Se o Real Madrid optou por fazer uma excursão pelos Estados Unidos na pré-temporada passada, protagonizando recorde de público em solo estadunidense – 109.318 torcedores no Ann Arbour, no Michigan – em amistoso contra o Manchester United, neste ano foi a vez do rival Barcelona apostar no gosto dos norte-americanos pelo futebol. No entanto, mesmo com os três amistosos na costa oeste dos EUA, os azuis-grenás não quebrarão o recorde dos merengues.
Na última terça-feira, no amistoso contra o Los Angeles Galaxy, que agora conta com Steven Gerrard no elenco, compareceram ao estádio Rose Bowl, em Pasadena, 93.226 torcedores para acompanhar a vitória espanhola por 2 a 1. Neste sábado, diante do Manchester United, são esperados mais de 60 mil pessoas no Levi’s Stadium, em Santa Clara, estádio que pertence ao time de beisebol San Francisco 49ers.
Como o Fed Ex Stadium, que receberá o jogo entre Chelsea e Barcelona na terça-feira, tem lotação máxima de 91.665 lugares, apesar de ser o maior estádio da NFL, a partida em questão não conseguirá superar o confronto entre Real e Manchester United, em agosto de 2014, em termos de público. Entretanto, é notável o aumento da popularidade do futebol nos Estados Unidos de um ano para cá.
Amistosos do Barça nos EUA atraem grande público, mas recorde seguirá com a partida Real Madrid x Manchester United - Credito: Divulgação
Com a Major League Soccer e a North America Soccer League, duas principais divisões do futebol norte-americano, bem organizadas, o Estados Unidos utiliza o poderio econômico para atrair grandes nomes do futebol ao redor do mundo e, assim, seguir impulsionando a expansão do esporte no país. O brasileiro Kaká, os ingleses Lampard e Gerrard, os italianos Pirlo e Giovinco, e o espanhol David Villa são alguns dos atletas que cumprem essa função de ‘embaixador’.
A maior atenção dos norte-americanos com o ‘soccer’, palavra que difere o futebol do futebol americano, praticado em larga escala nos Estados Unidos, não se restringe aos altos investimentos. A recente boa campanha no Mundial do Brasil, quando os comandados de Klinsmann chegaram às oitavas de final em um grupo com Alemanha e Portugal, também motivou os norte-americanos a acompanharem mais o esporte.