Ligas Europeias são contra mudanças na Copa e Mundial de Clubes

São Paulo , SP
17/04/2018 11:17:59

Em: Copa do Mundo, Futebol, Futebol Internacional, Mundial de Clubes
Gianni Infantino quer fazer mudanças drásticas nos torneios organizados pela Fifa (Foto: EITAN ABRAMOVICH / AFP)

Desde que assumiu a presidência da Fifa, Gianni Infantino parece estar focado em trazer várias mudanças importantes para os torneios organizados pela entidade. No entanto, todas estas alterações nos modelos de disputa previstos para a Copa do Mundo de 2022 e do Mundial de Clubes a partir de 2021 parecem não ter agradado a Associação de Ligas Europeias de Futebol Profissional (EPFL).

Segundo o presidente da estidade, Lars-Christer Olsson, que representa os clube europeus, o calendário das grandes ligas europeias não está aberto para transformações tão drásticas na temporada. “Nós não estamos preparados para nenhuma mudança no calendário para expansão da Copa do Mundo de 2022”, confirmou o mandatário.

Vale lembrar que a Fifa já confirmou que a Copa do Mundo de 2026 contará com 48 seleções, o que representa um acréscimo de 16 países em relação ao torneio atual. No entanto, o que está previsto para mudar daqui oito anos pode ser antecipado já para a próxima edição, após um pedido feito pela Conmebol. Segundo Infantino, a Fifa irá analisar e caso considerar possível a mudança já no Qatar, confirmará mais países no torneio.

Porém está mudança não faz partes dos planos da EPFL. Isso porque caso seja confirmada a ampliação dos participantes, representaria um torneio de maior duração, consequentemente menos tempo para a temporada europeia, que precisaria ser encurtada.

Outro torneio que está na mira da Fifa para receber alterações é o Mundial de Clubes. A entidade máxima do futebol pretende reformulá-lo para que seja disputado a cada quatro anos, com 24 clubes de todo o planeta, substituindo a sua versão atual e a Copa das Confederações.

“Também temos muitas ressalvas em relação a essa conversa sobre expandir o Mundial de Clubes”, declarou Lars-Christer Olsson. “A Fifa parece estar em busca de expansão. Mas é hora das pessoas pensarem nos atletas. Eles precisam de tempo para descansar. Não pode ser apenas o dinheiro decidindo como o futebol deveria ser organizado”, completou.