Temendo investigação, Blatter e Valcke buscam advogados nos EUA

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De acordo com informações das agências de notícias, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, e o secretário-geral da entidade, Jérôme Valcke contrataram o serviço de dois advogados norte-americanos temendo pelas consequências das investigações que, a cada semana, aprofundam-se quanto aos esquemas de corrupção.

Enquanto Blatter contratou o ex-promotor dos Estados Unidos, Richard Cullen, para sua defesa, Valcke recorreu aos serviços de Berry Barke, de Nova York para os respaldarem mediante as acusações. Desde o dia 27 de maio, quando foi deflagrado o escândalo de corrupção na Fifa, as investigações da Justiça norte-americana, em parceria com a polícia suíça, só se intensificam.

Na última quarta-feira, os policiais suíços identificaram 53 ações e 104 movimentações suspeitas ao fazer uma varredura nos sistemas bancários para desvendar possíveis subornos e lavagens de verba em meio à escolha das sedes das Copas do Mundo de 2018 e 2022. O procurador-geral suíço, Michel Lauber, garantiu que tanto Blatter quanto Valcke serão ouvidos se houver necessidade.

No radar da Justiça Suíça, Blatter contrata advogado nos Estados Unidos, assim como Jérôme Valcke

No radar da Justiça Suíça, Blatter contrata advogado nos Estados Unidos, assim como Jérôme Valcke - Credito: Divulgação

A Justiça Suíça ainda está em fase de apurar as evidências das irregularidades. O passo seguinte da investigação seria baseado no cruzamento dos dados para tentar comprovar possíveis irregularidades. Após a prisão de sete dirigentes ligados à Fifa há três semanas, o cerco parece estar se fechando cada vez mais sob a cúpula do futebol mundial.

Mesmo que ainda não tenha sido apontado como participante em nenhum esquema, Blatter abriu mão de exercer o quinto mandato na presidência da Fifa dois dias após sua reeleição, e seguirá no cargo até dezembro, quando acontecerão novas eleições. Já Valcke é suspeito de suborno em troca de votos para que a Àfrica do Sul sediasse a Copa em 2010. Especula-se que o valor desviado seja de 10 milhões de dólares (cerca de R$ 30 mi).

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