Presidente da Federação Chilena será testemunha sobre escândalos da Fifa

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Serdio Jadue irá ajudar FBI nas investigações sobre escândalos de corrupção (Foto: VLADIMIR RODAS/AFP)
Serdio Jadue irá ajudar FBI nas investigações sobre escândalos de corrupção (Foto: VLADIMIR RODAS/AFP)

Serdio Jadue irá ajudar FBI nas investigações sobre escândalos de corrupção (Foto: VLADIMIR RODAS/AFP)

O pedido de licença médica do presidente da Federação Chilena de Futebol, Sergio Jadue, não foi muito bem aceito. Justificando precisar de férias com a sua família, o mandatário rumou à Miami e por lá permanecerá até meados de maio do ano que vem. Entretanto, há outras razões pelas quais Jadue permanecerá longe de seu cargo no futebol do Chile.

O dirigente viajou para os Estados Unidos nesta terça-feira, enquanto Chile e Uruguai se enfrentavam pelas Eliminatórias Sul-Americanas. Um forte esquema de segurança acompanhou Sergio Jadue e sua família, que disse que precisava de um “descanso”. Questionado por um repórter se ele se sentia traído por algum dirigente, ele rebateu: “Só um? ”.

A imprensa chilena notícia que Jadue está contribuindo para as investigações nos Estados Unidos sobre os casos de corrupção envolvendo a Fifa e dirigentes de diversas federações do futebol mundial. Com isso, o mandatário chileno seria uma importante testemunha para que o FBI chegue a outros possíveis envolvidos nos esquemas.

Com a ausência de Jadue no comando da Federação Chilena, o técnico Jorge Sampaoli até ameaçou pedir demissão, já que o dirigente é um dos principais apoiadores do trabalho do argentino na seleção do Chile. O bastidor conturbado no futebol andino acabou refletindo dentro de campo e o time de Vidal, Sanchéz e companhia acabou sendo derrotado por 3 a 0 nesta última rodada das Eliminatórias para o Uruguai.

Contratos de direitos de transmissão para eventos oficiais como a Copa do Mundo e a Copa América são a principal causa de levar alguns fortes nomes do futebol sul-americano à prisão. José Maria Marin, ex-presidente da CBF, Nicolas Leoz, ex-presidente da Conmebl, e o uruguaio Eugênio Figueredo, ex-vice-presidente da Fifa.

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