



A França não fez uma partida brilhante, mas cumpriu seu papel e, com bom desempenho defensivo, bateu a forte seleção da Bélgica na semifinal da Copa do Mundo da Rússia, na última terça-feira. Após o jogo, o goleiro Thibaut Courtois criticou o estilo de jogo adotado pelos comandados de Didier Deschamps, chegando a afirmar que os Diabos Vermelhos foram derrotados por “uma equipe pior, que não jogou nada, que só se defendeu”. Em resposta, Antoine Griezmann mostrou não se preocupar com os dizeres do arqueiro, lembrando que o mesmo é um dos que menos deveria reclamar de um futebol defensivo, dados os times que está acostumado a defender.

“Não, deixe disso, não. Courtois jogou no Atlético de Madrid, foi campeão espanhol, deixe disso. No Chelsea ele acha que joga o jogo do Barcelona? Não. Nós não nos importamos com a forma, de como ganhamos. Nós ganhamos”, apontou o atacante da Les Bleus, em tom bem-humorado. “Não dou a mínima. Eu vejo a estrela, e se a tivermos, não ligo para como conseguimos”, completou, se referindo ao título mundial.

Griezmann ironizou o fato de Courtois jogar em times com estilo parecido ao da França (Foto: Franck Fife/AFP)

Griezmann ainda comparou o futebol jogado pela França com o jogado pelo Atlético de Madrid, onde foi companheiro de Courtois antes do belga se transferir ao Chelsea. Segundo o jogador, os dois estilos tem muito em comum, muito em função do trabalho feito por Diego Simeone no time colchonero.

“Tenho a sorte de trabalhar com o melhor treinador de defesa do mundo, Simeone. Aprendo muito com ele e a França joga parecido com o Atlético. Defendemos melhor do que antes”, destacou ele, que, na seleção francesa, conta com um parceiro de ataque em um nível que não se vê no clube espanhol. “Mbappé nos faz muito bem com seu trabalho pelo lado do campo. Ele se desmarca, arranca e dá passes. Esperamos ver sua melhor versão na final”, falou.

Fazendo uma análise individual, o atacante ainda reconheceu a mudança de seu próprio estilo de jogo para ajudar a Les Bleus. Segundo ele, seu modo de pensar e de agir está totalmente voltado para a equipe, pouco importando as premiações individuais e uma auto-valorização.

“Meu jogo mudou, estou em uma função de dar o ritmo de que a equipe precisa, criar as chances fortes, segurar a bola ou acelerar. Se eu marcar gols, melhor, mas sou um jogador que pensa na equipe”, ressaltou o francês, que já foi eleito pela Fifa como terceiro melhor jogador do mundo, em 2016, atrás apenas de Cristiano Ronaldo e Lionel Messi. “Se ganharmos, com ou sem bola de ouro, não me importo nem um pouco. Quero ganhar a Copa do Mundo e farei tudo em campo para conseguir”, completou.

Na grande final da Copa do Mundo da Rússia, a França enfrenta a surpreendente Croácia em duelo marcado para as 12h (no horário de Brasília) do próximo domingo, no Estádio Luzhniki, em Moscou. Esta foi a última coletiva de imprensa concedida pelos franceses antes de deixar a cidade de Istra, onde têm se concentrado neste Mundial, rumo à capital russa.

 

 



Era Istrefi, Will Smith e Nick Jam com a taça da Copa do Mundo em coletiva de imprensa nesta sexta-feira. Eles cantam a música oficial do Mundial (Foto: Divulgação)

Quando a música de abertura de “Um Maluco no Pedaço” começa a tocar, muitos adultos lembram-se das aventuras de Will Smith na série de sucesso dos anos 90. Passados quase 30 anos, o ator e cantor esteve nesta manhã em coletiva de imprensa com mais dois cantores, a kosovar Era Istrefi e o porto-riquenho Nicky Jam, com quem canta o tema da Copa do Mundo de 2018, “Live it up”, e falou sobre diversos assuntos, entre eles Neymar e a Seleção Brasileira.

“Eu passei muito tempo no Brasil e amo a Seleção Brasileira. Eu e Neymar estivemos alguns dias na mesma cidade, nos mandamos mensagens. Ele é meu preferido. Eu tenho um espaço no meu coração para esta Seleção”, revelou Smith.

Quando perguntado sobre as encenações de Neymar e como poderia avaliá-las, já que é ator, ele foi político. “Eu estou neste negócio há muitos anos para falar sobre isso. Como ator, você às vezes precisa passar alegria. Quando você atua num palco global como este, há dias bons e dias ruins”.

Além de falar sobre o Brasil, o americano também classificou Cristiano Ronaldo como o mais “cool” da competição e se disse orgulhoso de ter participado de um evento tão grande quanto uma Copa.

“Eu amo o Cristiano. Eu amo esse cara! Nos encontramos uma vez. Ele é impecável no trato com as pessoas e tem um grande estilo”, falou sobre o português. “Isso é o maior evento de esportes do mundo. Quando Nicky (Jam) me pediu para fazer parte disto, eu nem tive que pensar. A ideia de tantas pessoas olhando para um evento se encaixa perfeitamente no que eu quero fazer no mundo. As pessoas aqui gritando, criando um ambiente de união, isso é impossível em outro contexto. Estou entusiasmado por estar aqui em um dos grandes momentos de harmonia global”, bradou.

Além de Smith, a cantora de origem albanesa Era Istrefi comentou que gostaria de ter visto Ronaldinho Gaúcho jogar para abrilhantar mais o evento (ele participou do clipe da música oficial da Copa) e que comemorou muito quando dois suíços com a mesma origem que ela marcaram gols.

Os três cantores estarão presentes na festa de encerramento da Copa do Mundo da Rússia, que antecede a partida entre França e Croácia, neste domingo, às 12h (de Brasília).



Gianni Infantino deu coletiva na manhã desta sexta-feira e classificou a Copa da Rússia como a melhor da história (Foto: Jewel Samad/AFP)

Na manhã desta sexta-feira (13), o presidente da Fifa, Gianni Infantino, apareceu na coletiva de imprensa, em Moscou, com roupa de voluntário da Copa do Mundo. Com a final se aproximando, no próximo domingo, às 12h (de Brasília), o presidente resolveu fazer um balanço da competição até agora e a classificou como a melhor em toda a história, além de fazer menção indireta aos recentes casos de corrupção que acometeram o futebol.

“Há alguns anos disse que este Mundial seria o melhor da história e hoje posso dizer que a Rússia-2018 é a melhor Copa do Mundo da história”, afirmou. “Essa Copa foi um grande sucesso porque podemos respirar e viver futebol num evento da Fifa. Não é sobre cartolas, presidente, vice-presidentes, quem fala mais alto é o futebol. Nosso trabalho é fazer com que o futebol fale, ele é o protagonista e por isso a Copa do Mundo é um sucesso”.

O que eu quero desde o começo do meu mandato é devolver o futebol para a Fifa e devolver a Fifa para o futebol. Parabéns para os 32 times que chegaram aqui e que nos fizeram sonhar!

Ele ainda trouxe números e comentou sobre o VAR, inédito em uma Copa, e o programa anti-doping. “É a melhor Copa do Mundo porque 98% dos estádios estavam ocupados, 1 milhão de turistas de fora da Rússia, mais de 3 bilhões de pessoas vendo na TV. É seis vezes o Superbowl ou coisa assim. 7 milhões de visitantes da Fan Fest. Tivemos grande sucesso com o VAR, foi muito positivo. O programa de anti-doping teve um número inédito de testes e, até agora, bato na madeira: um número zero de resultados positivos”.

Infantino também rasgou elogios à organização, ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, aos voluntários, torcedores e jogadores. Sobre o país anfitrião, ele elogiou a recepção calorosa, ainda mais com a equipe nacional avançando até as quartas de final.

“A Rússia mudou, virou também um país do futebol, onde o futebol não é apenas onde a Copa foi organizada, mas que abraçou esse esporte. O desempenho do time da Rússia ajudou, claro, mas graças a todo o trabalho feito, infraestrutura, estádios, tudo foi eficiente, e o legado desta Copa do Mundo vai deixar a Rússia no topo do futebol mundial”, vibrou.

“A Fifa vai trabalhar com a Federação de futebol da Rússia para que o futebol continue a viver aqui”.

Além desses temas, Infantino fez um balanço geral e minucioso sobre o Mundial, comentou sobre Catar 2022, sobre o novo formato da competição, sobre a grande final entre Croácia e França, sobre os direitos humanos na Rússia (mas se esquivando de uma resposta mais política-crítica), sobre os meninos tailandeses resgatados e, claro, Neymar.





Antes do início da Copa do Mundo, da Rússia, muitos apontavam a França como uma das favoritas ao título. Com um elenco recheado de estrelas, o grande desafio do técnico Didier Deschamps era transformar em um time competitivo, e até o caminho para a decisão, em Moscou, o treinador encontrou a equipe.

A estreia dos Blues não foi das melhores. A vitória por 2 a 1 diante da Austrália mostrou muitos problemas de jogo coletivo. Dessa forma, Deschamps foi mexendo na equipe, até descobri-la no histórico triunfo frente a Argentina, de Lionel Messi por 4 a 3.

Desde então, os franceses passaram a ser um time reativo. De propor o jogo, a esperar o adversário. Foi assim que a França bateu a Bélgica pelo placar de 1 a 0. Os belgas tiveram mais posse de bola, mas a defesa se mostrou estável. Além disso, o contra-ataque é fulminante, ao roubar a bola, os jogadores já procuram Mbappé pela direita. A revelação do Mundial faz estragos nas defesas rivais, e cria as principais chances da equipe.

Além de Mbappé, Pogba e Griezmann são outros nomes que podem decidir a parada para a França, mesmo quando o time não se mostrar brilhante, como na semifinal. Foi dos pés do camisa 7, que saiu o gol, na cobrança de escanteio. Já o meio-campista se mostrou um leão, ao marcar individualmente Fellaini.

Deschamps deu de fato um padrão ao time. No entanto, falta ser menos previsível. A válvula de escape é sempre Mbappé. Dessa forma, bater um time com defesa organizada é complicado para os Blues. Diante do Uruguai, os gols saíram a partir de uma bola parada, e falha do goleiro Muslera, na finalização fraca de Griezmann.

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Kanté, Pogba e Matuidi formam a trinca no meio-campo. Além da qualidade indiscutível do trio, os jogadores têm uma força física ímpar. Esse fator pode ser primordial para a equipe de Didier Deschamps dominar o principal setor do jogo, e anular as peças croatas, especialmente Modric e Rakitic.

O camisa 9, Giroud, destoa de todo o resto do time. O jogador vem fazendo uma fraca Copa do Mundo, finaliza pouco, e não vem mostrando a presença de área necessária em certos momentos. Apesar disso, não “atrapalhou” na campanha dos franceses. Porém, centroavante vive de gol, e ele pode fazer o do título. Por que não?

Pavard e Lucas Hernandez nunca foram os laterais favoritos. No entanto, estão fazendo um excelente Mundial. Com firmeza na marcação e úteis na frente, podem ajudar o time francês. Mas, podem sentir o peso de um jogo gigantesco como uma final de Copa do Mundo. Ambos têm 22 anos, jogam no Stuttgart e no Atlético de Madrid, respectivamente.

Depois de dois anos, a França voltará a disputar uma decisão importante. Jogando em casa, o time perdeu a final da Eurocopa para Portugal por 1 a 0, gol de Eder. Na ocasião, Cristiano Ronaldo, lesionado deixou a partida ainda no primeiro tempo. Mesmo assim, a equipe não fez um grande jogo, e acabou saindo derrotada.

Dessa forma, o peso é grande. Até que ponto o trauma da Euro perdida em casa pode pesar na finalíssima da Copa, em Moscou? Esse, talvez, seja o ponto fraco que mais preocupa os comandados de Didier Deschamps para não faturarem o bicampeonato.



Sem sombra de dúvidas, a campanha da Croácia na Copa do Mundo é surpreendente. O time chegou ao Mundial cotado para fazer um bom papel. No entanto, poucos imaginavam que a equipe chegaria até a decisão, diante da França.

Os croatas contam com um talento ímpar no meio-campo, o setor mais importante do jogo. Rakitic e Modric são responsáveis por organizarem a saída de bola do time, e armar as principais jogadas. Enquanto o meio-campista do Barcelona joga um pouco mais recuado, o meia do Real Madrid, é o cerebral dos comandados de Zlatko Dalic.

Com esse excelente meio-campo, que ainda conta com Brozovic na sustentação, a Croácia tem como principal virtude o bom toque de bola. Porém, o time joga muito pouco pelo centro, e sempre busca a virada de jogo, com os laterais Vrsaljko e Strinic.

Os laterais, aliás, são fundamentais nos cruzamentos para a área. A Croácia explora muito bem os levantamentos, devido a precisão de Vrsaljko e Strinic. Nas duas ocasiões, saíram os gols na vitória histórica contra a Inglaterra. Nos escanteios, o time também se mostra perigoso.

Mesmo com o meio-campo técnico, quando precisou de fato propor o jogo, a Croácia mostrou extremas dificuldades. Diante da Dinamarca e da Rússia, o time foi pobre em termos criativos, e sofreu muito com as chegadas do adversário ao ataque. Os dinamarqueses finalizaram 15 vezes, 10 delas no gol de Subasic.

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Aguentar três prorrogações, e duas disputas por pênaltis é tarefa de extrema dificuldade. Por essa razão, a Croácia deverá sentir na parte física, pois é como se o time tivesse um jogo a mais em relação ao adversário (a França não jogou uma prorrogação sequer), e terá um dia a menos de preparação para o duelo

Nos confrontos eliminatórios, os croatas mostraram alma. O time se sacrificou em campo, pois saíram atrás do marcador contra Dinamarca, Rússia e Inglaterra. Nas três ocasiões, a equipe conseguiu sua classificação. Diante dos franceses, vontade não faltará, mesmo se sair perdendo.

Uma das grandes preocupações do técnico Dalic é o elenco. As peças de recomposição não estão à altura dos titulares. Kramaric, que às vezes está no banco de reservas é a melhor opção, caso o treinador queira reverter alguma situação. Dessa forma, os suplentes podem não dar conta do recado, caso sejam exigidos na final.

Lovren e Vida formam a dupla de zaga croata. Os dois, constantemente estão expostos nos ataques adversários, pois, os laterais sobem o tempo todo. Rakitic e Modric não são marcadores. Brozovic fica sozinho para marcar. Dessa forma, os defensores ficam em situações desconfortáveis em quase todos os jogos.

No entanto, é de ressaltar os pontas. Rebic e Perisic podem ser decisivos para os croatas, especialmente o último, que com dribles e vontade foi o melhor em campo contra o English Team. Quando o time está sufocado, os jogadores procuram os externos em busca da jogada individual, buscando o fundo do campo e quebrar as linhas de defesa adversária.

Por fim, a Croácia chega a sua primeira final de Copa do Mundo da história. Com uma camisa que não tem tanto peso, o time pode sentir a magnitude do jogo, e assim, não conseguir executar os pontos fortes. A obrigação de erguer a taça é da França, e os comandados de Dalic chegam como franco-atiradores.

 



Com roupa de voluntário da Copa do Mundo, Gianni Infantino deu uma coletiva nesta manhã e evitou criticar abertamente Neymar, mas a resposta foi em meio a gargalhadas (Foto: Jewel Samad/AFP)

A Copa do Mundo está prestes a acabar e, diferente do que muitos pensavam, algumas seleções se despediram mais cedo, como a alemã, a argentina, e, claro, a brasileira. Um dos protagonistas do sonhado hexacampeonato, Neymar não conseguiu mostrar suas totais habilidades futebolísticas, ficando marcado com um fator negativo: o das inúmeras quedas.

Em meio a um balanço sobre o Mundial, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, defendeu o camisa 10 brasileiro, alegando que ele ainda mostrará suas qualidades futuramente, mas disse isso às gargalhadas nesta manhã de sexta-feira, durante entrevista coletiva em Moscou.

“Ele é um grande jogador, esta é a primeira coisa. Quando falo de jogadores talentosos, que nos fazem sonhar, não posso dizer palavras negativas sobre eles. Neymar é uma dessas lendas de alto nível, mas claro (silêncio e gargalhada)… Ele vai mostrar para nós mais de suas habilidades, de suas habilidades reais no futebol”.

Neymar ficou marcado negativamente por suas inúmeras quedas durante o Mundial, com pessoas do mundo todo imitando-o (Foto: Saeed Khan/AFP)

Desde a eliminação para a Bélgica, há exatamente uma semana, o brasileiro não tinha sido visto, exceto na última quarta-feira à noite, quando jogou pôquer com amigos em um bar na capital paulista. Ele não deu entrevistas durante o Mundial (somente quando venceu o prêmio de melhor em campo, contra o México) nem depois, o que acaba aumentando a disseminação de brincadeiras com sua fama de “cai cai”. Você pode votar na enquete da Gazeta Esportiva para saber qual delas foi a mais criativa até agora.

Além de falar de Neymar, Infantino falou de outro craque, inclusive ex-companheiro de clube do brasileiro: Lionel Messi. “Messi, grandíssimo como sempre. Fez um golaço aqui. Não pode fazer mais? Quando a Argentina ganhava por 2 a 1 contra a França, poderiam ter se fechado atrás e talvez ele pudesse ter mostrado suas qualidades, mas sobre Messi não se pode discutir, nos faz sonhar há dez anos e vai continuar nos fazendo sonhar”.