COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA
Gianni Infantino quer fazer mudanças drásticas nos torneios organizados pela Fifa (Foto: EITAN ABRAMOVICH / AFP)

Desde que assumiu a presidência da Fifa, Gianni Infantino parece estar focado em trazer várias mudanças importantes para os torneios organizados pela entidade. No entanto, todas estas alterações nos modelos de disputa previstos para a Copa do Mundo de 2022 e do Mundial de Clubes a partir de 2021 parecem não ter agradado a Associação de Ligas Europeias de Futebol Profissional (EPFL).

Segundo o presidente da estidade, Lars-Christer Olsson, que representa os clube europeus, o calendário das grandes ligas europeias não está aberto para transformações tão drásticas na temporada. “Nós não estamos preparados para nenhuma mudança no calendário para expansão da Copa do Mundo de 2022”, confirmou o mandatário.

Vale lembrar que a Fifa já confirmou que a Copa do Mundo de 2026 contará com 48 seleções, o que representa um acréscimo de 16 países em relação ao torneio atual. No entanto, o que está previsto para mudar daqui oito anos pode ser antecipado já para a próxima edição, após um pedido feito pela Conmebol. Segundo Infantino, a Fifa irá analisar e caso considerar possível a mudança já no Qatar, confirmará mais países no torneio.

Porém está mudança não faz partes dos planos da EPFL. Isso porque caso seja confirmada a ampliação dos participantes, representaria um torneio de maior duração, consequentemente menos tempo para a temporada europeia, que precisaria ser encurtada.

Outro torneio que está na mira da Fifa para receber alterações é o Mundial de Clubes. A entidade máxima do futebol pretende reformulá-lo para que seja disputado a cada quatro anos, com 24 clubes de todo o planeta, substituindo a sua versão atual e a Copa das Confederações.

“Também temos muitas ressalvas em relação a essa conversa sobre expandir o Mundial de Clubes”, declarou Lars-Christer Olsson. “A Fifa parece estar em busca de expansão. Mas é hora das pessoas pensarem nos atletas. Eles precisam de tempo para descansar. Não pode ser apenas o dinheiro decidindo como o futebol deveria ser organizado”, completou.



O Brasil é o grande protagonista quando se trata do consumo e coleção do álbum de figurinhas da Copa do Mundo. Dentre as 92 nações em que o objeto é comercializado, o país é o que mais vende a peça: a quantidade é maior que o dobro da segunda colocada, a Alemanha.

São produzidos cerca de oito milhões de envelopes por dia. Considerando que cada “pacotinho” contém cinco figurinhas, são 40 milhões de cromos fabricados por dia. E o ritmo de produção deve persistir até as datas próximas do Mundial na Rússia.

O presidente da Panini Brasil, fabricante do álbum, José Eduardo Martins, destacou o papel que a atividade tem na antecipação e preparação dos fãs de futebol antes da Copa do Mundo. “É inspirador saber que esse entusiasmo emociona fãs de futebol e colecionadores do Brasil inteiro. Sabemos que as pessoas aguardam ansiosamente o lançamento do álbum oficial, que já virou tradição em todos os anos de Copa do Mundo. O maior evento de futebol do planeta começa quando lançamos o álbum. Ele já faz parte da tradição do nosso país”, afirmou.

Antônio Sérgio, o Serginho, de 63 anos, mostra que a cultura de colecionar álbuns de figurinhas inclui, mas vai muito além da Copa do Mundo. Em contato exclusivo com a Gazeta Esportiva, o colecionador cita sua paixão por fotografia, futebol e os álbuns para justificar seu imenso acervo histórico.

“Gosto de colecionar. Meu foco principal é futebol, mas tenho de tudo aqui. Tenho álbum da Sandy & Junior, Zezé di Camargo & Luciano. Gosto muito do apanhado da história. Tenho até do Backstreet Boys (risos), um do Harry Potter”, explicou.

Com relação aos mundiais de futebol, a relação de Serginho com tal cultura recomeçou de 1990, depois que um roubo o fez perder parte de sua coleção. A partir do evento na Itália, a paixão do colecionador voltou a estar presente, a tal ponto que agora é difícil medir a real quantidade de álbuns em sua residência. Igualmente, o valor simbólico de todos eles não pode ser estimado.

“Da Copa, comecei a partir da (edição) de 1990. Tenho todos os álbuns, que saíram aqui no Brasil, completos: da Copa do Mundo, do Campeonato Brasileiro, da Liga dos Campeões, tudo lançado de futebol eu tenho aqui completo”, afirmou.

“É meio difícil de coordenar tudo, mas acredito que tenho perto de 800 (álbuns) completos e mais uns 200 sem completar”, constatou o colecionador.

Não sei quanto eles valem (risos). Única coisa que eu sei é que, se você me desse 50 mil reais em toda a coleção, eu não vendia

Serginho também lembrou as maiores loucuras que cometeu em sua vida de colecionador: chegou a pagar caro em um raro álbum de Pelé e esperar 11 anos para completar uma coleção do Brasileirão.

Já paguei dois mil reais em um álbum do Pelé

“Ele tem dois álbuns antigos, um você acha mais barato, mas sem estar completo e em mau estado. Tenho outro dele, de capa dura, na faixa de quatro mil, quatro mil e quinhentos reais. Tenho ‘completinho’ aqui”, disse.

“No Campeonato Brasileiro de 2001, lançaram uma série de figurinhas holográficas, e ficaram faltando umas quatro ou cinco. Na época, a gente pedia para a Panini e conseguia, só que essas esgotaram até mesmo na editora. Só fui arrumar as últimas 11 anos depois, em 2012, e ainda paguei 100 reais por cada uma”, completou.

Por fim, o colecionador de 63 anos não conseguiu relembrar os jogadores históricos que realizavam a mesma prática, mas citou um caso curioso envolvendo um atleta de outra modalidade.

“Trabalhei com muitos ex-jogadores. De figurinhas, não lembro de nenhum colecionar”, finalizou.

Mas na época da Copa do Mundo de 2002, se não me engano, o judoca Henrique Guimarães, do Centro Olímpico, trocou figurinhas de futebol comigo

A cultura de se colecionar o álbum de figurinhas da Copa do Mundo vai dos mais jovens até os mais velhos, no Brasil e no exterior. Além do objeto em si, o que une todo o público é, também, a paixão pelas curiosidades dos jogadores que os cromos carregam. Por isso, confira aqui uma galeria contendo algumas informações curiosas sobre os atletas do Mundial de 2018, na Rússia:

(Crédito da foto destacada: Reprodução/Twitter oficial/Panini America)




Casa dos Reds abrigará penúltimo amistoso da Seleção antes da Copa (Foto: Divulgação/Liverpool)

Anfield Road. O lendário estádio do Liverpool, na Inglaterra, será o palco do penúltimo amistoso da Seleção Brasileira antes da Copa do Mundo deste ano, na Rússia. A partida será disputada no dia 3 de junho, um domingo, às 11h00 (horário de Brasília).

O anúncio oficial foi feito pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol) nesta segunda-feira. Exatamente uma semana depois do duelo, no dia 10 de junho, os comandados do técnico Tite enfrentarão a Áustria, em Viena, também às 11h00. Os austríacos serão os últimos adversários do Brasil antes da disputa do Mundial.

A lista de convocados para ambos os confrontos, que também valerá como selecionado oficial da Seleção para o principal torneio de futebol do mundo, será divulgada de maneira final no dia 14 de maio, uma segunda-feira.

A equipe de Tite começa os treinos com o Mundial em vista uma semana depois, no dia 21, na Granja Comary, centro de treinamentos da Seleção Brasileira.



Ainda não há diagnóstico exato, mas a suspeita é a de fratura no tornozelo esquerdo (Foto: Guido Kirchner/AFP)

No último domingo, durante a derrota do Borussia Dortmund para o Schalke 04 pelo placar de 2 a 0, o belga Michy Batshuayi deixou o campo com uma lesão no tornozelo esquerdo. Ainda não há um diagnóstico exato, mas a suspeita é de que tenha ocorrido uma fratura. A contusão ocorreu no final da partida, após choque com o volante Stambouli.

Emprestado pelo Chelsea, o atacante não terá tempo de se recuperar e voltar a atuar pelo clube aurinegro, e a sua presença na Copa do Mundo da Rússia ainda é incerta.

“Não é uma boa notícia no momento. Minha temporada provavelmente acabou e não conseguirei devolver ao Borussia Dortmund a confiança em mim…Obrigado por todo a apoio que tenho recebido desde ontem (domingo). Desejo aos meus companheiros de time o melhor nestes dias finais da temporada. Vejo vocês em breve”, declarou o jogador.

Batshuayi chegou ao Borussia no final de janeiro, e em 13 partidas disputadas, marcou nove gols. Pela seleção belga, entrou em campo 14 vezes e anotou seis tentos.



Craque da Seleção Brasileira comentou sobre a sua recuperação (Foto: Nelson Almeida/AFP)

Na noite do último sábado, foi ao ar uma entrevista que Neymar deu à TV Globo, em que o jogador fala sobretudo sobre a recuperação da cirurgia no quinto metatarso do pé direito. Perguntado sobre o prazo de retorno aos gramados, o camisa 10 do Paris Saint-Germain disse que deve ficar fora por mais cerca de um mês.

“Falta um ‘mesinho’ ainda, um mês e pouco…Mas estou progredindo bem, (a lesão) está se consolidando bem, então está tudo dentro dos conformes”, disse.

Sobre possíveis dores, o jogador garantiu não estar sentindo nada, e afirmou estar seguindo bem o tratamento.

“Não sinto dor nenhuma. Estou pisando pouco a pouco. Ainda não posso pisar totalmente sem a bota, é claro. Mas estou fazendo os tratamentos, estou treinando na academia já, estou me preparando bem”, assegurou.

Além disso, Neymar contou uma história sobre os seus tempos de Barcelona envolvendo Messi.

“No meu primeiro ano de Barcelona, eu estava em um momento muito ruim de adaptação, jogando mal. Em um certo momento de um jogo, eu estava triste porque não tinha feito um primeiro tempo bom. O Messi viu que eu estava completamente cabisbaixo, chegou do meu lado e falou: ‘Você tem que ser você, seja como você era no Santos, joga teu futebol, não precisa ficar intimidado porque eu estou aqui'”, revelou.

Para finalizar, o atacante da Seleção Brasileira comentou o atrito que teve com Cavani no PSG devido a preferência pelas cobranças de pênalti.

“Se fala mais do que é, na verdade. Claro que a gente teve um certo atrito, mas resolvemos isso logo após. Três dias depois, a gente sentou e conversou. Somos dois grandes jogadores, mas também somos homens e tínhamos que resolver isso no pessoal, sem contar para ninguém”, completou.



Este prêmio não é só meu, simplesmente estava ali representando a todos que fazem parte desta homenagem, minha família, os funcionários do @institutoneymarjr e principalmente as crianças. Que honra, me sinto muito feliz e muito orgulhoso de estar ajudando de alguma forma meu país!!! Obrigado a todos da família @amfar pelo carinho, a noite estava incrível! #BeEpic

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Neymar foi homenageado pelo trabalho do Instituto Neymar Jr. Durante o baile de gala da amfAR, na noite da última sexta-feira. O evento beneficente tinha como objetivo angariar recursos para financiar pesquisar para o combate ao vírus HIV.

Em sua conta no Instagram, o atacante agradeceu pela homenagem e se mostrou contente em ajudar o seu País.

“Esse prêmio não é só meu, simplesmente estava ali representando a todos que fazem parte desta homenagem, minha família, os funcionários do Instituto Neymar Jr. E, principalmente, as crianças. Que honra, me sinto muito feliz e muito orgulhoso de estar ajudando de alguma forma meu país! Obrigado a todos da família amfAR pelo carinho, a noite estava incrível”, escreveu.

No evento, uma noite de pôquer com Neymar e seus amigos foi leiloada para ajudar as pesquisas. A fashionista Marina Morena arrematou o prêmio com o valor de R$ 137 mil.

O jogador do Paris Saint-Germain também participou do leilão ao comprar um par de brincos para Bruna Marquezine por R$ 102 mil.



Estádio Rostov on Don foi construído especialmente para a Copa do Mundo (Foto: Divulgação)

Em busca do hexacampeonato, a Seleção Brasileira disputa sua primeira partida na Copa do Mundo da Rússia no Estádio de Rostov on Don. A arena será inaugurada oficialmente às 13 horas (de Brasília) deste domingo, com um jogo entre o time da casa e o SKA Khabarovsk, pelo torneio nacional.

O time comandado por Tite entrará em campo pela Copa do Mundo às 15 horas do próximo dia 17 de junho, contra a Suíça. Dois meses antes, a Fifa entende que o Estádio de Rostov on Don já está pronto, mas a arena ainda precisa de alguns retoques do lado de fora.

O confronto entre Rostov e SKA Khabarovsk, primeiro evento-teste do estádio, será acompanhado por apenas 13 mil torcedores. Nos dias 29 de abril e 13 de maio, nos jogos do time local contra Tosno (30 mil) e Ural (45 mil), a capacidade aumenta gradualmente.

Construído especialmente para a edição de 2018 da Copa do Mundo, o Estádio de Rostov on Don receberá, além do jogo entre Brasil e Suíça, Uruguai x Arábia Saudita, Coreia do Sul x México, Islândia x Croácia e uma partida pelas oitavas de final do torneio.

O técnico Tite divulga a lista final de convocados para a Copa do Mundo da Rússia às 14 horas do próximo dia 14 de maio, na sede da CBF. Nos dois últimos amistosos do Brasil antes do torneio, os adversários serão Croácia (3 de junho) e Áustria (10 de junho).



A umbro decidiu aproveitar o espírito da Copa do Mundo e sua parceria com clubes brasileiros para produzir uma nova alternativa nos uniformes e, de certa forma, ligar os torcedores dos times em questão com as seleções que vestirão roupas produzidas pela marca durante o Mundial da Rússia.

“Nosso time está trabalhando nesse projeto há dois anos. Desde o começo nosso o desejo era criar algo em comum que unisse todos ao redor do futebol. Conseguimos e estamos muito felizes com o resultado”, comentou Eduardo Dal Pogetto, gerente de sports marketing da marca inglesa.

Todas as camisas seguem como padrão na parte frontal o uso de uma arte gráfica em alusão a elementos característicos da nação celebrada, enquanto nas costas sempre terá um pedaço da bandeira do país.
“Não pensamos em fazer apenas uma camisa, mas trazer um conceito novo e que agregue valor para a nossa história, dos times e de cada um dos países. Além de entregar um produto diferenciado para a torcida”, completou Pogetto.

Conheça mais sobre a história de cada camisa e a relação com os clubes, segundo ponto de vista da fabricante:

Chapecoense/Colômbia
A Chapecoense traz para campo a La Pasión, que é o sentimento que motiva a torcida e jogadores para buscar qualquer superação. Indo de Chapecó a Medellin essa camisa representa tudo o que há em comum entre o povo brasileiro e a Colômbia: a paixão pelo futebol e todo respeito e admiração entre as duas nações.

A cor principal do uniforme é o branco, transmitindo assim toda paz e harmonia entre os povos dos dois países. E a camisa ganha um visual arrojado, com detalhes nas cores da bandeira colombiana.

Cruzeiro/Islândia
O Cruzeiro é Blár Víkingur. É a história que une duas colônias. O manto branco que simboliza duas grandes vitórias: do povo que cruzou o Atlântico e desembarcou Brasil adentro, nas Minas Gerais, fundando assim o Cruzeiro e, da Islândia, lugar de Vikings, lutadores e desbravadores que chegaram à terra do gelo, onde fizeram morada.

A camisa contém detalhes em azul e vermelho, acompanhada de uma tradicional gola careca em efeito contrastante, combinando também com os punhos. Nas mangas, é perceptível a estilização embossing com o logo da fornecedora e o nome do clube.

Grêmio/Uruguai
Charrua é o nome da camisa que o Grêmio usará em homenagem ao Uruguai. Divididos por uma fronteira o país vizinho e o time gaúcho têm em comum uma paixão que bate no mesmo compasso ritmado do coração de quem carrega consigo raça, determinação e perseverança em cada jogo.

O time gaúcho recebe uma camisa com suas cores tradicionais, o azul celeste com detalhes em preto e branco, fazendo com que o manto represente bem o apelido do clube, o tricolor. A gola careca e detalhes com embossing mantém o uniforme tradicional com um toque de modernidade.

Avaí/França
Batizada de Lion Bleu a camisa do Avaí faz uma homenagem para a França, unificando seus respectivos apelidos Leão da Ilha e Le Bleus (Os Azuis).

Os uniformes seguem as cores originais do Avaí, no branco e azul, acrescentando também o vermelho. O formato de gola careca utiliza um recorte especial e, na parte frontal do peito, os grafismos seguem o padrão de cores do país homenageado.

Bahia/Rússia
O Bahia relembra o uniforme usado pelo primeiro homem a viajar pelo espaço, nomeando a camisa de SK-1. O estado baiano é um modelo de receptividade a ser seguido pela Rússia, que receberá povos de todas as nações.

Com as cores branca, azul e vermelho, neste manto foram utilizados elementos visuais característicos dos anos 90, década de grandes conquistas para o clube baiano, celebrado com os dizeres “nasceu para vencer” na parte interna da gola, que usa como acabamento o recorte V.

Atlético-PR/Espanha
Um dos maiores fenômenos da natureza El Huracán é o elemento que representa a determinação que carrega em campo o Clube Atlético Paranaense. A Espanha será homenageada pelo Clube paranaense, devido ao fato de a seleção espanhola ter escolhido o Centro Administrativo e Técnico Alfredo Gottardi, o CAT do Caju, para ser sua sede durante a Copa do Mundo de 2014.

Em amarelo e detalhes vermelho, o manto utiliza uma tradicional gola careca e faz uso do efeito visual em embossing com a logo da marca e o nome clube.

Santos/Inglaterra
The Kingdom é o nome do manto que exalta dois reinados: o da terra da rainha (Inglaterra) e o do rei do futebol. A camisa do Santos une os súditos da bola em torno de suas altezas.

Predominantemente azul marinho, o manto contém leves detalhes em branco e vermelho. Na parte interna foram aplicados os dizeres “Super Santos” e uma coroa estilizada, consagrando a união dessas duas nações.

 



Pela primeira vez desde a Copa do Mundo de 1990 na Itália, Diego Forlan assistirá a um Mundial fora de campo, como torcedor. Jogando em Hong Kong, defendendo o Kitchee, o eleito melhor jogador da Copa de 2010 concedeu entrevista ao site da Fifa e não poupou elogios ao técnico Tite e sua seleção.

“Tem duas seleções na minha lista (de favoritas): Alemanha e Brasil. O Brasil está jogando muito bem. Eles têm um ótimo treinador e Neymar está em excelente forma. A maneira como ele vem jogando semana sim, semana não, ele logo estará brigando com Cristiano Ronaldo e Lionel Messi para ser o melhor do mundo. Tite tem jogadores muito bons e ele pode remontar o time, deixando-o muito mais sólido defensivamente. Ele realmente gosta de pensar lá na frente e é muito astuto taticamente. Se as coisas ficarem como estão, eles tem grandes chances”, exaltou.

Forlan foi eleito melhor jogador da Copa de 2010 na África do Sul (Foto: Divulgação)

Perguntado, então, se ele apostaria na Seleção canarinha no caso de uma final contra a Alemanha, Forlan não titubeou. “Claro (que apostaria no Brasil), porque eles são sul-americanos e tenho muito carinho por eles. Meu pai jogou pelo São Paulo por muitos anos, eu joguei no Brasil também e fiz muito amigos lá. Eu preferiria o Brasil, porque eles são vizinhos e seria muito bonito para ele depois da dura derrota que sofreram em 2014”, frisou.

Agora como torcedor, Forlan disse também acreditar que o Uruguai tem potencial para ser líder na competição. “(O objetivo do Uruguai) é desempenhar um papel de liderança, sem dúvidas. O mais importante é passar da fase de grupos, que a parte mais difícil. Às vezes, você começa perdendo o primeiro jogo, o que aconteceu conosco no Brasil, e aí você precisa ganhar para se manter vivo na competição. Não há adversários fáceis, mas o Uruguai tem um time suficientemente bom para estar entre os grandes times. Apesar de sermos um país pequeno, nós sabemos que a maioria dos jogadores que conhecem ou já nos enfrentaram preferem evitar o Uruguai. Ninguém gosta de jogar contra nós, o que é uma ótima sensação”, destacou.

Sobre a ausência de grandes seleções como Itália, Holanda e Chile, o camisa 10 não se disse surpreso. “Não, não fiquei surpreso. Nós ganhamos duas Copas do Mundo e mais Copas América que qualquer um e mesmo assim ficamos de fora algumas vezes. No futebol moderno, todo mundo pode ganhar de todo mundo. A Itália ganhou o título em 2006 e foi eliminada na fase de grupos em 2010 e 2014. Você não ganha as coisas por causa de sua história, da camisa ou dos nomes na escalação. É tudo sobre o aqui e agora”, completou.