Derrotado no segundo turno das últimas eleições da Fifa, o príncipe da Jordânia, Ali bin al-Hussein, voltou a falar sobre as polêmicas da entidade. Ele afirmou que o atual presidente, Joseph Blatter, deve deixar o cargo o mais rápido possível para a realização de uma reforma independente. Além disso, revelou que não apoiará Michel Platini e manteve o mistério sobre uma nova candidatura.
“A reforma precisa ser feita com um novo presidente, não dá para ser feita num período de tempo tão curto. É necessário ter uma força-tarefa real e independente que venha e ajude a implementar soluções. Ninguém envolvido no caso deve ficar, têm que assumir a reponsabilidade pelo que fizeram e se afastar. Precisamos de sangue novo. Blatter tem que sair”, afirmou em entrevista à AFP.
Embora Blatter tenha renunciado, o mandatário enfatizou que deixará o cargo apenas no início de 2016, sendo as novas eleições marcadas para 26 de fevereiro. Michel Platini, atual presidente da Uefa, é considerado o candidato favorito para vencer o pleito, o que não é visto com bons olhos pelo príncipe.
“As práticas de bastidores e combinação de resultados têm que acabar. Respeito muito Platini como jogador e presidente da Uefa. Trabalhei com ele, concordamos em alguns pontos, mas discordamos em outros. Nada pessoal, mas não acho que ele seja a pessoa certa para liderar as mudanças. É preciso gente jovem, e ele tem sido parte do sistema atual”, explicou.
Ali bin al-Hussein ainda afirmou que não decidiu sobre uma nova candidatura às eleições. “Agora estou só conversando com colegas, tomando opiniões e vendo qual o destino que eles querem para as coisas. A questão não é sobre quem será o presidente, mas sim sobre ter as pessoas certas para fazer o trabalho”, concluiu.