As duas jogadoras de futebol iranianas que pediram asilo em março, durante a Copa da Ásia, declararam nesta sexta-feira (17) que o apoio da Austrália lhes deu esperança de que possam "viver e competir em segurança".
O que aconteceu?
"Compaixão e apoio"
Em um comunicado conjunto, as duas mulheres agradeceram ao governo australiano por lhes ter concedido "proteção humanitária e um refúgio seguro".
"A compaixão e o apoio que nos foram estendidos durante este período difícil nos deram esperança de um futuro no qual possamos viver e competir em segurança", afirmaram. "O apoio de vocês nos fez sentir acolhidas e menos sozinhas enquanto navegamos por este processo de adaptação", acrescentaram.
Elas observaram que são atletas de elite e que seu sonho é continuar suas carreiras esportivas na Austrália. Uma semana após solicitarem asilo, as duas jogadoras foram fotografadas sorrindo e treinando com o clube australiano Brisbane Roar. Desde então, elas não foram mais vistas e estão atualmente em um local não divulgado.
Futuro Incerto
A situação do restante da equipe após seu retorno ao Irã permanece incerta. Repórteres da AFP as flagraram cruzando a fronteira para seu país de origem, vindas da Turquia, a bordo de um ônibus. Elas vestiam o uniforme da seleção nacional e estavam com a cabeça coberta.
Pouco depois, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, escreveu no X que as jogadoras eram "filhas da pátria" e que o Irã "as acolhe de braços abertos". Ele acrescentou que, ao retornarem ao Irã, eles decepcionaram os "inimigos" da República Islâmica e as elogiou por não terem sucumbido "ao engano e à intimidação de elementos anti-iranianos".
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*Conteúdo produzido pela AFP