Internado em hospital de Assunção, Nicolás Leoz escapa de prisão na Suíça

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Nesta quarta-feira, José Maria Marin, ex-presidente da CBF, e outros seis dirigentes da Fifa foram presos na Suíça, investigados por corrupção. A lista, no entanto, poderia ter sido mais extensa, uma vez que o paraguaio Nicolás Leoz, ex-presidente da Conmebol, foi indiciado pelo FBI, mas escapou da operação surpresa em Zurique graças a uma bateria de exames de rotina em uma clínica médica em Assunção.

Segundo a informação da rádio paraguaia 780AM, Leoz só não estava na Europa com os demais dirigentes – que se juntaram na Suíça em virtude da eleição presidencial da Fifa, que pode reeleger Blatter – porque está internado no Hospital Migone, na capital de seu país natal.

Hoje aos 86 anos de idade, Nicolás Leoz ocupou o cargo máximo na Conmebol entre 1º de maio de 1986 e 30 de abril de 2013, por 27 anos. A partir de então, foi substituído por Juan Ángel Napout. Se for considerado culpado após o julgamento do caso, o paraguaio pode receber 20 anos de prisão como pena, assim como os demais indiciados.

Contatado pelo jornal paraguaio Última Hora, o dirigente da Interpol no Paraguai, Luis Ignacio Arias, garantiu que o nome de Leoz não consta como procurado no sistema conectado entre Estados Unidos e Suíça.

Deste modo, sua situação atual no país é considerada legal. A solicitação deve ser enviada a partir de Washington, capital norte-americana, e, uma vez no Paraguai, será dado início ao processo de localização e prisão.

Ex-presidente da Conmebol, o paraguaio só poderá ser detido após o recebimento da solicitação do FBI

Ex-presidente da Conmebol, o paraguaio só poderá ser detido após o recebimento da solicitação do FBI - Credito: AFP

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