Preocupada em deter a violência nos estádios de futebol ao redor da Europa, a Uefa tomou a frente das investigações e resolveu marcar para 19 de março o julgamento da torcida do Feyenoord, responsável por atos racistas no jogo contra a Roma, na última semana, válido pela Liga Europa. Na ocasião, os holandeses jogaram uma banana inflável em campo para provocar o marfinense Gervinho, que utilizou de seus recursos para responder com o gol que deu a classificação aos italianos.
A banana inflável não transmite, em si, nenhuma ofensa racista. Inclusive, o objeto tornou-se presença constante nos estádios da Europa a partir da década de 1980, quando torcedores do Manchester City começaram a levar não só bananas, mas objetos infláveis em geral, ao estádio como parte do espetáculo. O tom de brincadeira, porém, deixou de existir a partir do momento em que o objeto foi atirado ao campo na direção de Gervinho.
As provocações e contravenções da torcida holandesa, porém, não se limitaram só às arquibancadas do estádio De Kuip. Na partida de ida na capital italiana, um grupo de torcedores do Feyenoord depredou boa parte da estrutura da Praça de Espanha, cartão postal de Roma e ponto de encontro marcado pelos holandeses para irem ao estádio Olímpico. Na oportunidade, diversos torcedores holandeses foram presos e o prefeito da cidade chegou a exigir o ressarcimento dos estragos.
A batalha campal contra a Polícia Militar da Itália e a depredação dos espaços públicos em Roma, porém, não serão questões abordadas na pauta de 19 de março. Caberá à Comissão de Controle e Disciplina decidir a sanção que será aplicada ao Feyenoord pela conduta completamente destemperada de seus torcedores. Dependendo do parecer da Uefa, o clube holandês poderá ser expulso de competições europeias durante um ano, além de ter seu estádio interditado por uma série de jogos.
