Há 18 anos no futebol, Roni se ‘desafia’ no mercado: “Nada a reclamar”

Theo Chacon, especial para a GE.Net - São Paulo,SP

08-08-2015 09:50:01

Jogador profissional desde os 20 anos, o atacante Roni foi um dos grandes alvos do mercado de transferências na última década, tendo passado por 15 clubes em 18 anos de carreira. A ‘alta rodagem’ no futebol brasileiro e do exterior parece não tê-lo cansado, já que depois da aposentadoria, o tocantinense tornou-se personagem também fora das quatro linhas, exercendo o papel de empresário.

Dono de uma agencia de consultoria esportiva que leva seu nome, fundada em 2012 – mesmo ano em que deixou os gramados com a camisa da Anapolina -, Roni divide a gerência do negócio com um amigo e parece se empenhar no novo projeto de vida assim como fazia para se livrar da marcação com frieza e definir a gol com precisão, característica inerente a um bom goleador – que neste caso, não liga muito para números. Afirma não saber quantos gols fez.

Criado no Vila Nova, Roni teve passagem marcante pelo Fluminense, disputando a Série C com o Tricolor carioca em 1999, mesmo ano em que integrou a Seleção campeã da Copa América sob o comando de Vanderlei Luxemburgo. Após se destacar em grandes clubes como São Paulo, Atlético-MG, Cruzeiro, Flamengo e Santos, e acumular passagens pelo futebol da Rússia, Japão e Arábia Saudita, o ex-atleta enfrenta o desafio de competir no mercado.

Em 2012, Roni foi diretor do clube goiano Vila Nova (Divulgação/Vila Nova)
Em 2012, Roni foi diretor do clube goiano Vila Nova (Divulgação/Vila Nova)

Assessorando, atualmente, a carreira de 11 atletas, entre eles o zagueiro Ernando (do Internacional) e o atacante Érik, eleito a revelação do Campeonato Brasileiro de 2014 com a camisa do Goiás, Roni quis expandir sua ‘cartilha’ para além dos jogadores. O lado empresarial falou mais alto e a compra de mandos de campo pareceu uma boa estratégia. Neste ano já foram quatro: ASA x Palmeiras, Ponte Preta x Palmeiras, Cruzeiro x Corinthians, Vasco x Flamengo.

A ideia, porém, não é recente. Na época em que era diretor do Vila Nova, Roni precisou conviver com um componente a mais de pressão por ter sido revelado pelo clube e construído uma história como jogador, mas não conseguiu obter sucesso e viu a equipe rebaixada para a terceira divisão nacional. No entanto, foi durante a fase difícil que uma ‘possível solução’ surgiu.

“Apareceram várias pessoas querendo comprar mando do jogo Vila Nova e Vasco na Série B, quando eu ainda era diretor (em 2012). À época foi algo que me interessei. Nesse ano juntei com um amigo que fazia esse tipo de negócio com relação à compra de mando e a gente resolveu trabalhar. Até agora não tenho nada a reclamar”, comentou. “Participar desse mercado de compra e venda de mando é algo arrojado, desafiador”, acrescentou em conversa com a Gazeta Esportiva.

O ganho de bilheteria de R$ 3.700.545,00, somando esses quatro jogos, ajuda a equilibrar a balança, já que a Roni7, além de adiantar o dinheiro ao clube mandante, arca com todos os custos referentes ao deslocamento e à hospedagem. Das quatro oportunidades que teve, em três – válidas pelo Brasileirão – Roni levou o jogo para a Arena Pantanal. “A empresa é responsável por tudo referente ao jogo, o clube não se preocupa com nada. Garantimos todas as despesas do mandante, porque do visitante é responsabilidade da CBF”, explicou.

Além do confronto contra o Palmeiras, o duelo com o Flamengo, marcado para este domingo, também esteve entre os objetivos de Roni. “Ponte x Flamengo estava no meu radar assim como Ponte x Corinthians, mas nada foi proposto. A diretoria preferiu que a equipe jogasse em Campinas até porque o time não estava bem e poderia contar com o apoio da torcida”, comentou, mostrando-se compreensivo com as exigências impostas pelo mercado atual do futebol.

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