COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA
Paolo Guerrero comemora segundo gol do Peru diante da Austrália (Foto: Odd ANDERSEN / AFP)

Nesta terça-feira, milhares de peruanos foram até o estádio Fisht, em Sochi, para acompanharem o último jogo da equipe nacional nesta Copa do Mundo. Mesmo já eliminados, o Peru fez um ótimo jogo e venceu a Austrália por 2 a 0, gols de André Carrillo e Paolo Guerrero. Com isso, o time sul-americano termina em terceiro no Grupo C, enquanto que os australianos, que tinha chance de se classificarem, ficou na lanterna.

O jogo – Precisando da vitória para sonhar com a classificação para as oitavas de final, a Austrália adiantou as linhas já nos primeiros minutos para tentar abrir o marcador. Com bons passes e buscando infiltrações, a equipe incomodava os adversários sul-americanos, porém sem ter chances reais de gol.

No momento em que os australianos mais pressionavam no campo adversário, a torcida peruana saiu de momentos de tensão para alegria total. Durante uma bela jogada pela esquerda, Guerrero protegeu bem a bola, lançou a bola para o meio da área e viu o atacante André Carrillo pegar um belo chute de primeira para acertar o canto do goleiro Ryan e abrir o marcador a favor do Peru. Esse foi o primeiro gol da equipe no Mundial de 2018.

Com o gol, os peruanos ficaram ainda mais postados na defesa, esperando mais um contra-ataque para ficarem ainda mais perto da vitória. Aos 24 minutos, Guerrero apareceu novamente e cabeceou muito perto do gol, assustando o arqueiro australiano e ficando muito perto de ampliar o placar.

Depois de mais um susto, os australianos tiveram sua melhor chance de gol. O atacante Rogic recebeu na intermediária, driblou três defensores peruanos e ficou na cara do goleiro Gallese, porém não teve a mesma inspiração na hora do chute e mandou em cima do arqueiro sul-americano.

O fim do primeiro tempo foi marcado por muita marcação pelo lado do Peru, buscando atacar os adversários apenas quando os espaços apareciam, e muita movimentação ofensiva pelo lado da Austrália, que não apenas ficava fora das oitavas de final com esse resultado, como terminava na lanterna do Grupo C.

Na volta do intervalo, os peruanos continuaram com a mesma estratégia que deu certo no primeiro tempo, com contra-ataques rápidos e incisivos, e, com quatro minutos, a tática deu novamente certo. Em bela tabela de Cueva e Trauco, Guerrero recebeu a bola, girou em cima do zagueiro e marcou um belo gol, com um chute cruzado, ampliando sua marca como maior artilheiro da história do Peru.

Com o placar ainda pior do que o da primeira etapa, a Austrália não tinha outra opção senão avançar ainda mais suas linhas para tentar, o quanto antes, diminuir o prejuízo. Aos 14 minutos, o experiente atacante Tim Cahill quase marcou em tentativa de voleio no meio da área e, aos 21 minutos, Arzani (jogador mais jovem da Copa do Mundo), também desperdiçou boa oportunidade.

Aos 35 minutos, o Peru ficou muito perto de fazer o terceiro, já que Édison Flores aproveitou a bola deixada por Guerrero e mandou na trave do goleiro Ryan. Pouco depois, os peruanos perceberam que o árbitro já tinha marcado impedimento. Por fim, vitória por 2 a 0 e saída digna da Copa do Mundo.

FICHA TÉCNICA
AUSTRÁLIA 0 X 2 PERU

Local: Estádio Fisht, em Sochi, Rússia
Data: 26 de junho de 2018 (Terça-feira)
Horário: 11h(de Brasília)
Árbitro: Sergei Karasev (RUS)
Auxiliares: Anton Averianov (RUS) e Tikhon Kalugin (RUS)
Público: 44,073 presentes
Cartões amarelos: Jedinak (9’/1ºT), Arzani (14’/2ºT), Rogic (20’/2ºT), Milligan (42’/2ºT) (AUS), Yotún (44’/1ºT), Hurtado (33’/2ºT) (PER)
Cartões vermelhos:
Gols: Carillo (18’/1ºT) (0-1), Guerrero (5’/2ºT) (0-2)

AUSTRÁLIA: Ryan; Risdon, Sainsbury, Milligan e Behich; Mody, Leckie, Jedinak, Rogic(Irvine),, Kruse(Arzani); Juric (Cahill)
Técnico: Bert van Marwijk

PERU: Gallese; Advíncula, Ramos, Santamaría e Trauco; Tapia (Hurtado),Yotún (Aquino), Carillo (Cartagena) Cueva e Flores; Guerrero
Técnico: Ricardo Gareca

 

 



A Copa do Mundo da Rússia amargou o seu primeiro empate sem gols durante a tarde desta terça-feira, em Moscou. Em jogo morno, disputado no Estádio Luzhniki, a França teve o domínio da posse de bola, mas trocou passes sem objetivo e parou na forte marcação da Dinamarca, que até insinuou atacar no segundo tempo, mas não se abriu o suficiente para vazar a defesa adversária.

Embora vaiado pela torcida, o resultado foi conveniente para ambas as equipes. A França chegou aos sete pontos e terminou a primeira fase como líder do Grupo C. Já a Dinamarca se classificou como segunda colocada, com cinco pontos. No outro jogo da chave, o Peru acabou com as esperanças da Austrália ao vencer por 2 a 0.

Nas oitavas de final da Copa do Mundo, a França enfrentará a Argentina, segunda colocada do Grupo D, enquanto a Dinamarca medirá forças com a líder Croácia. As partidas estão marcadas, respectivamente, para sábado, às 11 horas (de Brasília), em Kazan, e domingo, às 15 horas, em Nizhny Novgorod.

O Jogo – Já classificada, a França foi a campo com seis desfalques. Os meias Matuidi e Pogba, pendurados com cartão amarelo, foram preservados pelo técnico Didier Deschamps. Assim como o goleiro Lloris, o lateral direito Pavard, o zagueiro Umtiti e o atacante Mbappé. Estes, contudo, por desgaste físico.

Empurrada pela maior parte da torcida no Estádio Luzhniki, a Dinamarca começou esboçando uma pressão. Os nórdicos tentaram explorar o lado esquerda da defesa francesa, que, bem postada, neutralizou os ataques iniciais.

Aos poucos, com a posse de bola, a França foi tomando o controle da partida. Aos 15 minutos, após uma longa troca de passes, Hernández invadiu a área e tabelou com Giroud, que bateu de esquerda, exigindo a primeira defesa do goleiro Schmeichel.

Os comandados de Deschamps tentaram furar o bloqueio adversário com chutes de fora da área. Em um deles, Dembélé assustou o arqueiro. Em outro, Schmeichel agarrou o arremate de Griezmann sem dificuldade. A Dinamarca chegou com algum perigo em um contra-ataque, mas Eriksen foi travado na hora do chute.

Arte: AFP

A panorama se manteve o mesmo no início da etapa complementar. A França voltou do intervalo apostando na troca de passes, enquanto a Dinamarca buscava os contra-ataques para surpreender. Os nórdicos, no entanto, foram se soltando. Aos 13 minutos, após boa trama pela esquerda, Eriksen bateu de longe e assustou o goleiro Mandanda.

A França respondeu aos 24 minutos. Fekir, que havia acabado de entrar no lugar do apagado Griezmann, tabelou com Lemar e arriscou da entrada da área. A bola passou perto da trave direita de Schmeichel, mas bateu na rede pelo lado de fora.

Deschamps deu sua última cartada ao promover a entrada de Mbappé na vaga de Dembélé. Em sua primeira ação na partida, o atacante fez jogada individual e deixou para Fekir, que bateu colocado de fora da área. Schmeichel, antento, se esticou para praticar a defesa. Nos minutos finais, os “Bleus” insinuaram pressionar, mas o esforço não foi o suficiente para tirar o zero do placar.

FICHA TÉCNICA
DINAMARCA 0 X 0 FRANÇA

Local: Estádio Luzhniki, em Moscou (Rússia)
Data: 26 de junho de 2018 (Terça-feira)
Horário: 11h(de Brasília)
Árbitro: Sandro Meira Ricci (Brasil)
Assistentes: Emerson de Carvalho (Brasil) e Marcelo Van Gasse (Brasil)
Cartão Amarelo: Jorgensen (Dinamarca)
Cartão Vermelho: –
Gol: –

DINAMARCA: Kasper Schmeichel; Simon Kjaer, Andreas Christensen e Mathias Jorgensen; Henrik Dalsgaard, Thomas Delaney (Lukas Lerager), Christian Eriksen e Jens Stryger Larsen; Martin Braithwaite, Andreas Cornelius (Kasper Dolberg) e Pione Sisto (Viktor Fischer)
Técnico: Age Hareide

FRANÇA: Steve Mandanda; Djibril Sidibé, Raphael Varane, Presnel Kimpembe e Lucas Hernandez (Benjamin Mendy); N’Golo Kanté, Steven N’Zonzi e Thomás Lemar; Ousmane Dembélé (Kylian Mbappé), Olivier Giroud e Antoine Griezmann (Nabil Fekir)
Técnico: Didier Deschamps



O técnico Tite optou por não fazer mudanças em sua equipe para o confronto decisivo com a Sérvia, marcado para esta quarta-feira, às 15h (de Brasilia), em Moscou. Embora Willian tenha atuado abaixo do que pode render nos dois primeiros jogos deste Mundial, o comandante do time canarinho deu um voto de confiança ao atleta e manteve a equipe que enfrentou a Costa Rica na última rodada.

Desta maneira, o Brasil entrará em campo para decidir seu futuro na Copa do Mundo com Alisson; Fagner, Thiago Silva, Miranda e Marcelo; Casemiro; Willian, Paulinho, Coutinho e Neymar; Gabriel Jesus.

Uma das justificativa para que Tite promovesse mudanças no time titular era de que o lado direito está um tanto quanto desequilibrado, uma vez que a maioria das jogadas da Seleção são construídas pela esquerda, onde Coutinho, Marcelo e Neymar, os três jogadores mais habilidosos da Seleção, costumam fazer triangulações.

Pela direita, Daniel Alves costumava apoiar bem o ataque, porém, com a lesão do lateral e o deslocamento de Coutinho para o meio por conta da entrada de Willian no time titular, Paulinho perdeu presença ofensiva e não vem infiltrando tanto para aparecer como “elemento surpresa” no campo adversário, o que é considerado sua principal característica.

“Eles [Paulinho e Willian] têm condições de crescer como a equipe crescer no segundo tempo. A equipe vai se consolidando. Olha a trajetória do Willian e do Paulinho, olha o quanto eles foram consistentes e decisivos. Como posso desconsiderar isso? Dá para esquecer o jogo do Paulinho contra o Uruguai? Eles construíram isso durante os 23 jogos”, disse Tite ao justificar sua escolha pela mesma escalação.

Cléber Xavier, auxiliar técnico de Tite na Seleção Brasileira, corroborou o discurso do treinador, confiante de que dar sequência aos jogadores é a melhor maneira de fazer o time evoluir dentro da competição.

“A gente sabe o que temos em mãos, do que precisamos, mas não podemos ficar trocando. É uma ideia que sempre se tem, sempre o melhor é o que não está. Temos características diferentes, mudamos o desenho da equipe, esse desenho está em evolução. Sabemos das possibilidades de troca que temos”, completou.



O técnico Tite procurou blindar Neymar da avalanche de críticas que o craque tem recebido desde que se iniciou a disputa da Copa do Mundo. Tido como um jogador que a todo o momento simula faltas para o seu benefício e na tentativa de desestabilizar seus adversários, o camisa 10 foi defendido pelo treinador da Seleção Brasileira.

Até mesmo nomes importantes do futebol mundial reprovaram a postura de Neymar dentro de campo. Eric Cantona chegou a pedir para que o jogador parasse de trapacear. Mais recentemente, foi a vez de Fabio Capello, ex-técnico do Milan, Real Madrid e seleção inglesa, dizer que o comportamento do atacante do Paris Saint-Germain precisava ser corrigido.

“Capello, para ti, de técnico para técnico: foi pênalti, tá? Foi pênalti! Só. O árbitro estava a cinco metros de distância”, pontuou Tite antes de comentar sobre o nível que Neymar se encontra atualmente após a lesão que o deixou de fora dos gramados por três meses.

“O Neymar só está nesse estágio de recuperação porque ele é um jogador fora dos padrões normais. Caso contrário, não estaria nesse nível de agora. Não vim aqui para defender ninguém, tanto é que quando ele foi muito bem contra a Croácia pedi calma. Se vocês pegarem o mapa de calor dele no jogo contra a Suíça e contra a Costa Rica, as jogadas tanto por fora, quanto por dentro aumentaram consideravelmente”, prosseguiu Tite.

Por fim, o treinador da Seleção Brasileira evitou associar o choro de seu jogador com um suposto desequilíbrio emocional. Tite usou um exemplo próprio, relembrando o início de sua trajetória à frente do time canarinho, para minimizar as reações de Neymar após o fim do tenso confronto com a Costa Rica.

“No primeiro jogo contra o Equador, o Tite chorou. O Tite chorou. Quando liguei para a minha esposa, chorei de alegria, de satisfação, de prazer, de orgulho pelo fato de a gente ter feito um grande jogo em um momento de extrema pressão. Tenho muito cuidado em associar situações, estou mostrando o outro lado, o lado de quem é técnico e também tem emoções”, comentou.

“Há o momento do gelo, da calma, de manter o padrão. O que é manter o padrão? É fazer o gol aos 90 minutos do segundo tempo do jeito que a equipe está acostumada a jogar. A produção, principalmente no segundo tempo, nesse quesito emocional, me deixa muito contente. A equipe não abriu mão da sua ideia”, concluiu.




Seguindo com o rodízio dos capitães da Seleção Brasileira, o técnico Tite definiu o zagueiro Miranda como o dono da faixa para o confronto decisivo contra a Sérvia na próxima quarta-feira. Esta será a quarta vez que o defensor ostentará o cargo desde o início da “era Tite”.

A primeira vez que a faixa foi utilizada pelo jogador da Inter de Milão aconteceu logo na estreia do treinador pela Seleção, diante do Equador pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo. Ainda pelo qualificatório, Miranda foi o capitão na goleada sobre o Uruguai, em Montevidéu. A última vez aconteceu recentemente, no último amistoso antes do início da Copa do Mundo.

Miranda assume a faixa de capitão pela quarta vez na era Tite (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

Questionado se o fato de ser escolhido agora como capitão poderia significar uma certeza de que não será o dono da faixa numa eventual final, Miranda relevou. “Fico feliz em mais uma vez representar todo o grupo de capitães, todo o grupo da seleção brasileira. Se eu chegar à final e ganhar, posso ser capitão ou não, minha felicidade vai ser imensa, sendo ou não capitão”, avaliou o camisa 3, que foi elogiado por Tite por essa resposta.

Anteriormente a faixa já havia sido utilizada pelo lateral esquerdo Marcelo, na estreia contra a Suíça, e por Thiago Silva, na vitória sobre a Costa Rica pela segunda rodada da fase de grupos. Vale lembrar que com esta nova oportunidade, Miranda iguala Daniel Alves, fora da Copa por lesão, no número de vezes que utilizou a faixa de capitão com Tite.

A Seleção Brasileira enfrenta a Sérvia nesta quarta-feira, às 15h (de Brasília), em Moscou, precisando apenas de um empate para carimbar a sua vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo. No mesmo horário, a Suíça encara a Costa Rica pela definição do Grupo E.




Inglaterra parece não fazer questão em terminar a fase de grupos em primeiro lugar (Foto: PAUL ELLIS/AFP)

Inglaterra e Bélgica se enfrentam na próxima quinta-feira para definir quem avançará às oitavas de final da Copa do Mundo na liderança do Grupo G. Os belgas, que já haviam indicado um time alternativo na última rodada da chave, deverão enfrentar uma seleção inglesa diferente, uma vez que o técnico Gareth Southgate também planeja poupar alguns de seus atletas.

Harry Kane é a principal preocupação do treinador inglês. O atacante já balançou as redes cinco vezes neste Mundial e está na corrida pela artilharia do torneio. Justamente por isso, o jogador do Tottenham espera ser escalado contra a Bélgica, mas Gareth Southgate parece um tanto quanto reticente em relação à essa possibilidade.

“Ele ultrapassou alguns dos grandes nomes do futebol inglês em número de gols marcados em uma Copa do Mundo. Isso o faz se sentir extremamente orgulhoso, mas ele também sabe que a coisa mais importante é a equipe e nós temos que tomar decisões que são certas para a equipe”, disse o treinador da seleção inglesa.

Desta maneira, Jamie Vardy, atacante do Leicester, poderia iniciar como titular na partida da próxima quinta-feira em Kaliningrado. Jogadores em outros setores também estão especulados para iniciarem seu primeiro jogo entre os 11 iniciais pelo bom desempenho nos treinamentos, como Fabian Delph, do Manchester City, e Danny Rose, do Tottenham.

“Há outros quatro ou cinco jogadores que eu gostaria de colocar em campo pela mesma razão [bom desempenho nos treinos]. Equilibrar essa questão com alguns jogadores mais jovens foi uma decisão difícil. Tenho que pensar em tudo isso, competição por vagas, jogadores que precisam de alguns minutos em campo e manter a união do time”, completou Gareth Southgate.



Raí critica pressão exacerbada em cima de Neymar e indica outros jogadores importantes da Seleção (Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)

“Às vezes tenho a impressão de que Neymar é um extraterrestre, mas não, é um ser humano”. Quem disse isso foi ninguém mais ninguém menos que Raí, ex-jogador, campeão mundial com a Seleção Brasileira em 1994 e agora diretor esportivo do São Paulo, onde é considerado um dos maiores ídolos.

Em entrevista à AFP, Raí afirmou que Brasil tem grandes chances de confirmar o favoritismo da Copa diante da Sérvia, que Neymar sofre uma pressão desumana e que a equipe tem outros jogadores, como Coutinho, Firmino e Marcelo, que devem atuar juntos para que a Seleção chegue ao título. Confira alguns trechos importantes.

Nervosismo e favoritismo

“O Brasil tem uma grande equipe, sobre isto não há dúvida. Estava um pouco tenso na primeira partida (1-1 com a Suíça). Foi melhor na segunda (2-0 sobre a Costa Rica), mas acredito que a equipe começa a relaxar e está mais livre para mostrar todo seu talento e suas capacidades. Se continuarmos assim (contra a Sérvia, na quarta-feira), isto pode confirmar que o Brasil é um dos  favoritos ao título”.

Dependência de Neymar

“Para ser campeão do mundo, a equipe não deve depender apenas de Neymar. O  time tem Coutinho, Willian, Firmino, para não falar de Marcelo, que são jogadores de nível muito alto. Se queremos ser campeões do mundo precisamos que estes jogadores também sejam importantes”.

Pressão desumana

“No limite do desumano (a cobrança em cima de Neymar). É uma pressão incrível. Mas o que vai fazer com que supere esta pressão é o elemento coletivo. Se o Brasil jogar bem, será muito mais fácil para ele suportar a pressão e mostrar seu talento”.

Palavra do craque: quem mais impressionou até agora

“A equipe que até agora demonstrou mais confiança é a Bélgica, mas acredito que no momento das quartas de final, das semifinais, a experiência também conta. A experiência de chegar ao momento de vencer o Mundial. Os brasileiros, por exemplo, estão acostumados a isto. A Bélgica é, no momento, uma grande equipe, mas não sei se vai chegar à final ou não”.



Óscar Ramírez tem sofrido ameaças após a eliminação precoce da Costa Rica do Mundial, mas diz que pretende ficar até, pelo menos, o Mundial do Catar, em 2022 (Foto: Christophe Simon/AFP)

A Costa Rica faz parte do Grupo E da Copa do Mundo, junto de Brasil, Sérvia e Suíça. Na campanha, duas derrotas culminaram com sua precoce eliminação da competição, diferente do que foi visto em 2014, quando chegou às quartas de final sob comando de Jorge Luis Pinto. Por conta disso, seu técnico, Óscar Ramírez, tem sofrido ameaças nas redes sociais, mas confessou a um amigo que não deixará o comando da equipe.

“Nem por um minuto passou pela minha cabeça sair, nunca. Estou indo adiante. Na verdade, ainda não sei o que vai acontecer, mas estou ansioso para continuar aqui. Não vou recuar, tenho coragem”, segundo o jornal La Nación, afirmando, ainda, o desejo de ficar até a Copa do Catar, em 2022, para uma “revanche de resultados”.

As ameaças atingiam, principalmente, sua maneira de conduzir a equipe e seu perfil de liderança e começaram após uma página de humor negro propor uma recepção violenta ao treinador e aos jogadores em sua volta para a Costa Rica, após o término da fase de grupos. A adesão foi grande. Logo depois, as mensagens foram apagadas.

Na próxima quarta-feira, a Costa Rica cumpre tabela frente a Suíça, que sonha com a vitória para atingir a liderança, que atualmente está com a Seleção Brasileira. A equipe de Tite, entretanto, enfrentará a Sérvia e também precisa da vitória para ser classificado para a próxima fase.