Mesmo sem ter jogado, Dí Maria elege final da Copa como auge da carreira

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O argentino Ángel Dí Maria só não teve um 2014 perfeito por um fato: não se sagrou campeão do mundo com a Argentina em território brasileiro. Em entrevista ao site da Fifa nesta terça, o meia fez uma retrospectiva positiva da temporada passada, apesar da lesão que o tirou dos dois últimos jogos do Mundial, e comentou seus primeiros momentos no Manchester United, clube ao qual se transferiu depois de passagem vitoriosa pelo Real Madrid.

Apesar de não ter subido ao gramado do Maracanã para enfrentar a Alemanha, Dí Maria se mostrou contente por tudo que aconteceu. “Estou muito feliz por tudo o que aconteceu. Tirando as lesões, que podem acontecer com qualquer um, consegui fazer coisas muito importantes. Venci a Supercopa da Europa e a Champions com o Real, além da Copa do Mundo. A final do Mundial, apesar de eu não ter tido condições de jogar, foi o momento mais especial da minha carreira. É algo que jamais imaginei, nem quando era criança”, declarou.

Cerca de um semestre depois da decisão, Dí Maria comentou de forma menos sofrida a lesão que o tirou da semifinal e da final, e até brincou com uma eventual final em que possa atuar. “Eu sabia que a lesão (sofrida no jogo contra a Bélgica) poderia ser grave porque eu senti muita dor. Deixei tudo de lado para estar presente naquela final, mas infelizmente não tive condições. O futebol é assim, me deixou fora da decisão de um Mundial, mas pode me dar a revanche. Tomara que aconteça”, comentou em tom descontraído.

Dí Maria se orgulha de conquistas com o Real e assume que final do Mundial foi momento mais importante da carreira

Dí Maria se orgulha de conquistas com o Real e assume que final do Mundial foi momento mais importante da carreira - Credito: AFP

Ao falar sobre o tempo que defendeu o Real Madrid, o argentino se mostrou orgulhoso por seus feitos, mas reconheceu que era hora de mudar, e que atualmente está muito bem no Manchester United. “No Real fiz tudo o que tinha que fazer: ganhei todos os títulos, só faltou o Mundial de Clubes porque eu sai antes. Fiquei quatro anos por lá, chega um momento que é preciso mudar de ares”, admitiu. “Estou muito feliz, muito contente. O clima é a única coisa que não ajuda muito. Os torcedores gostam de mim e é isso que importa”, prosseguiu Dí Maria, rotulado como jogador mais caro do futebol inglês ao ser contratado em agosto por R$ 226,5 milhões pelo United.

Um dos únicos atletas a ter oportunidade de atuar ao lado de Messi, na seleção argentina, e Cristiano Ronaldo, nos tempos de Real Madrid, Dí Maria foi ponderado ao analisar que cada um tem qualidades específicas e brincou com relação à Bola de Ouro. “São dois jogadores completamente diferentes. Vemos Leo a cada partida: tem um arranque curto que passa por um, dois ou três da mesma forma. Cristiano tem a força, os chutes de fora da área... Se eu fosse a Fifa teria que fazer duas bolas de ouro, uma para que disputem eles dois e outra para os demais jogadores”, comentou.

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